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Seguro pressiona o Governo, chama especialistas a Belém e faz um apelo que, se resultar, vai encher o interior de Portugal

6 abr, 12:52

Presidente está de visita a regiões afetadas pelas tempestades - diz que as pessoas afetadas tiveram voz enquanto a tempestade ocorria, mas que agora não, que o assunto saiu da agenda mediática, que há apoios em atraso e que isso é para resolver rapidamente. Seguro quer também tirar "consequências" destas visitas que está a fazer

O Presidente da República apela aos portugueses para usarem parte das suas férias como um exercício de solidariedade - um exercício que envolve doar ao interior do país, nomeadamente o interior afetado pelas intempéries, um fim de semana ou uma semana inteira das férias de cada família. Não é doar no sentido de dar, é doar no sentido de ir.

“Deixo um apelo a todos os portugueses, na altura de marcarem as suas férias: que possam ter em conta que um fim de semana ou uma semana nestas bonitas paisagens do interior é uma ajuda e um estímulo e uma expressão de solidariedade por quem tanto sofreu há cerca de dois meses”, pediu durante uma visita à Sertã, que se integra na primeira presidência aberta de António José Seguro.

O Presidente acredita que a sua presença no terreno pode contribuir para acelerar processos e melhorar as condições das populações afetadas - portanto: é também uma forma de pressionar o Governo a avançar rapidamente com os apoios prometidos. É preciso "acelerar os apoios para que eles possam chegar o mais rapidamente possível e também estimular a recuperação e, sobretudo, dar garantias às pessoas de que elas são ouvidas para que os seus problemas possam ser resolvidos".

Ainda sobre os apoios: o Presidente admitiu diferenças no ritmo de resposta, assegurando não ter "uma visão a preto e branco desta situação" - refere que há medidas a chegar, mas também processos que continuam atrasados, como alguns apoios à recuperação de investimentos".

Ao longo destes cinco dias de presidência aberta, o chefe de Estado pretende recolher informação detalhada antes de tirar conclusões, explicando que quer “dar voz às pessoas que deixaram de ter voz” depois de a tragédia ter saído da agenda mediática. O objetivo passa por identificar falhas, acelerar respostas e melhorar a atuação do Estado.

"Eu, como Presidente da República, tenho de ter critério para as avaliar e para as analisar, mas farei uma avaliação no final. São cinco dias de presença aberta e quero que esta semana seja uma semana que dê voz às pessoas que deixaram de ter voz, porque, como repararam, enquanto a tragédia estava a dominar a agenda mediática essas pessoas tinham voz, depois de deixar a agenda mediática estas pessoas perderam voz. E esta é uma das funções do Presidente - dar voz a quem precisa de se fazer ouvir. Porque o país não pode ter memória curta perante uma dor tão grande e tão longa."

Nesse sentido, o Presidente anunciou que vai  promover na próxima semana uma reunião em Belém com especialistas, com base nos relatos recolhidos durante esta presidência aberta. "Há uma dimensão desta presidência aberta que é muito importante, que é nós percebermos o que é que correu mal ou menos bem, o que é que tardou logo naquele apoio imediato às pessoas, porque era necessário salvar bens e proteger infraestruturas. E isso é muito relevante. É por isso que, para a semana, em Belém, eu promoverei uma reunião com especialistas a partir dos relatos que vou levar desta presidência aberta, para se tirarem relações e prevenir situações futuras, de forma a que o Estado possa dar uma resposta melhor e mais eficaz."

Seguro sublinhou ainda que esta "visita tem que ser entendida como um compromisso com estes territórios e com as pessoas que aqui vivem", uma vez que são elas que "precisam de ver os seus problemas resolvidos". "E essa é uma das responsabilidades do Presidente da República, estar junto delas e que haja consequência destas visitas. É por isso que a última iniciativa desta presidência aberta é o encontro com todos os envolvidos. Os autarcas, a proteção civil, os bombeiros, as entidades responsáveis pelas telecomunicações, pela energia, pelo abastecimento de água, as cadeias de abastecimento, forças de segurança. Todos, todos, para que possamos compreender quais são as lições que devemos tirar da maneira como se respondeu a esta tragédia, que foi de facto uma tragédia que nós gostaríamos que não voltasse a acontecer."

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