Rosa Mota chama “nazizinho” a Rio, que lamenta o investimento do PS na "pseudointelectualidade". Já Costa agradece o apoio de Rosa Mota mas não a linguagem

Agência Lusa , HCL/DCT
21 jan, 20:26
PSD: Campanha eleitoral na Figueira da Foz

Nova polémica na campanha

Personalidades culturais e desportivas criticaram esta sexta-feira o desempenho do líder social-democrata, Rui Rio, enquanto presidente da Câmara do Porto, com Valter Hugo Mãe a acusá-lo de ter “trucidado a cultura” e Rosa Mota a apelidá-lo “nazizinho”. Num encontro em Monsanto, Lisboa, moderado pelo jornalista Luís Osório, António Costa discutiu com 15 personalidades – que afirmaram todas que vão votar no secretário-geral do PS – temas como a cultura, o desporto, a investigação ou o ensino superior.

O escritor Valter Hugo Mãe afirmou que, quando Costa foi para o Governo em 2015, o “seu sorriso sereno, mas seguro, mudou radicalmente o clima em Portugal”. “Há uma primavera que tinge o discurso de António Costa, uma positividade que vem dessa segurança de ser capaz de nos transmitir confiança que mudou completamente a atmosfera em que nós vivíamos. Tínhamos estado debaixo de um Governo que nos culpava a nós, cidadãos, (…) de tudo, de todas as desgraças e que, por isso, não tinha limites em nos punir.”.

Continuando com as críticas à direita, Valter Hugo Mãe, que vive atualmente no Porto, abordou o percurso do atual líder social-democrata, Rui Rio, enquanto presidente da Câmara entre 2002 e 2013. Segundo o escritor, atravessou-se um “inverno cultural” na cidade durante o mandato de Rui Rio, “que trucidou, rasurou toda a cultura do Porto”, falando da saída da companhia de teatro Seiva Trupe do Porto para Vila Nova de Gaia para exemplificar que “praticamente tudo se suspendeu”. “Eu não consigo imaginar como é que o país não viu isso, como é que continua a não conseguir ver o que se passa no Porto, ainda que o Porto tenha uns belos quilómetros quadrados, porque se tivessem visto isso não poderiam jamais propor que uma coisa dessas acontecesse ao nível do país inteiro.”

Intervindo logo a seguir a Valter Hugo Mãe, a maratonista e campeã olímpica em 1988 Rosa Mota, que é portuense, reiterou que não percebe “como é que as pessoas não conseguem ver o que se tentou destruir naquela cidade” quando Rui Rio a liderou. “Aquela parte, ele é que manda, que é o ‘nazizinho’, e o resto põe de lado. (…) Todas as pessoas que fossem figuras públicas da cidade (…) – somos pessoas queridas, modéstia à parte – para ele era um terror”, afirmou.

Rio diz que Costa é que sabe "quem mete dentro" da sala

Em resposta ao “insulto” “nazizinho” que lhe foi dirigido por Rosa Mota, o presidente do PSD, Rui Rio, disse horas depois que António Costa é que sabe quem “mete dentro da sala”. “Eu nem vou conferir grande importância porque acho que é dar importância demais a quem a não deve ter, agora não é essa a forma de se fazer campanha, nem de fazer política, a minha não é e está provado que não é, mas o doutor António Costa é que sabe quem mete dentro da sala”, afirmou Rui Rio à chegada à Figueira da Foz, no distrito de Coimbra.

O líder social-democrata referiu que a “campanha do PS e do doutor António Costa toda ela está feita na base de tentar deturpar o que eu digo e não procurar defender as suas próprias propostas e quando defende as suas próprias propostas é um orçamento que chumbou e nem sei como é que ele o quer fazer passar no caso de ganhar as eleições, e depois chegam ao extremo de juntar numa sala um tipo de pessoas e o que sai de lá, desse tipo de pessoas, é que é um insulto, como é lógico”.

Depois, durante a tarde, Rui Rio acusou António Costa de elevar mais o tom contra o PSD a cada dia que passa de campanha e regressou ao tema dos insultos. “Ontem inclusive", disse,  "chegou ao máximo, chegou a uma sala, meteu lá uns, penso eu, uns intelectuais, e dali saiu logo uma mensagem, a de que eu sou um pequeno nazi. Pronto, é assim que provavelmente querem ganhar as eleições, é colocar essa pseudointelectualidade a dizer que o adversário é um pequeno nazi, um nazizito, ou assim uma coisa”, referiu, voltando a um tema que já tinha comentado durante a manhã.

Costa dissocia-se de expressão utilizada por Rosa Mota para classificar Rui Rio

O secretário-geral do PS reagiu à expressão ‘nazizinho’ utilizada por Rosa Mota para qualificar Rui Rio, afirmando que “nunca” utilizou esse termo e que, apesar de estar muito grato pelo apoio da maratonista, “cada um fala por si”. “Eu estou muito grato pelo apoio que ela me deu, estou muito grato pelos apoios de todos os cidadãos e cidadãs independentes [que] quiseram expressar o seu apoio. Naturalmente cada um fala por si, eu falo por mim e nunca utilizei essa expressão”, afirmou António Costa.

O também primeiro-ministro frisou que “Rosa Mota é uma pessoa muito querida de todos os portugueses, uma grande campeã” que deu “muitas alegrias”, considerando que a expressão ‘nazizinho’ é “uma palavra e uma expressão que ela disse, que é dela”.

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