"Incendiários são uma parte pequena" das causas dos incêndios, diz Costa

Agência Lusa , FMC
11 jul, 17:57
O primeiro-ministro, António Costa, fala aos jornalistas (António Cotrim/Lusa)

Primeiro-ministro garantiu que o Governo vai reforçar a partir desta segunda-feira a campanha de sensibilização para comportamentos preventivos

O primeiro-ministro frisou esta segunda-feira que ninguém pode estar descansado em Portugal quanto ao risco de incêndio, face à realidade da floresta no país e às alterações climáticas.

“Ninguém pode estar descansado relativamente aos riscos de incêndio”, afirmou António Costa, que falava aos jornalistas em Aigra Velha, uma aldeia do concelho de Góis, onde uma equipa de sapadores florestais do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) tem realizado trabalhos de gestão de combustível.

Apesar de toda a “cadeia” de operações associada ao combate a incêndios estar “empenhada e mobilizada”, o primeiro-ministro admitiu que o contexto acaba por não ser favorável face à realidade da floresta no país e às alterações climáticas, que irão “aumentar todos os anos o risco”.

“É importante as pessoas perceberem que isto é um esforço de equipa”, notou, apontando para a necessidade de se avançar com a “reforma estrutural da floresta”, para que o país tenha “uma composição do espaço florestal que melhore o rendimento dos produtores e que permita que não haja um território só ocupado por eucaliptos e pinheiros – árvores de crescimento rápido -, que aumentam o risco de incêndio quando há uma excessiva concentração”.

“Temos de diversificar a composição daquilo que é a ocupação deste território para termos mais resistência. Esse é um trabalho fundamental”, vincou António Costa, que tem percorrido esta segunda-feira diversos concelhos da região Centro para verificar no terreno os meios e recursos para o combate aos incêndios, numa semana que se prevê de altas temperaturas.

Em declarações aos jornalistas, António Costa referiu que o Governo irá reforçar a partir desta segunda-feira a campanha de sensibilização para comportamentos preventivos face ao risco de incêndio.

Em Aigra Velha, onde o Governo já tinha estado no final de abril, o primeiro-ministro voltou a focar-se na responsabilidade individual de cada um, reiterando a necessidade de a população não ter comportamentos de risco.

O líder do Governo realçou que “os incendiários são uma parte pequena” das causas de incêndio, sendo a maioria uma consequência de “descuidos” que acabam por provocar ignições.

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