UCRÂNIA • AO MINUTO | Ataques russos matam 20 pessoas e ferem mais de 140 em toda a Ucrânia
O QUE ESTÁ A ACONTECER
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Ucrânia escolhe Sergii Koretskyi como novo primeiro-ministro
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Ucrânia reivindica novos ataques contra 11 navios da "frota fantasma" russa
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Reino Unido quer fornecer novo míssil balístico à Ucrânia até ao final de 2027
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Demissão forçada do ministro da Defesa gera onda de indignação na Ucrânia
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Kiev em alerta: vaga de mísseis balísticos russos atinge capital ucraniana
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Enviados da UE não chegam a acordo sobre 21.º pacote de sanções contra a Rússia
Kremlin: Ártico faz parte da zona de interesses estratégicos da Rússia
O Ártico faz parte da zona de interesses nacionais estratégicos da Rússia. É o diz o Kremlin, em reação às declarações de Donald Trump sobre o Canadá e a Gronelândia - que pretende comprar.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, explica que a Rússia acredita que esta questão faz parte das relações bilaterais de Washington e Otava e Copenhaga. “De facto, essas reivindicações fazem em grande parte das relações bilaterais dos Estados Unidos com a Dinamarca e outros países”, salientou, em declarações à TASS.
Ainda assim, Moscovo está a acompanhar de perto os “desenvolvimentos dramáticos”, acrescentando que a Rússia procura a paz e a estabilidade na região. “Estamos a acompanhar de perto estes desenvolvimentos dramáticos - graças a Deus, ainda não foram além das declarações”, acrescenta Peskov.
Sobre a resposta europeia às inteções de Trump, o Kremlin diz: "A Europa está a reagir de forma muito tímida, muito cauteloso, quase num sussuro".
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Ataques russos matam 20 pessoas e ferem mais de 140 em toda a Ucrânia
Os ataques russos das últimas 24 horas mataram pelo menos 20 pessoas e feriram outras 142 em várias regiões da Ucrânia, numa nova vaga de bombardeamentos que atingiu Kiev, Kharkiv, Odesa e cidades próximas da linha da frente.
Durante a madrugada, a Rússia lançou 125 drones, 25 mísseis balísticos, dez mísseis hipersónicos Zircon e seis projéteis de outros tipos. A maioria tinha como alvo a capital ucraniana, onde uma pessoa morreu e 17 ficaram feridas.
O presidente Volodymyr Zelensky classificou a ofensiva como um dos maiores ataques balísticos russos contra Kiev desde o início da guerra.
Horas depois, um míssil atingiu um terminal da Nova Poshta, a maior empresa postal privada da Ucrânia, nos arredores de Kharkiv. Pelo menos quatro pessoas morreram, entre as quais três homens de 24, 45 e 62 anos, e outras 19 ficaram feridas, segundo o governador regional, Oleh Syniehubov.
Na cidade de Izium, um drone russo atingiu um prédio de cinco andares e feriu 17 pessoas, incluindo um bebé de um ano. Outros ataques na região de Kharkiv fizeram ainda dois mortos e 20 feridos.
Em Sumy, sete bombas aéreas guiadas atingiram zonas residenciais e industriais. Um homem foi encontrado morto sob os escombros e três pessoas foram hospitalizadas. Outro bombardeamento destruiu instalações de um centro de reabilitação para crianças e adultos com deficiência.
“Um centro de reabilitação para crianças e pessoas com deficiência. Esta é a definição de alvo militar de Putin”, escreveu na rede social X o ministro dos Negócios Estrangeiros em funções, Andrii Sybiha.
Os ataques espalharam-se também pelo sul e pelo leste do país. Em Kherson, duas pessoas morreram e 29 ficaram feridas, entre as quais quatro crianças. Na região de Donetsk, foram registados cinco mortos e seis feridos, enquanto um ataque com drones matou uma pessoa em Dnipropetrovsk.
Na região de Zaporíjia, um drone atingiu uma ambulância da Cruz Vermelha Internacional, sem provocar vítimas. Outro aparelho atingiu um comboio de passageiros e feriu uma revisora, obrigando à transferência dos passageiros para autocarros.
Em Odesa, ataques com mísseis mataram três pessoas, incluindo um rapaz de 16 anos, e feriram outras 13. Entre os feridos encontram-se uma criança de dois anos e uma jovem de 17.
Papa apela a que não se esqueçam os que "sofrem e morrem" vítimas da guerra
O Papa Leão XIV apelou este domingo aos católicos que não esqueçam os que "sofrem e morrem devido aos conflitos" que afetam muitos países.
Sem referir expressamente o nome de nenhum dos países em guerra, o Papa, após a recitação do Ângelus, em Castel Gandolfo, nos arredores de Roma, e perante milhares de fiéis, afirmou que continuar "a acompanhar com apreensão o que se passa em vários países dilacerados pela guerra e pela violência".
"Não nos esqueçamos daqueles que sofrem e morrem devido aos conflitos e, ao generoso empenho pela paz, juntemos também a nossa oração constante", exortou.
Antes, o Papa Leão XIV rejeitara a associação da Igreja a uma imagem de triunfo que exija intervenções pautadas "pelo poder e pela força".
"Às vezes, esperamos algo espetacular, desejamos um Deus que intervenha do alto, arrancando imediatamente o joio, que é o mal", observou.
Falando na Praça da Liberdade em Castel Gandolfo, residência de férias dos pontífices nos arredores de Roma, o Papa afirmou que "Jesus adverte contra a tentação de pensar em Deus como uma figura poderosa, que se impõe pela força, que ocupa o espaço para dominar, que chega de forma triunfante".
Citado pela agência Ecclesia, Leão XIV pediu a "paciência" necessária para saber acompanhar os processos humanos sem precipitações e valorizar a "singeleza da vida comum".
A intervenção evocou ainda um texto do ano 2000 do então cardeal Joseph Ratzinger (Bento XVI), que apresentava a Igreja como uma "pequena semente do Evangelho que brota e como um fermento de amor que transforma a massa do mundo".
"Somos chamados a assumir um estilo evangélico, sem adotarmos precipitadamente uma postura de oposição marcada por julgamentos arrogantes", pediu Leão XIV.
O Papa continuará na residência pontifícia de Castel Gandolfo até 27 de julho.
20 feridos após ataque russo a Izium
Segundo o Le Monde, que cita Oleh Syniehubov (chefe da administração militar da região), um ataque russo à cidade de Izium deixou 20 pessoas ferias.
Ataques russos deixam pelo menos três mortos e 20 feridos
Ataques russos mataram pelo menos três pessoas e deixaram 20 feridas em Kharkiv, anunciou Oleh Synehoubov, chefe da administração militar da região, no Telegram e citado pelo Le Monde.
Rússia assume o controlo de Vilne, anuncia Ministério da Defesa
Segundo o Ministério da Defesa russo, citado pela Reuters, o exército do país assumiu o controlo da região de Vilne, localizada no leste da Ucrânia. "Unidades do grupo de forças Vostok continuaram avançando em direção às defesas inimigas e, como resultado de ações decisivas, libertaram a vila de Vilne, na região de Dnipropetrovsk", disse o governo russo citado pela agência de notícias RIA Novosti.
Ucrânia atacou depósitos de petróleo na Rússia
Zelensky anunciou que a Ucrânia atacou três depósitos de petróleo e uma instalação de combustível na região de Stacropol, na Rússia, noticiou a Reuters.
Ucrânia atacou infraestruturas elétricas na Crimeia anexada
A Ucrânia reivindicou ataques a 13 projetos de infraestrutura elétrica e quatro navios da Frota Fantasma na Crimeia anexada e em outros territórios ucranianos ocupados, noticiou o Le Monde. O anúncio foi feito por Robert Brovdi, comandante das forças ucranianas de sistemas não tripulados. No total, foram atacados 59 alvos durante a noite.
Ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia pede "pressão avassaladora" sobre a Rússia para "acabar com este terror"
Após um dos maiores ataques da Rússia contra Kiev desde o início da guerra, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia pediu para o mundo pressionar Moscovo pelo fim do conflito.
"Apelamos a respostas adequadas e firmes. É necessária uma pressão avassaladora sobre Moscovo para pôr fim a este terror. Não pode haver pausas no reforço das sanções e no isolamento da Rússia. O 21.º pacote da UE tem de ser desbloqueado agora. Não pode haver pausas na proteção da vida. Os acordos relativos a interceptores adicionais têm de ser implementados sem demora", disse Andrii Sybiha no C (antigo Twitter).
Ucrânia ataca dois petroleiros russos
A Ucrânia anunciou ataques a dois petroleiros russos no Mar Negro na última noite, noticiou a Reuters. Kiev também afirmou ter atacado um guindaste flutuante no mar de Azov.
Pelo menos um morto e 16 feridos após "um dos maiores ataques" da Rússia a Kiev
Pelo menos uma pessoa morreu e 16 ficaram ferias após ataques russos a Kiev, anunciou Zelensky no X (antigo Twitter). "Durante a noite, a Rússia levou a cabo um dos seus maiores ataques com mísseis balísticos contra Kiev. O inimigo lançou mais de 40 mísseis de vários tipos — a maioria deles contra a capital — e 120 drones de ataque", disse o presidente do país.
Ataques deste sábado na Ucrânia, Rússia e territórios ocupados fazem pelo menos dez mortos. A guerra já terá causado mais de 540 mil
Pelo menos dez pessoas morreram e 21 ficaram feridas este sábado em ataques na Ucrânia, na Rússia e em territórios ucranianos ocupados por Moscovo. Desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022, a guerra já terá provocado entre 541 mil e 616 mil mortes entre militares dos dois países e civis, segundo estimativas independentes e dados confirmados pelas Nações Unidas.
Hoje, na cidade portuária de Odessa, no sul da Ucrânia, um míssil russo matou duas pessoas e feriu outras oito, incluindo duas crianças. Uma das vítimas mortais era uma mulher que caminhava num parque acompanhada por crianças no momento do ataque. As crianças sobreviveram e estão a receber assistência médica, segundo os serviços de emergência. O bombardeamento atingiu também edifícios residenciais, veículos e outras infraestruturas civis.
Na região vizinha de Mykolaiv, um ataque com drones contra instalações portuárias matou duas pessoas e provocou danos em três navios. Outra pessoa morreu e cinco ficaram feridas na região de Kherson, no sul do país. Em Kharkiv, a segunda maior cidade ucraniana, disparos de artilharia russa fizeram um morto e oito feridos, entre os quais duas crianças.
Na Rússia, um homem morreu na região fronteiriça de Belgorod num ataque com um drone que as autoridades locais atribuíram à Ucrânia.
Em Horlivka, cidade ucraniana ocupada pelas forças russas, um ataque ucraniano matou uma pessoa. Duas outras morreram depois de um drone atingir uma estrada numa zona ocupada da região de Kherson, de acordo com as autoridades instaladas por Moscovo.
Não existe um balanço oficial e consensual das mortes provocadas pela guerra. Um estudo do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais estima que tenham morrido entre 400 mil e 450 mil militares russos e entre 125 mil e 150 mil militares ucranianos até junho de 2026.
As Nações Unidas confirmaram ainda a morte de pelo menos 16.431 civis na Ucrânia desde 24 de fevereiro de 2022, incluindo 803 crianças, mas não dividem esse total por nacionalidade. A organização admite que o número real seja consideravelmente mais elevado, sobretudo devido à dificuldade de confirmar casos ocorridos em zonas ocupadas ou de combate intenso.
Exército ucraniano reivindica ataques contra alvos russos
O exército ucraniano reivindicou um ataque contra um depósito de petróleo russo na região de Moscovo, noticiou o Le Monde. Além disso, segundo as forças armadas, foram atingidos navios no Mar Azov e no Mar Negro, uma lancha de patrulha em Kerch e uma ponte ferroviária em Luhansk.
Ataque russo atinge comboio em Zaporizhzhia
Dois ataques russos atingiram a locomotiva e as carruagens de passageiros de um comboio na região de Zaporizhzhia, noticiou o portal de notícias ucraniano Pravda. As primeiras informações indicam que não houve feridos.
Zelensky considera demitir comandante-chefe das Forças Armadas, avança o Financial Times
Segundo o Financial Times, citado pelo jornal Le Monde, Zelensky está a considerar a demissão de Oleksandr Syrsky, comandante-chefe das Forças Armadas. Isso ocorre após manifestações contrários à saída de Mykhailo Fedorov do Ministério da Defesa por divergências com Syrsky.
Brigadas ucranianas recebem ordens para apoiar publicamente o comandante-chefe do exército
Comandantes das brigadas ucranianas receberam ordens para gravar mensagens em apoio de Oleksandr Syrskyi, comandante-chefe das Forças Armadas, denunciou Serhii Sternenko, voluntário e antigo conselheiro do ministro da Defesa, citado pelo portal de notícias ucraniano Pravda.
Isso ocorreu após protestos em apoio ao antigo ministro da Defesa Mykhailo Fedorov, que foi demitido devido a divergências internas. Segundo o presidente do país Volodymyr Zelensky, Syrskyi e Fedorov não conseguiram trabalhar juntos.
Ministra dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Norte está em Moscovo
Choe Son-hui, ministra dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Norte, está em Moscovo após receber um convite de Sergey Lavrov, seu homólogo russo, noticiou o Le Monte.
A Coreia do Norte e a Rússia são aliadas próximas e possuem um acordo para a defesa. Os norte-coreanos já chegaram a enviar tropas para apoiar os esforços de guerra russos na Ucrânia.
Zelensky anuncia ataques contra "importantes instalações logísticas" em Moscovo e Tambov
"Em resposta aos ataques russos às nossas infraestruturas civis e às nossas cidades e comunidades, foram atingidas duas importantes instalações logísticas – nas regiões de Moscovo e Tambov, a mais de 500 e quase 700 quilómetros da linha da frente", disse o presidente ucraniano. "Uma instalação petrolífera foi também atingida. Além disso, ataques ucranianos de médio alcance atingiram alvos nas águas do Mar de Azov e do Mar Negro, bem como na nossa Crimeia temporariamente ocupada".
Ataque da Ucrânia destrói bases logísticas russas em Moscovo
A Ucrânia atingiu duas importantes instalações logísticas nas regiões russas de Moscovo e Tambov, bem como uma infraestrutura petrolífera, afirmou este sábado o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
Zelensky disse, através da aplicação Telegram, que as instalações logísticas eram utilizadas pela Rússia para fornecer componentes sujeitos a sanções destinados à produção de drones e a equipamentos de navegação.
O Presidente ucraniano acrescentou ainda que ataques de médio alcance atingiram alvos no mar de Azov e no mar Negro.
Odessa: ataque russo a infraestruturas portuárias faz uma vítima mortal
A Rússia lançou este sábado um ataque contra as infraestruturas portuárias de Odesa, na Ucrânia, atingindo um navio com bandeira de Antígua e Barbuda e matando uma pessoa, informou o governador regional de Odessa, Oleh Kiper.
Kiper afirmou, através da aplicação Telegram, que três pessoas ficaram feridas e que várias infraestruturas — incluindo edifícios, depósitos e armazéns — ficaram danificadas.
Ataque de drones ucranianos em centro logístico russo causa sete mortos
Um ataque de drones ucranianos contra um centro logístico na cidade russa de Kotovsk provocou hoje pelo menos sete mortos e 24 feridos, anunciou o governador regional Evguéni Pervyshov.
Segundo o responsável, os aparelhos atingiram esta madrugada um armazém da empresa Wildberries, causando a morte de sete trabalhadores e ferindo outras 24 pessoas. Um incêndio deflagrou no local, mas foi entretanto controlado, embora os bombeiros se mantenham em operação.
A Ucrânia tem intensificado nos últimos meses os ataques em território russo, visando sobretudo infraestruturas logísticas e ligadas aos hidrocarbonetos, numa tentativa de reduzir a capacidade de Moscovo para financiar a guerra.
Entretanto, o presidente da Câmara de Moscovo, Serguei Sobianine, informou que a região da capital foi alvo de mais de 370 drones durante a noite.
“A maioria foi abatida pelas defesas antiaéreas ainda longe da cidade. Sessenta e quatro drones inimigos foram destruídos já na aproximação a Moscovo”, escreveu o autarca na rede Telegram.
Pelo menos 10 pessoas morreram e cerca de 20 ficaram feridas em ataques lançados na sexta-feira na Ucrânia, na Federação Russa e em territórios ocupados pelas forças armadas russas, segundo as respetivas autoridades.
A Ucrânia tem intensificado as ações contra infraestruturas russas ligadas à logística e à energia, procurando reduzir a capacidade de Moscovo para sustentar o esforço de guerra.