UCRÂNIA • AO MINUTO | Tribunal anticorrupção da Ucrânia ordena a detenção do antigo chefe de gabinete de Zelensky
Russos negam que mísseis tenham cruzado a Polónia. “É uma provocação deliberada”
O ministério da defesa da Rússia negou, esta terça-feira, que os seus mísseis tenham cruzado a Polónia, chamando os relatórios de “provocação deliberada”, cita o The Guardian.
“As declarações dos media e autoridades polacas sobre a suposta queda de mísseis ‘russos’ na área de Przewodow são uma provocação deliberada para agravar a situação. Nenhum ataque a alvos perto da fronteira do ucraniano-polaca foi feito por mísseis russos. Os destroços publicados pelos media polacos da cena na vila de Przewodow não têm nada a ver com armas russas”.
Siga ao minuto:
Rússia rejeita Europa como mediadora da paz na Ucrânia
A Europa não deve esperar desempenhar um papel de mediação no processo de paz na Ucrânia, aponta a agência de notícias estatal russa RIA, citando o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.
Moscovo considera que os países europeus estão envolvidos na guerra do lado da Ucrânia, terá reforçado Peskov - escreve a Reuters.
"Pela primeira vez na memória viva, estamos verdadeiramente sozinhos": Mario Draghi deixa aviso à Europa sobre segurança e EUA
Kremlin diz esperar contactos com Xi Jinping após visita de Trump à China
O Kremlin afirmou esta quinta-feira que espera manter contactos próprios e separados com Xi Jinping, numa altura em que o líder chinês recebe Donald Trump em Pequim.
"Estamos à espera dos nossos próprios contactos separados com Xi Jinping", declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, citado pela Reuters, quando questionado sobre possíveis conversações entre Moscovo e Pequim relacionadas com os resultados da visita do presidente norte-americano à China.
Peskov já tinha revelado que Vladimir Putin iria visitar a China muito em breve, garantindo ainda que os preparativos para a visita já estavam concluídos.
EUA cancelam o envio de 4 mil soldados para a Polónia
O Pentágono cancelou abruptamente o envio de uma brigada blindada para a Polónia, informou hoje o Wall Street Journal, explicando que esta medida se insere no plano do Presidente Trump de reduzir a presença militar dos EUA na Europa.
O ministro da Defesa polaco, Władysław Kosiniak-Kamysz, desmentiu esta informação, afirmando que, na verdade, estão em curso negociações para aumentar a presença americana no país.
No entanto, a notícia foi avançada também por outros orgãos de informação ligados à Defesa, como o site Defense News.
A Euronews confirma que os EUA cancelaram a força rotacional de 4.000 soldados que substituiria as tropas assim que estas concluíssem o seu destacamento na Polónia. Confirmando o desenvolvimento, um alto responsável militar da NATO disse à Euronews que as forças de reforço “não fazem parte dos planos de dissuasão e defesa da NATO”. “A NATO continuará a manter uma forte presença no seu flanco leste”, acrescentou o responsável.
"O cancelamento do destacamento da Segunda Brigada de Combate Blindada da Primeira Divisão de Cavalaria faz provavelmente parte de um realinhamento mais amplo das forças americanas na Europa", disseram os oficiais do Exército e outras autoridades militares dos EUA, ouvidas pelo New York Times.
Explosões no ar: as imagens de um brutal ataque de drones da Rússia
A Rússia tem renovado os seus ataques de forma violenta, alvejando quase toda a Ucrânia, incluindo Kiev. É de lá que chegam estas imagens, com drones a chegarem e as respetivas antiaéreas a funcionarem.
Clarão no ar: as imagens da madrugada em que a Rússia lançou um dos seus maiores ataques a Kiev
Centenas de drones e alguns mísseis chegaram a Kiev na madrugada desta quinta-feira. A partir da capital ucraniana foi possível ver vários clarões.
Cuidado máximo: o momento em que uma ogiva não detonada é retirada de escombros na Ucrânia
Equipas de emergência na região de Kiev removeram o que acreditam ser uma ogiva de míssil não detonada alojada dentro de um edifício residencial após um grande ataque aéreo russo.
Imagens dos serviços de emergência mostraram o que parece ser uma ogiva dentro de um apartamento antes de os especialistas utilizarem uma grua e equipamento pesado para a extrair, alertando para uma possível catástrofe.
Câmara de videovigilância de cafetaria mostra a violência de um dos maiores ataques da Rússia
A Kaviarnia, uma cafetaria em frente a um edifício que colapsou após ter sido atingido por um ataque de drone e míssil russo, partilhou imagens de câmaras de segurança que mostram o momento de um grande ataque em Kiev.
Putin também vai à China
A Rússia está ansiosa por conversar com a China sobre a visita oficial de Donald Trump a Pequim. "Aguardamos os nossos próprios contactos separados com Xi Jinping", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, depois de ter anunciado hoje que Vladimir Putin também fará uma viagem à China em breve.
Kremlin afirma que a Europa não está apta para mediar o conflito na Ucrânia
A Europa não deve esperar atuar como mediadora no processo de paz na Ucrânia, dada a sua atual abordagem, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, citada pela agência de notícias estatal russa RIA.
Peskov reiterou a posição de Moscovo de que a Europa está atualmente envolvida no conflito ao lado da Ucrânia.
Nenhuma negociação de paz entre a Rússia e a Ucrânia teve lugar desde fevereiro, uma vez que os Estados Unidos, que têm mediado entre os dois países, estão focados na guerra no Irão.
Cazaquistão e Turquia criam aliança estratégica para fabricar drones
O Cazaquistão e a Turquia assinaram um acordo para criar uma aliança estratégica dedicada à produção e manutenção de drones, informou esta quinta-feira o gabinete de imprensa da Presidência do Cazaquistão, citado pela Reuters.
A série vitoriosa da Rússia na Ucrânia chegou ao fim
Crise política na Letónia: primeira-ministra demite-se após incidente com drones ucranianos
"É evidente que Putin tem uma relação privilegiada com os EUA, em particular com Trump"
O embaixador Mário Godinho de Matos, ex-representante de Portugal em Moscovo, analisa as últimas declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre as guerras na Ucrânia e no Irão.
"Um prédio inteiro desabou": ataque russo deixa mortos e dezenas de feridos em Kiev
Kiev foi o principal alvo da nova vaga de ataques russos lançados durante a noite contra a Ucrânia, segundo o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
Os bombardeamentos provocaram danos em pelo menos 20 locais da capital ucraniana, incluindo "edifícios residenciais, uma escola, uma clínica veterinária e outras infraestruturas civis". Também foram registados estragos na região de Kremenchuk e em Chornomorsk.
Segundo as autoridades ucranianas, pelo menos três pessoas morreram em Kiev e cerca de 40 ficaram feridas, entre elas duas crianças, escreve a Reuters.
O presidente da câmara de Kiev, Vitalii Klitschko, alertou que poderá haver mais vítimas sob os escombros, enquanto dezenas de operacionais de emergência continuam os trabalhos de busca e resgate.
"Estavam lá pessoas, crianças. O que lhes aconteceu? Tem de perceber, um prédio inteiro desabou", contou à Reuters Alla Komisarova, uma reformada de 74 anos, visivelmente emocionada.
A mulher descreveu o momento do impacto: "Ouvi qualquer coisa a voar muito perto. Depois houve um som terrível e o nosso prédio, que fica em frente ao que foi atingido, abanou todo."
Os ataques também afetaram o abastecimento de água em Kiev. Segundo Vitalii Klitschko, as autoridades estão a recorrer a geradores para tentar restabelecer o abastecimento.
Rússia anuncia "parceria plena" com os talibãs no Afeganistão
A Rússia está a desenvolver uma "parceria plena" com os talibãs no Afeganistão nas áreas política, económica e comercial, afirmou esta quinta-feira o secretário do Conselho de Segurança russo, Sergei Shoigu.
Segundo a agência Interfax, citada pela Reuters, Sergei Shoigu afirmou que Moscovo está a aprofundar as relações com o regime talibã que governa o Afeganistão.
Ataques russos provocam cortes de eletricidade em 11 regiões da Ucrânia
Os ataques russos provocaram interrupções no fornecimento de eletricidade em 11 regiões da Ucrânia, informou o Ministério da Energia ucraniano.
Segundo a Reuters, as autoridades ucranianas apontam que os bombardeamentos tiveram como alvo várias infraestruturas estratégicas do país, incluindo instalações energéticas em Kremenchuk, infraestruturas portuárias na região de Odessa, no sul da Ucrânia, e estruturas ferroviárias.
Ministro ucraniano diz que ataque durante visita de Trump à China mostra que "Putin quer que esta guerra continue"
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha, afirmou que o ataque lançado pela Rússia durante a visita do presidente norte-americano, Donald Trump, à China demonstra que Moscovo pretende continuar a guerra, apesar da pressão de Washington para alcançar a paz.
"Este ataque bárbaro durante uma cimeira tão importante demonstra que o regime russo representa uma ameaça global à segurança internacional", escreveu Sybiha na rede social X.
"Em vez de paz e desenvolvimento, Moscovo opta pela agressão e pelo terror", acusa o ministro ucraniano, acrescentando: "Putin quer que esta guerra continue para prolongar o seu controlo e domínio sobre a Rússia. Não deve haver ilusões nem pensamentos otimistas: só a pressão sobre Moscovo pode forçá-lo a parar."
Right at the time when the leaders of the most powerful countries meet in Beijing and the world hopes for peace, predictability, and cooperation, Putin launched hundreds of drones, ballistic and cruise missiles, at the capital of Ukraine.
— Andrii Sybiha 🇺🇦 (@andrii_sybiha) May 14, 2026
This barbaric attack during such an… pic.twitter.com/YhVGhtjyhG
Cavaco Silva defende força europeia de Defesa separada da NATO e chama "super errático" a Trump
Rússia lançou mais de 1.500 drones desde a meia-noite de quarta-feira, afirma Zelensky
A Rússia lançou mais de 1.560 drones contra a Ucrânia desde o início de um prolongado ataque aéreo nas primeiras horas de quarta-feira, afirmou Volodymyr Zelensky na manhã desta quinta-feira.
"No total, desde a meia-noite de ontem, a Rússia utilizou mais de 1.560 drones contra as nossas cidades e comunidades", afirmou no X. "Estas não são, definitivamente, as ações de quem acredita que a guerra está a chegar ao fim".
Na madrugada de quinta-feira, "os russos lançaram mais de 670 drones de ataque e 56 mísseis contra a Ucrânia", explica Zelensky, acrescentando: "Houve ataques com mísseis balísticos, mísseis aerobalísticos e mísseis de cruzeiro. O alvo principal deste ataque foi Kiev."
A rescue operation is currently underway in Kyiv at the site of a Russian drone strike on a nine-story residential building – an entire section of the building has been completely destroyed. Dozens of people have been rescued. Tragically, one person has been killed. My… pic.twitter.com/HKyqZ4sFv3
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) May 14, 2026