Em atualização

A GUERRA AO MINUTO Bruxelas e Washington prometem equipamento para contrariar frio e falhas de energia na Ucrânia

Todas as informações mais recentes sobre o conflito na Ucrânia, que começou a 24 de fevereiro
2022-11-25

O que está a acontecer

2022-03-13
13:29

New York Times informa que repórter americano não estava ao serviço do jornal

Em comunicado, o New York Times informa que o jornalista americano levava uma antiga acreditação do jornal, mas que não estava a trabalhar para eles neste momento.

Siga ao minuto:

2022-11-26
09:11

Chefe de gabinete de Zelensky: Rússia “irá pagar” pela fome da era soviética

O chefe de gabinete do presidente ucraniano afirmou este sábado que a Rússia “irá pagar” pela fome da era soviética, que matou milhões de ucranianos há 90 anos. Isto no dia em que se assinala o chamado Holodomor.

“Os russos vão pagar por todas as vítimas do Holodomor e responder pelos seus crimes de hoje”, escreveu Andriy Yermak no Telegram.

2022-11-26
09:07

Ucrânia vive um “Holodomor 2”: há quem beba “água através da neve derretida” e “cirurgias com lanternas”

Ireneu Teixeira traça paralelos entre a atual situação na Ucrânia e o Holodomor, a fome que há 90 anos matou milhões de pessoas no país. É “uma espécie de Holodomor 2”, porque “paira a morte pelo frio e falta de alimentos”, disse o comentador da CNN Portugal.

E deu exemplos concretos do impacto dos ataques russos a infraestruturas essenciais na Ucrânia: “já andam a beber água através da neve derretida”, “andam a fazer cirurgias com lanternas” e a falta de energia está “a perturbar as comunicações”.

Perante as intenções de ajuda ao país, com o envio de equipamentos como geradores, Ireneu Teixeira considerou que “sem estas ajudas, os ucranianos tinham de sair todos do país e vir para a Europa ocidental”. No que respeita a Kherson, uma das cidades mais massacradas, foi categórico: “Continuar lá é a morte certa”.

2022-11-26
08:42

Finlândia também envia equipamentos de energia para a Ucrânia

A ministra da Economia da Finlância, Mila Lintila, informou que o país deverá enviar o primeiro lote de equipamentos de energia para a Ucrânia na próxima semana.

Lintila explicou que, após os ataques russos que têm deixado grande parte do território ucraniano sem energia, iniciou conversações com empresas finlandesas no ramo da energia para “coordenar esforços para apoiar os ucranianos”.

2022-11-26
08:23

MNE agradece a Portugal por ter definido Holodomor como genocídio

O Governo ucraniano agradeceu, numa nota enviada à Lusa, a solidariedade de Portugal por ter, em 2017, aprovado uma resolução a classificar como genocídio o “Holodomor”, a fome que há 90 anos matou milhões na Ucrânia.

Esta mensagem do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Kiev, enviada na sexta-feira, foi motivada pela efeméride que hoje se assinala na Ucrânia: o 90.º aniversário da grande fome causada por Estaline no país, quando ordenou que as colheitas do país fossem confiscadas em nome da coletivização das terras.

“Amanhã (hoje), 26 de novembro, a Ucrânia recorda as vítimas do Holodomor de 1932-1933 (…) Em março de 2017, o parlamento da República Portuguesa aprovou a resolução n.º 233/XIII [intitulada] ‘Reconhecimento do Holodomor – a Grande Fome de 1932-1933 na Ucrânia’, que classifica o Holodomor de 1932-1933 como genocídio do povo ucraniano”, indicou uma fonte oficial do MNE ucraniano em nota enviada à Lusa.

A mensagem do Governo de Kiev nomeia mesmo alguns municípios portugueses que se aliaram à iniciativa, como “Grândola, Alcanena, Lagos, Águeda, Abrantes e Braga”, e que “reconheceram o facto do genocídio”.

“Muito agradecemos e respeitamos a solidariedade do parlamento e do povo portugueses com os ucranianos, que sofreram uma das maiores tragédias nacionais da sua história entre 1932 e 1933”, lê-se no texto sobre o “Holodomor” - que, em ucraniano, significa precisamente “exterminação pela fome” e só nesse primeiro inverno fez mais de 3,5 milhões de mortos no país.

Hoje, será o primeiro dos quatro sábados de novembro em que a Ucrânia assinalará, com um Dia da Memória, o início do Holodomor, também designado como “A Grande Fome” ou “A Fome-Terror” da era do domínio soviético.

De acordo com o Museu Holodomor, situado em Kiev, até agora, só 16 Estados, além da Ucrânia, reconheceram oficialmente a grande fome como um genocídio: Austrália, Equador, Estónia, Canadá, Colômbia, Geórgia, Hungria, Letónia, Lituânia, México, Paraguai, Peru, Polónia, Portugal, Estados Unidos e Vaticano. Alguns outros países, como Argentina, Chile e Espanha, condenaram-no como "um ato de extermínio".

Aos 17 se juntaram agora mais dois, a Roménia e a Irlanda, cujos parlamentos aprovaram esta semana resoluções nesse sentido. Deverá seguir-se-lhes pelo menos mais um, a Alemanha, que já anunciou para a próxima quarta-feira que a questão será debatida e votada na câmara baixa do seu parlamento (Bundestag).

A opinião académica continua dividida sobre se a grande fome de 1932-1933 constitui um "genocídio", sendo a principal dúvida saber se Estaline tinha a intenção de matar ucranianos para anular um movimento de independência contra a União Soviética, ou se a fome foi sobretudo o resultado da combinação da incompetência oficial com as condições naturais.

Na nota enviada à Lusa, o MNE da Ucrânia faz ainda outro agradecimento ao país, sobre a ajuda que lhe tem sido prestada desde que a Rússia o invadiu, a 24 de fevereiro deste ano, fazendo um número ainda indeterminado de mortos e feridos e milhões de deslocados internos e refugiados noutros países europeus.

“Estamos gratos a Portugal pela solidariedade com o povo ucraniano na defesa da sua independência e integridade territorial e pela partilha das legítimas aspirações do povo ucraniano a fazer parte de uma Europa unida, no âmbito dos valores e princípios da defesa da democracia, da paz e da prosperidade dos povos”, conclui o texto.

2022-11-26
08:16

Rússia recorre a mísseis de cruzeiro antigos

A Rússia poderá estar a retirar ogivas nucleares de antigos mísseis de cruzeiro e a disparar munições desarmadas contra a Ucrânia.

A informação foi divulgada pelos serviços de informação britânicos.

De acordo com o ministério da Defesa do Reino Unido, este improviso russo mostra o esgotamento de “stock” de Moscovo no que respeita a mísseis de longo alcance.

Ainda assim, ainda é desconhecida a intenção da Rússia.

2022-11-26
08:16

Segundo o governador da região de Dnipropetrovsk, Valentyn Reznichenko, a Rússia disparou cerca de 60 projéteis contra Nikopol e aldeias vizinhas, no sul do país, durante a noite desta sexta-feira.

Não há perdas a registar, informou, citado pelo Kyiv Independent.

2022-11-26
00:31

Mais de seis milhões de pessoas com cortes de energia na Ucrânia

O presidente da Ucrânia publicou um vídeo na sua página de Facebook onde revela que “as falhas de energia continuam na maioria das áreas e em Kiev a partir desta noite”. Segundo Volodymyr Zelensky, “mais de seis milhões” de pessoas irão sofrer cortes de energia e, por isso, pede contenção “no consumo de electricidade”. 

2022-11-26
00:14

Presidente polaco culpa Rússia por queda de míssil na Polónia

Investigadores polaco concluíram que um míssil de defesa aérea ucraniano caiu na vila polonesa de Przewodow a 15 de novembro, disse o presidente polaco Andrzej Duda. 

Duda mais uma vez enfatizou que “este foi um trágico incidente que aconteceu por culpa da Rússia”. 

“De início, havia informações sobre dois mísseis, mas, durante a investigação, os restos de um segundo míssil não foram encontrados no território da Polónia”.

2022-11-25
23:24

Apesar da “crise humanitária”, Ucrânia estará “pronta para enfrentar o inverno”

O comandante João Fonseca Ribeiro, do Observatório de Segurança e Defesa da SEDES considera que apesar “da crise humanitária” que se está a passar na Ucrânia, “tudo aponta para que a moral ucraniana esteja pronta para enfrentar o inverno”.

No entanto, o especialista alerta para a “necessidade de dar pronta resposta” às dificuldades sentidas. “É de esperar que a necessidade de apoio seja de um volume assinalável”, seja do ponto de vista “alimentar, de saúde, energia, água, condições básicas de suporte de vida”.

2022-11-25
23:18

Russos reforçam defesas na margem sul do rio Dnipro e perto da Crimeia

Duas semanas depois da saída de Kherson, as tropas russas reforçam as suas defesas na margem sul do rio Dnipro, de onde têm lançado violentos ataques. Mas não só aqui que o Kremlin tenta contra-atacar: os russos fortalecem-se com trincheiras mais perto da Crimeia e devem manter a postura defensiva, mas violenta, todo o inverno.

2022-11-25
23:09

Se ataques russos continuarem “como estão a ser feitos”, risco de um desastre nuclear “é residual”

O major-general Isidro de Morais Pereira considera que se os ataques russos continuarem “exatamente como estão a ser feitos e nestes moldes”, o risco de um desastre nuclear “é residual”, pois, explica, “o alvo destes ataques por mísseis e munições de artilharia tem tido como alvo a rede elétrica e não as centrais que produzem essa energia”.

2022-11-25
23:09

"Inverno rigoroso, ataque a infraestruturas críticas e confrangimento internacional". Sónia Sénica analisa o estado atual da guerra

Sónia Sénica analisa a mensagem de reforço de apoio à Ucrânia por parte da França e da Alemanha. A comentadora afirma que as declarações dos líderes ocidentais são "importantes para capacitar o robustecimento discursivo".

2022-11-25
23:09

"Para um compromisso final, Zelensky poderá ter de acomodar alguma retração"

O embaixador Francisco Seixas da Costa comenta a afirmação de Zelensky de que quer recuperar a Crimeia. "É o esperado de um líder nesta fase de guerra".

2022-11-25
23:02

Se ataques russos continuarem “como estão a ser feitos”, risco de um desastre nuclear “é residual”

O major-general Isidro de Morais Pereira considera que se os ataques russos continuarem “exatamente como estão a ser feitos e nestes moldes”, o risco de um desastre nuclear “é residual”, pois, explica, “o alvo destes ataques por mísseis e munições de artilharia tem tido como alvo a rede elétrica e não as centrais que produzem essa energia”.

2022-11-25
21:55

Putin “partilha a dor” das mães de soldados mortos, mas não se arrepende da invasão

Perante mães de soldados russos, Vladimir Putin diz que não se arrepende de lhes ter enviado os filhos para a guerra. E mesmo sem qualquer arrependimento por ter ordenado a invasão da Ucrânia, garante que partilha a dor daquelas que perderam os filhos.

2022-11-25
21:48

Kherson fustigada por vaga de ataques russos

Uma série de ataques atingiu Kherson nas últimas horas. Depois de recuperada pelos ucranianos, a cidade no sul do país é agora alvo preferencial dos russos, que disparam do outro lado do rio Dnipro. Alertamos para a violência das imagens.

2022-11-25
20:00

Deputados portugueses avançam com projeto contra atos de violência sexual na guerra

Deputados portugueses do PS, BE, Livre, PSD, IL e PAN subscreveram esta sexta-feira um projeto de resolução contra os atos de violência sexual na guerra na Ucrânia, defendendo que Portugal deve exigir um inquérito internacional sobre estes crimes.

O objetivo é recomendar ao Governo que, “estando Portugal vinculado a compromissos internacionais que condenam o uso da violência sexual como arma de guerra em qualquer conflito”, apoie "a exigência de abertura de um inquérito internacional sobre crimes de violência sexual cometidos no quadro do conflito armado da Ucrânia”.

2022-11-25
19:37

Rússia rejeita doutrina de classificação de "estado terrorista"

A diplomacia russa rejeitou esta sexta-feira a doutrina de declarar certos países como "estados terroristas", que considerou uma justificação para intromissão em assuntos internos por parte de "alguns estados sem escrúpulos".

"A Rússia sempre defendeu e defende consistentemente a linha de rejeição da doutrina do 'terrorismo de Estado' usada periodicamente por alguns estados sem escrúpulos para justificar a interferência nos assuntos que são da competência de outros estados", disse o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Oleg Siromólotov, em comunicado.

Siromólotov condenou o facto de a Rússia ter esta semana sido considerada um país promotor do terrorismo pelo Parlamento Europeu, que alegou os "ataques deliberados e as atrocidades cometidas contra a população ucraniana".

A resolução aprovada em Estrasburgo "faz parte da campanha política e informativa levada a cabo pelo Ocidente contra o nosso país e não tem nada a ver com a situação real da luta contra o terrorismo internacional", disse o vice-ministro russo.

"A Rússia sempre se mostrou um participante responsável na luta contra o terrorismo", argumentou Siromólotov.

2022-11-25
19:33

Pelo menos 15 civis mortos esta sexta-feira em Kherson

Os bombardeamentos russos na cidade de Kherson provocaram quinze mortos entre os civis nesta sexta-feira.

“Morreram 15 habitantes da cidade e 35 ficaram feridos, incluindo uma criança”, referiu Galyna Lugova, chefe da administração militar da cidade, nas redes sociais. Várias habitações foram atingidas.

Kherson decidiu também retirados do hospital da cidade, como resposta aos bombardeamentos.

Na quinta-feira, os bombardeamentos a Kherson fizeram pelo menos 10 mortos e 54 feridos. Kherson, cidade recém-libertada pelos ucranianos, foi atacada 49 vezes nesse dia.

2022-11-25
18:19

Falta de acordo adia solução para teto ao petróleo russo

A reunião dos representantes dos vários governos europeus para discutir o teto ao preço do petróleo russo, que estava prevista para esta sexta-feira à noite, foi cancelada. Segundo a Reuters, as negociações ficarão suspensas até à próxima semana.