Costa define metas para Portugal até 2030: menos pobreza, mais exportações, mas sem "cheques em branco"

Agência Lusa , FMC
14 jul, 21:44
António Costa (Lusa/António Cotrim)

“Temos um objetivo muito ambicioso mas fundamental para combater as desigualdades e promover uma sociedade mais inclusiva: retirar das pobreza 765 mil pessoas até 2030, indicou o primeiro-ministro

O primeiro-ministro definiu esta quinta-feira entre os principais objetivos do Portugal 2030, que envolverá 23 mil milhões de euros, retirar 765 mil pessoas do risco de pobreza e fazer com as que as exportações atinjam 53% do PIB.

Estas metas foram transmitidas por António Costa no Fundão, distrito de Castelo Branco, no encerramento da cerimónia de assinatura do acordo de parceria entre o Governo português e a Comissão Europeia.

“Este Portugal 2030 não é um cheque em branco”, declarou o líder do executivo, após lembrar a dura negociação que esteve na sua origem (cinco dias e quatro noites) num Conselho Europeu realizado em julho de 2020, em Bruxelas.

Com a execução do novo quadro comunitário de apoio, António Costa identificou como desígnio “um país mais competitivo externamente e mais coeso internamente”.

“Temos um objetivo muito ambicioso mas fundamental para combater as desigualdades e promover uma sociedade mais inclusiva: Retirar das pobreza 765 mil pessoas até 2030. É um objetivo concreto e que tem a ver com a vida das pessoas”, destacou o primeiro-ministro.

Outros objetivos do Portugal 2030, de acordo com António Costa, passam por alocar 3% do Produto Interno Bruto (PIB) à investigação e desenvolvimento, “dois terços de investimento privado e um terço de investimento público”.

 No domínio climático, com a conclusão do Portugal 2030, o primeiro-ministro disse que Portugal deverá reduzir até 2030 em 55% as emissões. E já em 2026 passar de 60% para 80# a eletricidade consumida com base em energias renováveis.

No plano económico, “o objetivo é chegarmos ao final da década com 53% do PIB representado pelo valor das exportações, o que significa conquistar mais mercados, aumentar as produções e possuir bens e serviços com maior valor acrescentado”, completou António Costa.

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