Pedro Nuno Santos primeiro-ministro no futuro? “Sim, é provável, tem boa idade”, responde Costa. “Nunca tive a ideia de ser eterno”

27 dez 2021, 16:30

António Costa não escolhe um sucessor mas, questionado, imagina Pedro Nuno Santos no futuro na cadeira de primeiro-ministro

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António Costa já dissera que se demitirá se perder as eleições legislativas de 30 de janeiro e acabara de admitir que Rui Rio pode sentar-se na sua cadeira, “se for essa a vontade dos portugueses”. A entrevista à CNN Portugal seguia no gabinete do primeiro-ministro, em São Bento, quando a jornalista Anabela Neves questiona Costa sobre se também imagina Pedro Nuno Santos sentado na sua atual cadeira de chefe do governo. “Sim, é provável, tem boa idade para no futuro, se for essa a vontade da generalidade dos socialistas, que seja ele...”

Trata-se de uma reação, não de uma escolha. António Costa já antes dissera que não dará indicação sobre quem deve ser o seu sucessor. “Isso eu já disse: quando eu deixar de ser secretário-geral, felizmente o PS tem muitas e muitos recursos humanos altamente qualificados e preparados para poderem exercer funções de liderança e para poderem exercer funções de primeiro-ministro.” 

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“Isso é muito importante, porque eu não tenho a menor das dúvidas de que teria sido um primeiro-ministro completamente diferente se não tivesse sido secretário de Estado, se não tivesse sido primeiro-ministro, se não tivesse sido presidente da Câmara. Chegar a primeiro-ministro sem experiência governativa é um enorme risco. Chegar a primeiro-ministro sem ter também outras experiências é um risco. Uma das preocupações que tenho tido, e acho que tenho sido razoavelmente bem sucedido, é enquanto líder também do PS é ter procurado criar oportunidades para toda a a gente das novas gerações poderem ganhar experiência e, com isto, o PS poder para o futuro – e para o presente – ter quadros altamente qualificados que assegurarão a governabildiade… Sabe que nunca tive a ideia de ser eterno.”

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Depois de 30 de janeiro, “vai sentar-se ali quem os portugueses quiserem”, afirma António Costa. Que vê uma escolha “razoavelmente simples”: “há verdadeiramente dois candidatos a primeiro-ministro: eu próprio, que me apresento mais uma vez, e o Dr. Rui Rio. Portanto, a solução natural a seguir às eleições há de ser ou um ou outro.”

 

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