GUERRA AO MINUTO | 2025 foi o ano mais letal para os civis ucranianos desde 2022, conclui ONU
GUIA RÁPIDO DE LEITURA
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Drones russos atingem dois navios de bandeira estrangeira perto de porto ucraniano
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Bielorrússia alerta para militarização "sem precedentes" na Europa e "planos agressivos" contra Minsk
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Rutte acredita que Trump "está a fazer o que é correto para a NATO": "Quando elogio alguém, é com base em factos"
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"Nightfall", o novo míssil balístico de longo alcance que o Reino Unido quer desenvolver para enviar à Ucrânia
EUA irão enviar sistemas NASAMS para a Ucrânia "assim que for possível"
Citado pela Reuters, o porta-voz da Casa Branca, John Kirby, garantiu que os Estados Unidos irão enviar sistemas de defesa antiaérea NASAMS para a Ucrânia "assim que for possível.
A garantia do envio destes sistemas já tinha sido dada pelo presidente Joe Biden, após os ataques russos de segunda-feira a várias cidades ucranianas.
Siga ao minuto:
Rússia lança ataque com mísseis contra Kiev
A Rússia lançou durante a madrugada um ataque com mísseis contra Kiev.
“Permaneçam em locais seguros! Os russos estão a atacar a capital com mísseis balísticos”, escreveu no Telegram Timur Tkachenko, chefe da administração militar de Kiev.
O presidente da câmara de Kiev, Vitali Klitschko, adiantou também no Telegram que as unidades de defesa aérea estavam a tentar repelir o ataque.
EUA denunciam "escalada perigosa e inexplicável" da Rússia
Os Estados Unidos denunciaram esta segunda-feira uma "escalada perigosa e inexplicável" da Rússia na Ucrânia devido ao lançamento do míssil balístico Oreshnik, de última geração, contra uma área ucraniana próxima à fronteira com a Polónia na semana passada.
"A Rússia lançou mais ataques contra a Ucrânia, incluindo o lançamento do míssil balístico com capacidade nuclear Oreshnik, contra uma área da Ucrânia próxima à fronteira com a Polónia e a NATO. Isso constitui mais uma escalada perigosa e inexplicável desta guerra, mesmo enquanto os EUA trabalham urgentemente com Kiev, com outros parceiros e com Moscovo para pôr fim ao conflito", afirmou a diplomata norte-americana Tammy Bruce.
A denúncia foi feita numa reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a Ucrânia, com Tammy Bruce a acrescentar que a ação da Rússia arrisca "expandir e intensificar a guerra", prejudicando as negociações em curso.
"Condenamos os ataques contínuos e cada vez mais intensos da Rússia contra as instalações energéticas e outras infraestruturas civis da Ucrânia. Esses ataques zombam com a causa da paz", acusou ainda a representante adjunta dos Estados Unidos junto às Nações Unidas.
Mantendo o tom critico, a diplomata defendeu que a "Rússia, a Ucrânia e a Europa devem procurar a paz seriamente e pôr fim a esse pesadelo".
Independentemente da situação no terreno, Tammy Bruce destacou que, "graças à liderança do Presidente norte-americano, Donald Trump," um acordo está agora mais perto de ser alcançado "do que em qualquer outro momento desde o início da guerra".
2025 foi o ano mais letal para os civis ucranianos desde 2022, conclui ONU
A ONU denunciou esta segunda-feira que 2025 foi o ano mais letal para os civis ucranianos - 2.514 mortes - desde 2022, ano em que a Rússia iniciou a invasão em larga escala da Ucrânia.
Numa reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a situação na Ucrânia, a subsecretária-geral Rosemary DiCarlo apontou para as conclusões da Missão de Monitorização dos Direitos Humanos das Nações Unidas no país, que verificou a morte de 2.514 civis e o ferimento de 12.142 no passado.
Segundo a Missão, o número total de civis mortos e feridos em 2025 foi 31% maior do que em 2024, quando se registaram 2.088 mortos e 9.138 feridos e 70% superior a 2023 (1.974 mortos e 6.651 feridos).
No total, desde o início da invasão em grande escala da Ucrânia por Moscovo em fevereiro de 2022, o Gabinete do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos verificou que pelo menos 14.999 civis foram mortos, incluindo 763 crianças, e 40.601 civis ficaram feridos, sendo que 2.486 eram menores.
"Os números reais são provavelmente maiores", destacou Rosemary DiCarlo, subsecretária-geral da ONU para Assuntos Políticos e de Consolidação da Paz.
Na reunião do Conselho de Segurança, DiCarlo denunciou "um padrão bem estabelecido e profundamente preocupante" da parte da Rússia, que tem intensificado os ataques contra a Ucrânia quando as condições meteorológicas se agravam e a necessidade de aquecimento da população se torna mais urgente.
"O impacto destes ataques é sentido com mais força pelos mais vulneráveis: idosos, crianças e pessoas com mobilidade reduzida", lamentou.
Ucrânia atribui projeto estatal de lítio à Dobra Lithium Holdings
A Ucrânia atribuiu os direitos de desenvolvimento do depósito de lítio de Dobra, na região de Kirovohrad, à Dobra Lithium Holdings, ao abrigo de um acordo de partilha de produção, anunciou esta segunda-feira a primeira-ministra Yulia Svyrydenko.
Segundo Svyrydenko, que fez o anúncio na aplicação Telegram, os acionistas da Dobra são a TechMet e a Rock Holdings, e o projeto deverá atrair pelo menos 179 milhões de dólares em investimento, incluindo 12 milhões de dólares destinados à exploração e à auditoria das reservas.
O New York Times noticiou na semana passada que o consórcio vencedor do concurso tem ligações ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Drones russos atingem dois navios de bandeira estrangeira perto de porto ucraniano
Drones russos atingiram esta segunda-feira dois navios de bandeira estrangeira nas imediações do porto ucraniano de Chornomorsk, no sul do país, avança a Reuters.
Bielorrússia alerta para militarização "sem precedentes" na Europa e "planos agressivos" contra Minsk
O ministro da Defesa da Bielorrússia, Viktor Khrenin, alertou hoje para uma militarização “sem precedentes” em toda a Europa e “planos agressivos” contra Minsk, colocando as autoridades nacionais “em alerta permanente” para potenciais “atos hostis”.
Depois de se ter reunido com o presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, para discutir a situação de segurança na fronteira do país, Khrenin disse existir “um reforço significativo das forças de segurança de vários países europeus”, segundo informações da agência de notícias BelTA.
“Estamos a observar contínuas ações e planos de caráter agressivo relacionados com o nosso país”, afirmou o ministro bielorrusso, precisando que a militarização inclui “mais de 2.200 aeronaves, 130 das quais pertencem ao contingente da Polónia e dos Estados bálticos”.
Khrenin referiu também que estão a ser observados “voos de bombardeiros norte-americanos” e que há mísseis de cruzeiro a serem destacados em bases dos Estados Unidos na Polónia e na Roménia, onde “estão localizadas bases [de defesa] antimísseis”.
“Mas nós entendemos perfeitamente o que está a passar-se: com uma alteração mínima, estes sistemas podem lançar mísseis de cruzeiro que conseguem alcançar o nosso território”, sublinhou.
“Estamos a acompanhar atentamente tudo o que acontece, todos os voos realizados ao longo da nossa fronteira nacional (…). Estamos a adotar medidas adequadas para reagir a todas as possíveis provocações que possam ocorrer”, afirmou, acrescentando que “a partir destas ameaças, se avalia a situação e se tomam decisões em conformidade”.
Rutte acredita que Trump "está a fazer o que é correto para a NATO": "Quando elogio alguém, é com base em factos"
O secretário-geral da NATO respondeu às críticas sobre a sua abordagem em relação ao presidente dos EUA, tecendo-lhe vários elogios - quem se esquece do ‘daddy Trump’, como se lhe referiu há uns meses.
Confrontado com as críticas, Mark Rutte sublinha que acredita que “Donald Trump está a fazer o que é correto para a NATO ao incentivar-nos a gastar mais” na Europa para igualar os gastos na Defesa dos EUA.
Mark Rutte diz mesmo estar "absolutamente convencido" de que, "sem Donald Trump, nunca teríamos alcançado aquele resultado na cimeira de Haia" no ano passado, elevando o limite do PIB para as despesas de defesa para 5%.
"Portanto, quando elogio alguém, é com base em factos, e acredito que os factos o comprovam", acrescentou.
"Nightfall", o novo míssil balístico de longo alcance que o Reino Unido quer desenvolver para enviar à Ucrânia
O Reino Unido anunciou que vai desenvolver um novo míssil balístico de longo alcance para a Ucrânia. Chama-se “Nightfall” e a ideia é que venham a ser testados pela primeira vez dentro de 12 meses.
No âmbito do projeto, o governo britânico abriu um concurso para o desenvolvimento rápido de mísseis balísticos lançados a partir do solo, capazes de transportar uma ogiva de 200 kg com um alcance superior a 500 km.
“Os mísseis Nightfall poderão ser lançados a partir de diversos veículos”, explicou o Ministério da Defesa do Reino Unido, em comunicado citado pelo Guardian, “disparando múltiplos mísseis em rápida sucessão e recuando em poucos minutos – permitindo que as forças ucranianas atinjam alvos militares estratégicos antes que as forças russas possam responder”.
Três equipas da indústria vão receber nove milhões de libras (cerca de 10 milhões de euros) cada uma para conceber, desenvolver e entregar os seus três primeiros mísseis Nightfall no prazo de 12 meses para testes de lançamento, informou o Ministério da Defesa britânico.
Atualmente, a Ucrânia conta apenas com dois tipos de mísseis balísticos: os Atacms, para o qual dependem dos EUA, e os Sapsan, desenvolvidos internamente.
Forças russas reivindicam controlo de aldeia em Zaporizhzhia
As forças russas capturaram a aldeia de Gof Novoboykivske, na região ucraniana de Zaporizhzhia, anunciou o Ministério da Defesa russo.
"Esperemos que eles nos deem aquecimento": frio intenso do inverno atinge habitantes de Kiev, enquanto a Rússia intensifica ataques
Rússia lança onda de ataques com drones durante a madrugada em Kiev
As forças russas lançaram uma onda de ataques com drones durante a madrugada em direção a Kiev, atingindo um edifício na cidade.
De acordo com o jornal Kyiv Independent, várias explosões foram ouvidas na capital ucraniana por volta da 01:30 da manhã (hora local).
Como consequência do ataque, um incêndio deflagrou num “edifício não residencial”, situado no distrito de Solomianskyi, adiantou Tymur Tkachenko, chefe da Administração Militar da cidade de Kiev.
Kiev neutraliza 135 drones russos. Duas pessoas ficaram feridas
As defesas aéreas ucranianas neutralizaram 135 dos 156 drones lançados pela Rússia desde a tarde de domingo, ferindo duas pessoas em Odessa.
O ataque russo contra o sul da Ucrânia deixou várias cidades e parte da capital regional, Odessa, sem energia.
Segundo o governador da região de Odessa, Oleg Kiper, duas pessoas ficaram feridas e pelo menos cinco residências e um edifício administrativo foram danificados.
O governador afirmou ainda que os serviços de abastecimento de água foram restabelecidos após a interrupção provocada pelo ataque.
Ataque russo em Odessa deixa 33.500 famílias sem eletricidade
As forças russas lançaram, durante a noite, um ataque contra a infraestrutura energética na região sul de Odessa, na Ucrânia, causando apagões na região, informou a maior empresa privada de energia da Ucrânia, a ADTEK.
Segundo a empresa, como conse quência do ataque, “33.500 famílias na região estão sem eletricidade devido aos bombardeamentos”. “Os danos são significativos. Vai demorar para reparar o equipamento”, indicou a empresa, no Telegram.
Forças russas atacam ambulância em Semenivka. Dois médicos ficaram feridos
As tropas russas atacaram este domingo uma ambulância em Semenivka, na região de Chernihiv, ferindo dois profissionais de saúde, informou Oleksandr Seliverstov, chefe da Administração Militar do Distrito de Novhorod-Siverskyi, no Facebook.
"Semenivka. Criminosos russos atacaram uma ambulância que regressava de uma emergência", escreveu Seliverstov, citado pelo Ukriform.
Zelensky assinala dia marcante no conflito: a Rússia “repetiu o fascismo”
A invasão russa na Ucrânia completou este domingo 1.418 dias. Trata-se do mesmo número de dias em que a Alemanha nazi lutou contra a União Soviética durante a Segunda Guerra Mundial, vincou o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky no seu discurso diário em vídeo.
Zelensky aproveitou a ocasião para comparar as táticas da Rússia na Ucrânia às dos nazis, afirmando que Moscovo está a replicar o fascismo do século XX.
"A guerra em grande escala da Rússia contra a Ucrânia já dura há tanto tempo como a guerra da Alemanha nazi contra a União Soviética", referiu. "Hoje assinala-se o 1418º dia da guerra da Rússia contra a Ucrânia. Queriam repetir e repetiram o escárnio do povo — repetiram o fascismo, repetiram quase todas as piores coisas que aconteceram no século XX”.
Apesar da longa campanha de agressão da Rússia, o Kremlin não conseguiu atingir os seus objetivos militares, lembrou Zelensky. “Mas, ainda assim, os russos estão a tentar capturar o mesmo Donbass de há quase quatro anos", apontou.
Reino Unido vai desenvolver novo míssil balístico para a defesa da Ucrânia
O governo britânico anunciou este domingo que vai desenvolver um novo míssil balístico de longo alcance para a Ucrânia, cujo objetivo é apoiar os esforços de guerra do país contra a Rússia, segundo a Reuters.
No âmbito do projeto, denominado Nightfall, o governo britânico afirmou ter lançado um concurso para desenvolver rapidamente mísseis balísticos lançados do solo, capazes de transportar uma ogiva de 200 kg a uma distância superior a 500 km.
Drone russo ataca escola de música na região de Chernihiv
Um drone russo atacou uma escola de música em Semenivka, na região de Chernihiv, de acordo com a Ukrinform, segundo uma informação divulgada por Alexander Seliverstov, chefe da administração militar do distrito de Novhorod-Siverskyi, no Facebook.
"O inimigo continua a bombardear Semenivka. Um UAV Molniia atacou uma escola de música", afirmou Seliverstov.
Ucrânia atinge plataformas petrolíferas russas no Mar Cáspio "usadas para abastecer" o exército de Moscovo
"A situação continua muito difícil": Ucrânia enfrenta momento crítico no setor da energia após novos ataques russos
A situação energética em Kiev continua difícil e deverá manter-se assim nos próximos dias, alertou este domingo o presidente da câmara da capital ucraniana, Vitali Klitschko, sublinhando o impacto dos ataques russos sobre a população civil. Mais de mil edifícios permanecem sem aquecimento na cidade, na sequência do ataque em larga escala lançado pela Rússia na noite de sexta-feira.
Segundo Klitschko, citado pelo The Kyiv Independent, imediatamente após esse ataque, cerca de seis mil prédios de habitação em Kiev, quase metade do total da cidade, ficaram sem aquecimento. As autoridades admitem que as consequências continuam a sentir-se, numa altura em que o inverno agrava as dificuldades no abastecimento energético.
"A situação do fornecimento de energia na capital continua muito difícil. A eletricidade é crucial para o funcionamento dos sistemas de aquecimento e de abastecimento de água", afirmou Klitschko.
Também a região de Zaporizhzhia e partes da vizinha Dnipropetrovsk ficaram totalmente sem eletricidade durante a última noite, num contexto de apagões provocados por ataques russos e por fortes quedas de neve.
Ainda assim, a operadora regional Zaporizhzhiaoblenergo garantiu que o fornecimento elétrico foi totalmente restabelecido em toda a região de Zaporizhzhia durante a manhã de sábado, apesar da escalada de ataques com mísseis e drones contra a rede energética ucraniana.
Forças de Operações Especiais da Ucrânia mostram danos causados às plataformas de perfuração da Lukoil no Mar Cáspio
Na últiima noite, unidades de ataque profundo das Forças de Operações Especiais da Ucrânia destruíram plataformas de perfuração da Lukoil no Mar Cáspio. O momento, anteriormente notíciado pela CNN Portugal, foi agora divulgado pela Ucrânia.
“Entre os alvos atingidos estavam as plataformas fixas resistentes ao gelo batizadas com os nomes de V. Filanovsky, Yuri Korchagin e Valery Graifer. Essas plataformas são usadas para fornecer combustível ao exército inimigo”, informou também a SOF.