Governo não foi eleito só para "gerir crises" mas para "cumprir agenda reformista", diz Costa

Agência Lusa
19 nov, 21:41
O primeiro-ministro, António Costa (Lusa/Manuel Fernando Araújo)

António Costa, também primeiro-ministro, referiu que essa agenda reformista e progressista tem diversas “frentes de trabalho”, desde logo uma “fundamental” que assenta no reforço do Serviço Nacional de Saúde

O secretário-geral do PS, António Costa, afirmou este sábado que o Governo não foi eleito só para gerir crises, mas para cumprir a agenda reformista e progressista com que se apresentou a eleições.

“Nós fomos mandatados pelos portugueses para fazer mais do que gerir crises. O compromisso que nós temos com os portugueses é fazer mais do que gerir crises, o compromisso que temos com os portugueses é mesmo o de cumprir a agenda reformista e progressista com que nos apresentámos a eleições e que nos deram a vitória”, disse o socialista no encerramento do Congresso Federativo do PS/Porto, que decorreu em Gondomar.

António Costa, também primeiro-ministro, referiu que essa agenda reformista e progressista tem diversas “frentes de trabalho”, desde logo uma “fundamental” que assenta no reforço do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

O Governo tem reforçado e vai continuar a reforçar os meios e recursos do SNS, mas só isso não basta, frisou, acrescentando que é preciso melhorar a sua gestão e organização.

Para o secretário-geral do PS, uma das reformas estruturais com “maior importância” foi a aprovação do estatuto do SNS e, desde logo, a criação da direção executiva do SNS.

“Não é por acaso que escolhemos para diretor-executivo do SNS [Fernando Araújo, ex-presidente do conselho de administração do São João – Porto] um grande médico e um grande gestor com provas dadas num dos melhores hospitais do país, que é o Hospital de São João, e não é por acaso que a direção executiva do SNS funcionará aqui no Porto porque sabemos bem que temos de transpor para todo o país as boas práticas que aqui têm sido desenvolvidas”, ressalvou.

A direção executiva do SNS, presidida pelo médico Fernando Araújo, entrou em funções a 2 de novembro com a missão de coordenar a resposta assistencial das unidades de saúde do SNS, assegurando o seu funcionamento em rede.

Já na sexta-feira, o Conselho de Ministros aprovou os cinco elementos para a equipa do Conselho de Gestão da direção executiva do SNS, que se juntam a Fernando Araújo a partir de 2 de dezembro.

Já o presidente da Federação Distrital do PS do Porto, Eduardo Vítor Rodrigues, que substitui no cargo Manuel Pizarro, atual ministro da Saúde, que estava presente na sessão, referiu-se a António Costa como o “farol” de Portugal.

“O Governo de António Costa é um orgulho para o PS, para o distrito [do Porto] e para Portugal”, assumiu o também presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia.

Contudo, os elogios não se limitaram apenas ao secretário-geral do PS, estendendo-se ao seu antecessor, Manuel Pizarro.

“O país ficou a ganhar, a saúde ganhou um dos ses melhores”, sustentou Eduardo Vítor Rodrigues.

Para, de seguida, acrescentar que o titular da pasta da Saúde vai ser “um grande ministro” porque é uma “grande referência do partido e um líder por excelência”, concluiu.

António Costa marca presença este fim de semana em vários congressos federativos do partido que decorrem por todo o país.

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