"É preciso que os dirigentes na administração pública possam ser mais responsabilizados pelo que corre bem e mal": António Nogueira Leite

CNN Portugal , JGR
20 jun, 16:42

Em declarações na primeira edição do CNN Portugal Summit, que teve como tema “A Economia portuguesa num contexto de incerteza”, Nogueira Leite sugeriu que se crie um sistema na administração pública em que os seus dirigentes possam ser responsabilizados pelo que corre mal e premiados pelo que corre bem

António Nogueira Leite apelou esta segunda-feira a uma gestão diferente dos recursos humanos na administração pública, considerando que existem pessoas prejudicadas por aqueles que não fazem nada neste sistema.

"Nós temos na administração pública muitas áreas em que as pessoas que não fazem não são prejudicadas em relação às pessoas que fazem", afirmou o economista, sublinhando que "os mecanismos de classificação e avaliação e progressão nas carreiras têm de estar mais alinhados com o desempenho".

Em declarações na primeira edição do CNN Portugal Summit, que teve como tema “A Economia portuguesa num contexto de incerteza”, Nogueira Leite sugeriu que se crie um sistema na administração pública onde os seus dirigentes possam ser responsabilizados pelo que corre mal e premiados pelo que corre bem.

"É preciso que os dirigentes na administração pública possam ser mais responsabilizados, que respondam mais pelo que não corre bem e que sejam premiados com o que corre bem", acrescentou.

António Nogueira Leite apontou alguns dos principais "constrangimentos antigos" que a economia portuguesa ainda não conseguiu superar. O economista destacou a "incerteza legislativa", os tribunais e a natureza do mercado de trabalho em Portugal.

"Constrangimentos antigos da economia portuguesa que não têm sido superados. Alguma incerteza legislativa, tribunais vistos como aleatórios, segundo os investidores estrangeiros. Dizem-me que em Portugal nunca se sabe o que vai acontecer", aponta o especialista.

Para o especialista, existe um histórico antigo em Portugal que demonstra que a falta de produtividade em comparação com o resto dos países europeus não é de agora. “Era verdade há 20 anos e era verdade há 30 anos”, acrescenta.

“Por outro lado, a estrutura da economia portuguesa é composta por pequenas e médias empresas. Temos uma quantidade muito grande de autoemprego e de emprego rudimentar. Quando olhamos para as grandes empresas vemos que as diferenças de produtividade e de salários estão muito mais esbatidas face à média europeia”, explica António Nogueira Leite.

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