Caso TAP: portugueses divididos sobre se o Governo tem condições para se manter em funções

1 jan, 20:07

Sondagem da Aximage para a CNN Portugal mostra que 46% dos portugueses consideram que António Costa deve continuar a governar, mas igual percentagem tem opinião contrária

Os portugueses estão divididos sobre as condições do Governo para se manter em funções na sequência do caso TAP, que envolve a atribuição de uma indemnização milionária a uma ex-gestora da companhia aérea, e que já levou à demissão da própria, entretanto nomeada para secretária de Estado do Tesouro, mas também do ministro das Infraestruturas e seus secretários de Estado. A conclusão é de uma sondagem da Aximage feita para a CNN Portugal. 

À pergunta "Atendendo a que já houve 10 demissões no atual Governo, considera que este Executivo tem condições para se manter em funções", 46% dos inquiridos responderam "sim", enquanto outros 46% responderam "não"; oito por cento admitiram não ter opinião. 

Já sobre o que deverá fazer o Presidente da República, 49% dos inquiridos consideraram que Marcelo Rebelo de Sousa deve manter o atual Governo em funções; 39% responderam que o Presidente deve dissolver a Assembleia da República e 12% respondeu que não sabe.

Ficha Técnica

Universo: Indivíduos maiores de 18 anos residentes em Portugal.

Amostra: Amostragem por quotas, obtida a partir de uma matriz cruzando sexo, idade e região (NUTSII), a partir do universo conhecido, reequilibrada por género (2), grupo etário (4) e região (4). A amostra teve 503 entrevistas efetivas; 114 entre os 18 e os 34 anos, 139 entre os 35 e os 49 anos, 141 entre os 50 e os 64 anos e 109 para os 65 e mais anos; Norte 172, Centro 119, Sul e Ilhas 69, Área Metropolitana de Lisboa 143.

Técnica: Aplicação online – CAWI (Computer Assisted Web Interviewing) – de um questionário estruturado a um painel de indivíduos que preenchem as quotas pré-determinadas; O trabalho de campo decorreu entre 29 e 30 de dezembro de 2022.

Erro probabilístico: O processo amostral, não sendo aleatório, implica a não indicação do erro probabilístico. Contudo, para efeitos de comparação, para uma amostra probabilística com 503 entrevistas, o desvio padrão máximo de uma proporção é 0,022 (ou seja, uma “margem de erro” – a 95% - de 4,37%).

Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de Ana Carla Basílio.

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