Costa anuncia que medidas vão manter-se depois de 9 de janeiro. Portugal compra vacinas que chegam para 4.ª dose de reforço

Andreia Miranda , notícia atualizada às 11:07
16 dez 2021, 10:05

Primeiro-ministro anunciou que processo de compra conjunto está a decorrer. Em Bruxelas, Costa anunciou ainda que, depois de 9 de janeiro, as medidas de controlo nas fronteiras por causa da pandemia deverão ser "mantidas ou reforçadas"

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António Costa anunciou, esta quinta-feira, em Bruxelas, que Portugal já apresentou um pedido de compra conjunta de uma nova vacina covid-19 adaptada à variante Ómicron, para o caso de ser necessária uma quarta dose.

“Está a decorrer um processo de compra conjunta de uma vacina já adaptada à [variante do vírus] Ómicron, que estará disponível após a primavera, e já apresentámos o pedido de aquisição”, disse, à entrada para a reunião do Conselho Europeu.

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O chefe do Governo explicou ainda que o pedido de compra abrange a quantidade suficiente para poder ser administrada “uma quarta dose de reforço [da vacina], se ela for a ser necessária como, infelizmente, é de prever que virá a acontecer”.

António Costa referiu ainda esperar que essas vacinas possam ser doadas por não ter sido necessário utilizá-las.

Manter ou reforçar medidas na fronteira

António Costa afirmou ainda que, depois de 9 de janeiro, as medidas de controlo nas fronteiras por causa da pandemia deverão ser "mantidas ou reforçadas".

"Devemos prever que a partir de 9 de janeiro vamos ter de manter as medidas de controlo de fronteiras. Vamos ter de manter ou reforçar medidas. A 9 de janeiro não vamos estar em condições de retirar as medidas", afirmou o primeiro-ministro. 

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Assim, a obrigatoriedade de apresentação de um teste negativo à covid-19 para entrar em Portugal deverá manter-se.

Costa lembrou ainda que são necessários reforços em todas as medidas de autoproteção, até porque, por causa da nova variante, "todos os países estão a registar um aumento significativo de casos, em Portugal também".

"Temos de ter a noção que esta variante está a expandir-se, que vai tornar-se provavelmente dominante no mês de janeiro. Por isso é necessário termos muita atenção".

Testar, testar, testar

O primeiro-ministro defendeu também que tem que estar preparado “para adotar qualquer medida que venha a ser necessária”, com a rapidez necessária para aumentar a prevenção de um risco de escalada na covid-19.

António Costa disse ainda esperar que a semana entre 2 e 9 de janeiro “seja mesmo de contenção”, apelando à cautela e compreensão dos portugueses.

Com esta nova variante, referiu, todos os países estão a registar um aumento significativo de casos, adiantando que “em Portugal, também e é necessário reforçarmos todas as medidas, para já de autoproteção – uso de máscara, de gel e testagem, testagem, testagem…”

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“Estamos perto do Natal, as famílias vão reunir-se e reafirmo aqui o apelo que tenho feito para que, antes de se reunirem, façam pelo menos um autoteste”, referiu ainda.

Os chefes de Estado e de Governo da União Europeia celebram em Bruxelas a última cimeira do ano, marcada pela situação geopolítica tensa a Leste, e que assinala a estreia do novo chanceler alemão.

A agenda deste Conselho Europeu volta ainda a ser consagrada ao combate à pandemia da covid-19, tema incontornável há quase dois anos e ‘reavivado’ com o surgimento da nova variante Ómicron, com os líderes dos 27 a discutirem ainda os preços da Energia, a futura política de segurança e defesa da União e os preparativos da cimeira com a União Africana, prevista para o início de 2022.

Já em Portugal, o Conselho de Ministros pode decretar, a partir desta quinta-feira, o uso de máscara nos espaços públicos, caso considere esta medida necessária para controlar a pandemia, no âmbito de um regime transitório hoje publicado em Diário da República.

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Este decreto, aprovado pelo parlamento em 26 de novembro e promulgado pelo Presidente da República três dias depois, entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação, na quinta-feira, e cessa a sua vigência em 01 de março de 2022.

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