"Não é um sinal de esgotamento, é um sinal de aproveitamento das capacidades já testadas": Costa justifica promoção de Galamba e Marina Gonçalves a ministros

2 jan, 19:01
António Costa (Lusa/José Sena Goulão)

O primeiro-ministro reagiu ainda à mensagem de Ano Novo do Presidente da República, na qual Marcelo Rebelo de Sousa fez questão de deixar um aviso ao Governo

O primeiro-ministro justificou esta segunda-feira a promoção de João Galamba e Marina Gonçalves como ministros das Infraestruturas e da Habitação, respetivamente, com a "estabilidade na execução das políticas" que já estão em curso e "continuidade normal da ação política".

"São duas pessoas com experiência governativa, que conhecem os meandros da administração, que não se embaraçam com as exigências da transparência e burocracia necessária à boa contratação publica e que dão garantias de que não haverá descontinuidade no que está a ser executado e que haverá e estabilidade na execução das políticas", assegurou António Costa, em conferência de imprensa.

“Creio, por isso, que estão reunidas as condições para que, tal como aconteceu em cada um dos momentos difíceis destes sete anos, possamos estar à altura da confiança que os portugueses depositaram em nós, com a responsabilidade que os portugueses nos investiram para responder também a esta crise inflacionista da mesma forma que conseguimos responder e superar os anteriores desafios”, sublinhou.

Questionado pelos jornalistas sobre se não ponderou uma remodelação mais a fundo do Governo, o primeiro-ministro respondeu que "seria estranho que um Governo do Partido Socialista (PS) não fosse composto por pessoas do PS".

"Estamos no início de um ano decisivo, estamos a iniciar um novo orçamento. A pior coisa que podia acontecer era termos, neste momento, nas pastas desta responsabilidade e desta importância para os portugueses, alguém que não tivesse experiência governativa e tivesse de se habituar ao funcionamento do Governo, que tivesse de conhecer o programa do Governo, que tivesse de ir conhecer o orçamento que entrou agora em vigor, que não estivesse habituado às regras da contratação pública e que, portanto, não desse garantias não só da estabilidade das políticas, como também de que não haverá descontinuidade na execução do que está em execução", justificou.

Por isto tudo, António Costa sublinhou que esta promoção "não é um sinal de esgotamento" do Governo, mas sim "um sinal de aproveitamento das capacidades já testadas e demonstradas, e que asseguram não só estabilidade nas políticas, como continuidade na ação governativa".

Questionado sobre a mensagem de Ano Novo do Presidente da República, na qual Marcelo Rebelo de Sousa deixou um aviso ao Governo de que a estabilidade política depende só do próprio executivo, o primeiro-ministro garantiu não ter sentido "responsabilidade acrescida".

António Costa assinalou, aliás, que "o Presidente da República enfatizou o que todos temos consciência", designadamente que a confiança que os portugueses depositam no Partido Socialista e no próprio é, de facto, "uma grande responsabilidade", com o peso da maioria absoluta. "O momento que estamos a viver é muitíssimo exigente e a responsabilidade de governar neste momento é de facto pesada", reconheceu.

"Nenhum primeiro-ministro pode ter receio das responsabilidades e deve assumi-las. E é isso que faço, e foi isso que eu fiz" nos últimos anos, garantiu o primeiro-ministro.
medi

Relacionados

Governo

Mais Governo

Patrocinados