"A Alemanha pode contar 100% com o empenho de Portugal para a construção do gasoduto": a resposta de Costa a Olaf Scholz

11 ago, 18:51
O primeiro-ministro, António Costa, fala aos jornalistas pouco depois da declaração de Pedro Nuno Santos (António Cotrim/Lusa)

António Costa reagiu assim à proposta do chanceler alemão para a construção de um gasoduto a partir de Portugal, que passe por Espanha e por França, e que chegue até ao centro da Europa para diminuir a dependência energética do gás russo

O primeiro-ministro, António Costa, garante que "a Alemanha pode contar 100% com o empenho de Portugal" para a construção do gasoduto, tal como proposto pelo chanceler alemão, Olaf Scholz.

"A Alemanha pode contar 100% com o empenho de Portugal para a construção do gasoduto. Hoje para o gás natural, amanhã para o hidrogénio verde. Até lá, o Porto de Sines poderá ser utilizado como plataforma logística para acelerar a distribuição de GNL para a Europa", escreveu António Costa, numa publicação na rede social Twitter.

Costa reagiu assim à proposta do chanceler alemão para a construção de um gasoduto a partir de Portugal, que passe por Espanha e por França, e que chegue até ao centro da Europa para diminuir a dependência energética do gás russo. De acordo com Olaf Scholz, esse gasoduto "diminuiria enormemente a dependência" da Europa em relação ao gás proveniente de Moscovo.

Em conferência de imprensa esta quinta-feira, o chanceler alemão disse que até já levou o assunto a reuniões com os líderes de Portugal, Espanha, França e da Comissão Europeia em Bruxelas.

"Todos os governos, todas as empresas devem ter em conta que as situações podem mudar e preparar-se para a eventualidade de isso acontecer", disse Scholz, depois de reconhecer que a atual coligação governamental na Alemanha (sociais-democratas, Verdes e liberais) foi "surpreendida" pela falta de alternativas a uma possível redução no abastecimento de gás russo.

Portugal está a tentar há vários anos que o Porto de Sines se torne na porta de entrada do gás natural norte-americano para a Europa, evitando assim a dependência em relação à Rússia, daí que Costa tenha feito referência ao porto naquela publicação.

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