“Há melhores perspetivas para a economia europeia e mundial". Costa convicto de que economia pode crescer acima do que estava previsto

Agência Lusa , AM
25 jan, 12:58
António Costa (Lusa)

Primeiro-ministro sustentou o seu otimismo quanto ao comportamento da economia portuguesa para este ano na resiliência do tecido empresarial nacional

O primeiro-ministro, António Costa, afirmou hoje que os indicadores da economia reforçam a convicção de que a economia portuguesa irá crescer mais do que aquilo que o Governo tinha inicialmente previsto.

“Há melhores perspetivas para a economia europeia e mundial. Isso reforça a convicção de que nós, este ano, não só vamos crescer como tínhamos previsto, como podemos crescer mais do que aquilo que tínhamos previsto”, disse António Costa, que falava aos jornalistas no final de uma visita à fábrica de confeções Dielmar, em Alcains, no concelho de Castelo Branco.

A visita foi a primeira iniciativa do primeiro-ministro no âmbito do programa “Governo Mais Próximo”, que decorre entre hoje e quinta-feira, no distrito de Castelo Branco, com mais de 40 iniciativas onde estarão presentes membros do executivo.

António Costa sustentou o seu otimismo quanto ao comportamento da economia portuguesa para este ano na resiliência do tecido empresarial nacional, “que tem sustentado o crescimento da economia e a evolução do emprego”.

O comportamento das empresas durante “anos difíceis”, primeiramente marcados pela pandemia e depois pelos efeitos da guerra na Ucrânia e inflação, dão “confiança” relativamente ao futuro, vincou.

O primeiro-ministro apontou para o próprio caso da Dielmar, que entrou em processo de insolvência em 2021, depois de o Governo ter apoiado a empresa com mais de oito milhões de euros.

Em 2022, a empresa Valérius decidiu investir naquela empresa de Alcains, estando já a laborar normalmente.

“Um grupo investiu, reestruturou e reanimou a empresa”, realçou o líder do Governo.

2022 “foi um ano de enorme incerteza marcado pela guerra”, recordou António Costa, para notar que, mesmo perante esse cenário adverso, “o valor das exportações portuguesas ultrapassou 50% do PIB”.

“Claro que a maior parte da componente tem a ver com os serviços e com o turismo, mas uma enorme componente – uma crescente componente – tem a ver com o trabalho no setor da indústria”, realçou.

Ao longo do dia de hoje e de quinta-feira, António Costa irá visitar empresas, serviços públicos e reunir com autarcas da região, estando agendado para a quinta-feira um Conselho de Ministros onde temas relacionados com o interior estarão em cima da mesa.

Segundo o primeiro-ministro, será feita uma avaliação da aplicação do programa de valorização do interior, lançado em 2017, e que já contou com um investimento de quase 6,5 mil milhões de euros e 34 mil postos de trabalho criados.

No Conselho de Ministros, será ainda feito um ponto de situação da reforma da floresta, assim como do plano de valorização da Serra da Estrela, cujo grupo de trabalho já está criado.

Para António Costa, este processo de valorização do interior “é um projeto que não acaba”.

“O enfraquecimento dos territórios do interior foi um processo que levou décadas. Tivemos 50 anos com o interior a cair. Não é em dois, três ou quatro anos que se dá essa volta”, asseverou.

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