GUERRA AO MINUTO | Kremlin diz que mercado global de energia não pode "manter-se estável" sem petróleo russo
GUIA RÁPIDO DE LEITURA
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Polónia encontra drone militar que poderá estar ligado a incursão russa de 2025
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Kremlin diz que mercado global de energia não pode "manter-se estável" sem petróleo russo
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Rússia fatura milhões com petróleo desde o início da guerra com o Irão
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Rússia acusa Ucrânia de matar oito médicos em Donetsk
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Ucrânia e Roménia vão produzir drones em conjunto
Número de mortes em Dnipro sobe para 45, há 19 desaparecidos
O governador da região de Dnipropetrovsk, Valentyn Reznichenko, escreveu na tarde desta terça-feira no Facebook que subiu para 45 o número de mortos do ataque com míssil a um edifício residencial em Dnipro, depois de ser encontrada sem vida mais uma criança.
Nesta altura, contam-se seis crianças entre os 45 mortos e pelo menos 19 pessoas estão ainda desaparecidas.
Siga ao minuto:
Três mortos após ataque russo que atingiu autocarro de passageiros em Kupiansk
Pelo menos três pessoas morreram e quatro ficaram feridas num ataque com mísseis russos na região de Kupiansk, no nordeste da Ucrânia, adiantam as autoridades locais, citadas pela Reuters.
O ataque atingiu um autocarro de passageiros. Segundo as autoridades, o ataque provocou a morte do motorista e de dois passageiros.
Três mortos e 27 feridos após ataque russo com um míssil e mais de 120 drones
Pelo menos três pessoas morreram e outras 27 ficaram feridas na sequência de ataques russos contra várias regiões da Ucrânia, segundo as autoridades locais, citadas pelo Kyiv Independent.
De acordo com a mesma fonte, as forças russas lançaram um míssil balístico Iskander-M e 126 drones durante a noite, 80 dos quais foram identificados como drones iranianos Shahed.
A Força Aérea diz que abateu 117 drones.
Rússia saúda decisão dos EUA e avisa que "é impossível" estabilizar mercados de energia sem o petróleo russo
A Rússia saudou a suspensão temporária das sanções dos EUA contra o petróleo russo e avisa que, sem o seu petróleo, “é impossível” garantir a estabilização dos mercados energéticos.
“Vemos que os EUA estão a tentar estabilizar os mercados de energia, e os nossos interesses coincidem nesta matéria”, sublinhou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.
EUA autoriza venda temporária de petróleo russo retido no mar
A administração Trump emitiu ontem uma nova licença que permite a venda temporária de petróleo russo retido no mar, numa tentativa de mitigar a subida dos preços do petróleo bruto após a guerra no Médio Oriente.
“Para aumentar o alcance global da oferta existente, o Departamento do Tesouro está a conceder uma autorização temporária para permitir que os países comprem petróleo russo atualmente retido no mar”, escreveu o secretário do Tesouro, Scott Bessent, nas redes sociais.
“Esta medida específica e de curto prazo aplica-se apenas ao petróleo já em trânsito e não proporcionará benefícios financeiros significativos ao governo russo, que obtém a maior parte das suas receitas energéticas a partir de impostos cobrados no ponto de extração.”
A licença, publicada no site do Departamento do Tesouro dos EUA, aplica-se apenas ao petróleo bruto ou derivados russos carregados em navios a partir de 12 de março e autoriza estes envios até 11 de abril.
.@POTUS is taking decisive steps to promote stability in global energy markets and working to keep prices low as we address the threat and instability posed by the terrorist Iranian regime.
— Treasury Secretary Scott Bessent (@SecScottBessent) March 12, 2026
To increase the global reach of existing supply, @USTreasury is providing a temporary…
Zelensky está em Paris para uma reunião com Macron
Volodymyr Zelensky chegou esta manhã a Paris para uma reunião bilateral com o presidente francês, Emmanuel Macron, informou o porta-voz do gabinete de Zelensky.
Os dois chefes de Estado vão discutir o apoio francês e europeu à defesa da Ucrânia, bem como formas de aumentar a pressão sobre a Rússia, adianta um comunicado do Palácio do Eliseu.
A reunião acontece um dia depois de se saber que os EUA se preparam para levantar as sanções ao petróleo russo, numa altura em que a guerra no Médio Oriente está a fazer escalar os preços dos combustíveis.
Polónia encontra drone militar que poderá estar ligado a incursão russa de 2025
Um drone militar encontrado no oeste da Polónia poderá estar ligado a uma incursão no espaço aéreo do país ocorrida em setembro de 2025. A informação foi avançada pelo ministro da Defesa polaco, Władysław Kosiniak-Kamysz e citada pela Reuters.
Segundo o governante, o aparelho encontrado será muito provavelmente um dos drones russos que terão entrado no espaço aéreo polaco durante o episódio registado no ano passado. O ministro considerou que a situação poderá estar relacionada com uma "provocação da Rússia".
Mercado global de energia não pode "manter-se estável" sem petróleo russo
Um enviado do Presidente da Rússia afirmou hoje que o mercado global de energia "não pode permanecer estável" sem petróleo russo, depois de Washington ter autorizado temporariamente a venda de petróleo russo armazenado em navios.
"Os Estados Unidos estão, na verdade, a reconhecer o óbvio: sem petróleo russo, o mercado global de energia não pode manter-se estável", escreveu Kirill Dmitriev, na plataforma de mensagens Telegram.
Os Estados Unidos autorizaram temporariamente a venda de petróleo russo armazenado em navios, devido à subida dos preços desde o início da guerra no Irão, anunciou na quinta-feira o Departamento do Tesouro norte-americano.
O departamento emitiu uma licença que autoriza a venda, até 11 de abril, de petróleo bruto e derivados russos carregados em navios antes da 00:01 do dia 12 de março (quinta-feira).
No inicio da semana, o Presidente norte-americano, Donald Trump, tinha anunciado que ia suspender algumas sanções sobre o petróleo "para baixar os preços", depois de uma conversa telefónica com o Presidente russo, Vladimir Putin.
Anteriormente, o Tesouro anunciou que permitiria à Índia comercializar, durante 30 dias, petróleo russo retido no mar.
O barril de petróleo Brent para entrega em maio subiu mais de 9% na quinta-feira e ficou acima dos 100 dólares no fecho do mercado de futuros de Londres, após as declarações do Irão sobre o encerramento de Ormuz.
O petróleo do Mar do Norte, referência na Europa, fechou o dia na Intercontinental Exchange (ICE) de Londres a 100,46 dólares, o seu preço mais alto desde 2022 e 9,22% superior ao do final da sessão anterior, quando fechou a 91,98 dólares.
O novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, disse na quinta-feira que o encerramento do estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do comércio marítimo de hidrocarbonetos, deverá ser prolongado.
"A alavanca do bloqueio de Ormuz deve ser absolutamente utilizada", pediu Mojtaba Khamenei, num discurso lido por uma jornalista da televisão estatal, referiu a agência de notícias France-Presse.
O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.
Os 32 países membros da Agência Internacional de Energia (AIE) decidiram "por unanimidade" libertar nos mercados 400 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas.
"Os países da AIE vão disponibilizar 400 milhões de barris de petróleo [...] ao mercado para compensar a perda de abastecimento devido ao encerramento efetivo do estreito" de Ormuz, anunciou o diretor executivo da agência, Fatih Birol, numa declaração em vídeo.
Esta é a sexta vez que a AIE coordena a liberação de reservas estratégicas de petróleo.
Com a libertação dos 400 milhões de barris de petróleo, mais do que o dobro da intervenção recorde anterior da agência no início da guerra na Ucrânia, quando libertou 182 milhões de barris de petróleo bruto, pretende-se compensar o abastecimento perdido devido ao encerramento efetivo do estreito de Ormuz.
Rússia fatura milhões com petróleo desde o início da guerra com o Irão
Ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia reúne-se com chefe da IAEA já esta sexta-feira
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, deverá reunir-se com o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (IAEA, na sigla em inglês), Rafael Grossi, em Moscovo esta sexta-feira, informou a agência de notícias estatal russa TASS, citada pela Reuters.
Rússia acusa Ucrânia de matar oito médicos em Donetsk
O Ministério da Defesa da Rússia acusou a Ucrânia de matar oito médicos durante um ataque a uma infraestrutura médica em Donetsk.
“Esta infraestrutura nunca foi utilizada para propósitos militares e esta destruição deliberada pelo regime de Kiev constitui uma grave violação do direito internacional humanitário e da moralidade humana”, pode ler-se na nota.
Rússia diz que tensão aumentou no Ártico com presença militar da NATO
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia emitiu um comunicado a afirmar que os exercícios militares da NATO no Ártico aumentam a tensão na região.
De acordo com o comunicado, que é citado pela agência Reuters, Moscovo não está contente com o lançamento da missão Resistência Ártica, que aumentou o número de militares da Aliança Atlântica na zona.
Ucrânia e Roménia vão produzir drones em conjunto
A Roménia anunciou um acordo com a Ucrânia para a produção conjunta de drones em solo romeno.
De acordo com o presidente romeno, Nicusor Dan, o acordo foi assinado com o homólogo, Volodymyr Zelensky.
UE quer missão na Ucrânia para saber o que se passa afinal com o oleoduto Druzhba
A União Europeia propôs a criação de uma missão para inspecionar o oleoduto de Druzhba, que continua paralisado, o que está a provocar constrangimentos na Hungria e na Eslováquia, que ainda recebem petróleo russo através daquela via.
De acordo com o porta-voz da Comissão Europeia, aguarda-se agora uma resposta da Ucrânia.
“Propusemos uma missão para inspecionar o oleoduto de Druzhba na Ucrânia”, confirmou a União Europeia em conferência de imprensa.
De recordar que o fluxo de petróleo através desta infraestrutura está paralisado desde janeiro, depois de ter sido atingido por um ataque que a Ucrânia atribuiu à Rússia.
Ainda assim, tanto Hungria como Eslováquia culpam a Ucrânia pela demora na reparação.
União Europeia ameaça cortar o financiamento à Bienal de Veneza se a Rússia for mesmo convidada
A Comissão Europeia ameaça terminar ou suspender o financiamento à Bienal de Veneza caso a organização do evento prossiga com o plano de permitir a reabertura do pavilhão russo na edição deste ano.
De acordo com o porta-voz da Comissão Europeia, a condenação segue nos mesmos moldes que já estavam em prática.
“Condenamos a decisão de permitir a Rússia na Bienal de Veneza”, afirmou Thomas Regnier.
“A Comissão Europeia condena a decisão da Fundação Bienal de permitir que a Rússia participe na exibição de arte da Bienal de 2026. Porquê? Porque a cultura que a Europa deve promover e salvaguardar são os valores democráticos. Deve ser aberta ao diálogo, diversidade e liberdade de expressão. Estes valores não são, hoje em dia, honrados na Rússia”, acrescentou.
O pavilhão da Rússia foi encerrado logo após a invasão à Ucrânia, o que impediu o acesso a artistas e instituições russas ao evento.
Ucrânia quer acordo sobre drones com os EUA
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse esta quinta-feira que espera que os EUA reconsiderem um acordo de produção de drones.
“Queríamos assinar um grande acordo de produção de drones com os Estados Unidos, mas precisávamos da aprovação da Casa Branca”, escreveu Zelensky na rede social X, acrescentando que os drones seriam eficazes contra os drones e mísseis Shahed iranianos.
“Ainda não tivemos oportunidade de assinar este documento”, continuou Zelensky na publicação. “Espero que talvez os amigos americanos estejam mais próximos desta decisão agora, especialmente depois dos desafios que vemos no Médio Oriente.”
A Ucrânia tem vindo a melhorar a sua defesa contra os drones Shahed de fabrico iraniano, que a Rússia tem utilizado na guerra entre os dois países. Tentou vender a sua tecnologia aos EUA no ano passado, mas a proposta foi rejeitada, segundo o Axios.
No entanto, na semana passada, os EUA pediram a ajuda da Ucrânia, disse Zelensky ao The New York Times, e Kiev forneceu drones intercetores e especialistas para ajudar na defesa das bases americanas na Jordânia.
Em agosto, as autoridades ucranianas apresentaram à administração Trump uma demonstração de como a sua tecnologia poderia proteger as forças norte-americanas e propunha a criação de "centros de combate com drones" na Turquia, na Jordânia e nos países do Golfo Pérsico, onde se encontram bases militares norte-americanas, segundo o Axios.
"Imaginámos que fosse apenas o Zelensky a ser o Zelensky", disse um funcionário norte-americano ao Axios, descrevendo Zelensky como alguém que gosta de se autopromover. "Alguém simplesmente decidiu não comprar a ideia".
Rússia acusa Ucrânia de atacar central de gás natural
O Ministério da Defesa da Rússia afirma que a Ucrânia tentou atacar uma central de bombeamento de gás natural.
De acordo com as agências russas, o ataque ocorreu a uma central operada pela Gazprom, que a partir dali exporta gás natural pelo TurkStream, o gasoduto que chega a países europeus e que passa pelo Mar Negro.
Ainda segundo as agências, não foram verificados danos na estação.
Enviado do líder da Rússia reúne-se com negociadores dos Estados Unidos
Um enviado do Presidente da Rússia, Vladimir Putin, reuniu-se com negociadores norte-americanos nos Estados Unidos (EUA), disse Washington, nas primeiras conversações com os russos desde o início da guerra no Irão.
"As equipas discutiram uma variedade de temas e decidiram manter o contacto", disse Steve Witkoff, enviado especial do Presidente dos EUA, Donald Trump, num comunicado divulgado após as conversações com o negociador russo Kirill Dmitriev.
O encontro aconteceu na Florida, no sudeste do país, dias depois de os EUA terem suspendido, na segunda-feira, sanções ao petróleo russo, impostas em resposta à invasão da Ucrânia, em 2022, num esforço para mitigar a subida dos preços.
Delegações russa e americana reuniram-se esta quarta-feira na Florida, confirma Witkoff
O enviado especial de Donald Trump, Steve Witkoff, confirmou que as delegações russa e americana para as negociações de paz na Ucrânia reuniram-se esta quarta-feira na Florida.
A confirmação de Witkoff surge após informações que davam conta da presença de Kirill Dmitriev, enviado de Vladimir Putin, no Sunshine State.
Citado pela Reuters, Witkoff afirma que as delegações "discutiram uma variedade de tópicos e concordaram em manter contacto".
Zelensky pede aos EUA para colocarem mais pressão na Rússia, "não sobre mim"
Em entrevista ao Politico, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, mostrou-se convicto de que os EUA podem ajudar a terminar a guerra contra a Rússia, mas pede à administração Trump para exercer mais pressão em Moscovo.
"Não confiamos na Rússia, mas acho e acredito que os americanos querem realmente acabar com esta guerra. Espero que nos ajudem, mas precisamos de mais pressão sobre a Rússia, não sobre mim", disse o líder ucraniano.
Dmitriev na Florida para se reunir com membros da administração Trump
O enviado especial do presidente russo, Kirill Dmitriev, está na Florida para se reunir com membros da administração Trump, disseram fontes à Reuters.