UCRÂNIA • AO MINUTO | Zelensky assinala marco na guerra: pela primeira vez, tropas inimigas foram derrotadas "exclusivamente por objetos não tripulados"
GUIA RÁPIDO DE LEITURA
-
Zelensky assinala marco na guerra: pela primeira vez, tropas inimigas foram derrotadas "exclusivamente por objetos não tripulados"
-
Governador do Banco da Ucrânia diz que eleições na Hungria "aliviam preocupações com apoio da UE" ao país
-
Zelensky felicita Magyar pela vitória eleitoral e afirma que Kiev está pronta para "desenvolver a cooperação" com a Hungria
-
Ataques com drones retomados após a trégua da Páscoa ortodoxa
"As declarações cínicas de Putin demonstram total desdém pelos esforços de paz dos EUA"
O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andrii Sybiha, afirmou que as declarações do líder do Kremlin, Vladimir Putin, de que toda a Ucrânia era essencialmente russa e que a Rússia poderia ainda apoderar-se da cidade de Sumy
demonstram o desdém pelos esforços dos EUA para pôr fim à guerra.
"As declarações cínicas de Putin demonstram total desdém pelos esforços de paz dos EUA", escreveu Sybiha em inglês na plataforma da rede social X.
Putin's cynical statements demonstrate complete disdain for US peace efforts. While the United States and the rest of the world have called for an immediate end to the killing, Russia's top war criminal discusses plans to seize more Ukrainian territory and kill more Ukrainians.…
— Andrii Sybiha 🇺🇦 (@andrii_sybiha) June 20, 2025
"Enquanto os Estados Unidos e o resto do mundo apelaram ao fim imediato da matança, o principal criminoso de guerra da Rússia discute planos para se apoderar de mais território ucraniano e matar mais ucranianos."
Siga ao minuto:
Vitória de Magyar é vista como "um sinal de que a extrema-direita está a recuar na Europa"
O primeiro-ministro britânico saudou a vitória de Péter Magyar na Hungria, relata o correspondente da CNN Portugal em Londres, Bruno Miranda Lencastre.
Palavras de Magyar foram "um enorme balde de água gelada" para a Europa (e para a Ucrânia)
Eleição de Magyar não representa uma "mudança substancial" na relação da Hungria com a Rússia, considera o comentador da CNN Portugal Tiago André Lopes.
Governador do Banco da Ucrânia diz que eleições na Hungria "aliviam preocupações com apoio da UE" ao país
O governador do Banco da Ucrânia, Andriy Pyshnyi, afirma que a derrota de Viktor Orbán nas eleições parlamentares húngaras "alivia preocupações com o apoio da União Europeia" ao país.
"Esperamos que os obstáculos ao empréstimo da UE à Ucrânia sejam eliminados e encorajamos os nossos parceiros a não adiarem mais esta decisão", disse o responsável, citado pela Reuters.
Pyshnyi falou também sobre a guerra no Médio Oriente, que diz poder fazer subir a inflação na Ucrânia entre 1,5 a 2,8 pontos percentuais, e afirma que os ataques russos às infraestruturas energéticas ucranianas vão "abrandar o crescimento" e "acelerar a saída de pessoas".
Zelensky assinala marco na guerra: pela primeira vez, tropas inimigas foram derrotadas "exclusivamente por objetos não tripulados"
O presidente da Ucrânia assinalou esta segunda-feira o que afirma ser uma novidade na guerra contra a Rússia.
"Pela primeira vez na história desta guerra, uma posição inimiga foi tomada exclusivamente por objetos não tripulados — veículos terrestres não tripulados e drones. Os ocupantes renderam-se e esta operação foi levada a cabo sem a participação da infantaria e sem baixas da nossa parte", disse Volodymyr Zelensky, citado pelo site da presidência da Ucrânia.
Von der Leyen felicita a Hungria e uma "União Europeia mais unida"
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, deu os parabéns ao povo da Hungria pelo "regresso ao caminho europeu", depois da vitória de Péter Magyar.
Peskov: "Temos de ser pacientes e ver o que os novos dirigentes vão fazer na Hungria"
Na reação aos resultados eleitorais na Hungria, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, diz apenas que respeita a decisão da população e que espera manter o diálogo com a nova liderança do país.
Ucrânia confirma ataque a fábrica de produtos químicos em Cherepovets
O líder da força de drones do Exército da Ucrânia, Robert "Magyar" Brovdi, confirmou o ataque a fábrica russa de produtos químicos em Cherepovets, na região de Vologda, com uma publicação no Telegram.
De acordo com Magyar, os produtos feitos na fábrica são usados no fabrico de munições para as forças russas.
"Se Putin ligar, vou pedir-lhe para parar a matança e a guerra", afirma Magyar
O vencedor das eleições legislativas húngaras, Péter Magyar, afirmou que, se falar com o presidente russo, Vladimir Putin, lhe pedirá para “parar a matança” na Ucrânia.
“Acho que seria uma conversa muito curta”, comentou o líder do Tisza, que conquistou no domingo mais de dois terços do parlamento húngaro, derrotando o Fidesz do primeiro-ministro Viktor Orbán, há 16 anos no poder.
“Se Putin me ligar, vou atender o telefone e vou pedir-lhe para parar a matança e a guerra”, disse Magyar.
O líder do Tisza, que deverá ser o futuro primeiro-ministro da Hungria, disse ter registado que o Kremlin (presidência russa) tenha dito que respeita o resultado das eleições húngaras.
"É óbvio que Putin perde um aliado, mas será que perde mesmo?" Nas "próximas semanas" corremos o risco de levar com "um balde de água fria" vindo da Hungria
Tiago André Lopes mostra-se cético quanto a uma eventual viragem da política externa da Hungria com o fim da era de Viktor Orbán, que governou o país durante 16 anos. Para o comentador, à partida parece “óbvio que Putin perde um aliado” na União Europeia. “Mas será que perde mesmo?”, questiona-se
Magyar contra acesso rápido de Kiev à UE e quer referendo: “Impossível que um país em guerra entre para a UE”
O vencedor das eleições legislativas húngaras, Péter Magyar, afastou hoje uma adesão rápida da Ucrânia, um país em guerra, à União Europeia (UE) e afirmou que promoverá um referendo sobre a entrada de Kiev no bloco europeu.
“Não apoiamos uma via rápida para a adesão da Ucrânia”, comentou hoje o líder do Tisza, em conferência de imprensa em Budapeste.
Para Magyar, é “impossível que um país em guerra entre para a UE”.
Kiev deve submeter-se ao processo normal de adesão, como “todos os candidatos, e discutir os capítulos”, afirmou.
“Se a Ucrânia o fizer, então a Hungria terá um referendo sobre isso e não será num futuro próximo”, comentou.
Kiev apresentou formalmente o pedido de adesão à UE em 28 de fevereiro de 2022, poucos dias depois do início da invasão russa. Tem estatuto de país candidato desde 23 de junho desse mesmo ano.
Em meados de dezembro de 2023, o Conselho Europeu decidiu abrir as negociações formais de adesão à UE com a Ucrânia.
Rússia "perdeu o seu grande pivô dentro da UE" mas "Magyar não vai poder simplesmente fechar a porta a Putin"
Miguel Baumgartner analisa a derrota de Viktor Orbán nas eleições na Hungria
"A mensagem anti-Ucrânia desta vez não funcionou" na Hungria
Rodrigo Vaz, especialista em Relações Internacionais, analisa a vitória de Péter Magyar nas eleições na Hungria, colocando fim a 16 anos de governação de Viktor Orbán
Zelensky felicita Magyar pela vitória eleitoral e afirma que Kiev está pronta para "desenvolver a cooperação" com a Hungria
"A Ucrânia sempre procurou manter relações de boa vizinhança com todos na Europa, e estamos prontos para desenvolver a cooperação com a Hungria", afirmou Volodymyr Zelensky, acrescentando que Kiev está pronta para «reuniões e um trabalho conjunto construtivo» com o que virá a ser o novo governo húngaro.
Kiev levanta recomendação contra viagens para a Hungria
O ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia anunciou hoje o levantamento da recomendação contra viagens dos seus cidadãos para a Hungria, após as eleições de domingo, que afastaram o ultranacionalista Viktor Orbán do poder.
"Suspendemos a recomendação para que os cidadãos evitem visitar a Hungria", declarou o chefe da diplomacia ucraniana, Andriy Sybiga, nas redes sociais, após o triunfo do conservador Peter Magyar nas eleições legislativas, desapossando assim o primeiro-ministro Orbán, aliado do Kremlin (presidência russa).
Segundo Sybiga, “a escolha dos húngaros demonstra o fracasso da política de chantagem e propaganda antiucraniana do governo Orbán", desejando a "normalização das relações" entre os dois países vizinhos.
Ataques com drones retomados após a trégua da Páscoa ortodoxa
A Rússia lançou 98 aparelhos aéreos não tripulados contra a Ucrânia após o fim da trégua da Páscoa, disse o Exército ucraniano na mesma altura em que Moscovo acusou Kiev de ter atacado o território russo com drones de combate.
Segundo o Ministério da Defesa russo, as defesas aéreas russas abateram 33 drones ucranianos durante a última noite, após o fim do cessar-fogo da Páscoa ortodoxa.
De acordo com o comando militar russo, os drones foram abatidos sobre as regiões de Belgorod, Kursk, Rostov, Bryansk, Smolensk e a península da Crimeia, anexada pela Rússia.
Na região fronteiriça de Belgorod, uma mulher ficou ferida sem gravidade após a explosão de um drone ucraniano neutralizado pela defesa aérea, disseram as autoridades locais.
As autoridades de Kiev disseram hoje que a Rússia atacou o território ucraniano com 98 drones durante a madrugada sendo que 87 foram derrubados.
Durante a trégua da Páscoa ortodoxa, de 32 horas, Kiev e Moscovo acusaram-se mutuamente de violar o cessar-fogo centenas de vezes.
A Páscoa ortodoxa celebrou-se no fim de semana.
Forças russas terão executado quatro prisioneiros de guerra ucranianos na região de Kharkiv
As forças russas executaram quatro prisioneiros de guerra ucranianos na região de Kharkiv, segundo o gabinete do Procurador-Geral da Ucrânia. De acordo com a investigação, no passado sábado os soldados russos entraram em posições ucranianas perto da aldeia de Veterynarne, capturaram quatro militares pertencentes a uma brigada mecanizada separada das Forças Armadas da Ucrânia e executaram-nos deliberadamente com armas automáticas.
Foi instaurado um inquérito prévio ao abrigo do n.º 2 do artigo 438 do Código Penal da Ucrânia, que diz respeito a tratamento cruel de prisioneiros de guerra que resulte na sua morte. O caso está a ser acompanhado pelo Ministério Público Regional de Kharkiv.
Ucrânia acusa Rússia de violar cessar-fogo da Páscoa mais de 2 mil vezes
A Rússia violou por 2.299 vezes o cessar-fogo da Páscoa, causando pelo menos quatro mortos e 35 feridos na Ucrânia nas últimas 24 horas, segundo informações do Estado-Maior ucraniano. As violações, registadas entre as 16h de 11 de abril e as 7h de 12 de abril, incluíram 28 operações de assalto, 479 episódios de bombardeamento, 747 ataques com drones kamikaze e 1.045 ataques com drones FPV.
De acordo com o Estado-Maior, foram também registados 120 confrontos ao longo das linhas da frente no mesmo período.
Extrema-direita alemã quer reativar gasoduto russo e deixar de apoiar renováveis
O partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) publicou hoje um documento comprometendo-se a viabilizar a reativação do gasoduto russo NordStream, parcialmente destruído num ataque em 2022, retomar a energia nuclear e acabar com apoios às renováveis.
"Continuaremos a diversificar o fornecimento de gás e petróleo, no interesse da Alemanha, evitar novas dependências das importações e viabilizar a reativação das rotas de abastecimento existentes, como o gasoduto NordStream", refere o documento, citado pela agência Efe.
A publicação ocorreu após uma reunião do grupo parlamentar da AfD em Cottbus (leste da Alemanha), lamentando o partido, frequentemente, a perda daquela que, até à invasão russa da Ucrânia, era a principal via de abastecimento de gás da Alemanha, criticando também repetidamente a alegada inação das autoridades alemãs no esclarecimento do sucedido.
Rússia ainda precisa de colocar sob o seu controlo 17% a 18% da região de Donetsk
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov afirmou este domingo que as tropas russas ainda precisam de assumir o controlo de 17% a 18% da disputada região de Donetsk, na Ucrânia, informou a agência noticiosa estatal TASS, citada pela Reuters.
As forças russas continuarão a combater na Ucrânia após o fim da trégua da Páscoa Ortodoxa, ainda este domingo, afirmou Peskov.