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Diretor Executivo de Conteúdos da TVI

Costa e Rio serviram-nos um jantar de restos

13 jan, 22:57

Bem sei que os dois homens já se defrontaram em 2019 e não têm feito outra coisa nestes dois anos que não seja debater em público (e conversar em privado?). Mas o enfado da rotina – e a ausência de novidade - não servem de desculpa para que António Costa e Rui Rio nos servissem um jantar de restos. 

Costa até o menu de ontem achou bem exibir perante os ecrãs de televisão – o OE 2022, que foi chumbado pela mesma esquerda com quem pode vir a ter de conversar para o aprovar. Em 2022 já não pode ser um derrubador de muros, mas se quer mesmo uma maioria absoluta convinha entusiasmar os eleitores com uma visão do país que fosse um pouco mais do que mais do mesmo.  

Costa parece ter perdido a ambição e, ao destacar isso, Rio ganhou pontos. O líder do PSD apareceu preparado, mais aguerrido e com vontade de ir à luta. Menos espectador de café do que é costume e mais candidato a primeiro-ministro. Mas não também não foi, como nunca é, propriamente um galvanizador de multidões. Explorou falhas da governação do adversário, mas perdeu a energia nalguns momentos que António Costa aproveitou.

Era o debate dos debates, mas pareceu um empate aborrecido. E se Rio precisava de um ataque ao Capitólio, isso também não teve.

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