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Costa revelou ter ficado estupefacto com os 75 mil euros no gabinete de Vítor Escária

24 mai, 21:59

Ainda assim, Costa não deixou de elogiar qualidades profissionais de Vítor Escária, quando foi ouvido pelo MP esta sexta-feira à tarde

António Costa, na sequência dos esclarecimentos que deu sobre o processo de licenciamento e de construção do data center de Sines - factos que são objeto do processo em que é considerado suspeito, apesar de não ter sido constituído arguido -, tomou também a iniciativa de comentar perante a procuradora Rita Madeira, do DCIAP, o facto de terem sido encontrados 75 mil euros em notas no gabinete de Vítor Escária, então chefe de gabinete do primeiro-ministro.

Costa revelou que esse facto lhe causou estranheza e estupefacção, apurou a CNN Portugal junto de fontes judiciais, mas não deixou de elogiar as qualidades profissionais de Vítor Escária. 

O ex-primeiro-ministro foi ouvido pelo Ministério Público no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) no âmbito do processo Operação Influencer, sem que tenha sido constituído arguido, confirmou à CNN Portugal fonte ligada ao processo.

Sequencialmente, o Presidente da República considerou que "é um passo importante" António Costa, ter sido ouvido pelo Ministério Público no âmbito da Operação Influencer, salientando que isso aconteceu antes das eleições europeias. "Quero apenas anotar que realmente processualmente houve este passo, que é um passo importante", declarou Marcelo Rebelo de Sousa, em resposta aos jornalistas, à saída de uma iniciativa no Hub Criativo do Beato, em Lisboa.

O chefe de Estado salientou que este passo "acontece antes das eleições europeias e antes de um Conselho informal" e reiterou que na sua opinião seria "bom para Portugal e para a Europa" que António Costa viesse a presidir ao Conselho Europeu.

"A haver consenso e de acordo com o resultado das eleições. Parece que há um consenso muito alargado", acrescentou.

O Presidente da República referiu que António Costa foi ouvido "como suspeito, e não como arguido, portanto, a seu pedido, que tinha sido formulado e explicitado no dia em que deixou de exercer as funções de primeiro-ministro".

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