opinião
Colunista e comentador

Um tal Diogo do ‘tal canal’

5 mai, 12:48
Rui Santos CNN Portugal

Há um rapazinho de nome Diogo que volta e meia me dedica um tempo importante da sua inexistência.

O rapazinho, porque aparece no ‘tal canal’, deve considerar-se o maior da sua rua. 

Veste a capa de super-herói e sentindo-se escudado pelo aparelho de comunicação de um grande clube — o FC Porto — que um dia vai ter de limpar os seus corredores de gente mal formada e sem um mínimo de condições para valorizar e engrandecer a imagem do FC Porto, uma instituição cuja saúde e credibilidade são essenciais para o equilíbrio e o crescimento do futebol português, atira-se contra as paredes, achando que tem os poderes do homem-aranha.

Um miúdo que se atira contra as paredes a pensar que tem super-poderes precisa de auxílio, e esse é o lado menos lúdico da estória.

Dizem-me que o apelido é Faria.

Ora ele faria muito melhor se utilizasse a sua formação em história (mesmo que seja a medieval) para valorizar os aspectos positivos da história do FC Porto.

Faria muito melhor se, em vez de chamar cartilheiro a tudo e a todos, misturando quem é verdadeiramente cartilheiro daqueles que não se deixam capturar, se olhasse ao espelho e lhe perguntasse se ele não é o maior exemplo de um cartilheiro sem vergonha, que vomita as letras ditadas por uma letra ainda menor.

A letra é j, de ‘jota’.

O FC Porto é uma grande instituição, que merece o meu e o nosso respeito e essa parte dói ao rapazinho e aos seus manipuladores porque até os meus elogios, por exemplo, ao SÉRGIO CONCEIÇÃO, ao PINTO DA COSTA, ao PEPE, ao URIBE, ao VITINHA e à equipa de futebol do FC Porto são ouvidos (?) como… ataques ao clube!!!

O problema deles é que elogio quando tenho de elogiar e critico aquilo que me parece passível de crítica.

No FC Porto, no Benfica, no Sporting, como ‘eles’ sabem.

Eu posso dizer, como tenho dito, que ‘o FC Porto é a melhor equipa deste campeonato’ mas o rapazinho ou é surdo ou o chip que lhe instalaram no cérebro tem uma ‘potência’ tão forte no sentido de lhe bloquear a percepção da interpretação — e, assim, da boca automatizada, só lhe saem palavras ordinárias, isto é, vulgares e manipuladas.

A pior coisa que um ser humano pode demonstrar é ser dependente, controlado e, com isso, mostrar tão fraca auto-estima por si próprio. 

Estes miúdos nem percebem o quão é terrível para a sua imagem enquanto cidadãos precisarem de estar nas mãos de clubes de futebol para se sentirem mais úteis do que na biblioteca.

No FC Porto há gente que está cansada desta estratégia de utilizar a mentira e a coação ou para vergar e capturar quem foge ao alinhamento do pelotão ou para vestir a farda de um exército de comunicação que só serve para insultar, inventar, denegrir, descontextualizar, ofender e criar uma ideia de protecção do FC Porto, cujas lideranças vêem nesses algozes, ditadores de meia tigela, uns pobres coitados, os instrumentos certos para fazer o ‘trabalho sujo’ que entendem ser necessário no futebol cá da paróquia, muitas vezes para desviar atenções sobre assuntos muito sérios.

Eu sei que esse rapazinho chamado Diogo não tem culpa porque não passa de uma marioneta, mas já agora pergunte ao seu manipulador se se lembra de um dia, quando foi de Lisboa para o Porto, me ter ligado a fazer rasgados elogios à minha independência e isenção, colocando-se à disposição para todo o tipo de esclarecimentos que eu necessitasse.

Eu não misturo a grandeza do FC Porto e a paixão que os adeptos têm pelo clube da nobre Cidade Invicta com gente arruaceira que faz muito mal ao clube e que o tem impedido de ser ainda maior.

Nunca ninguém disse a esse rapazinho chamado Diogo, para os amigos o Dioguinho, que não tem nem história, nem passado, nem sequer um mínimo de condições (chama-se educação!) para se sentar num estúdio de televisão, mesmo que esse estúdio tenha sido construído para dar palco aos bodes expiatórios da nomenclatura?

Esse rapazinho chamado Diogo faria muito melhor se percebesse que ele está do lado errado da história.

Faria muito melhor e mostraria alguma inteligência se percebesse que o futuro do FC Porto está naqueles que têm uma ideia real de pluralismo, de democracia, de tolerância por ideias diferentes, de olhar para o céu e ver as estrelas em vez de se fecharem num bunker, à luz de uma vela, e verem em tudo um fantasma, um inimigo, um anti-porto e, não se coibindo de patrocinar dinâmicas absolutamente anti-sociais e anti-democráticas.

Esse rapazinho chamado Diogo faria muito melhor se percebesse o quão contraditório é falar da falta de audiências e depois darem-me o palco que me dão.

Se sou assim tão irrelevante, qual a razão por que, volta e meia, eu ocupo tanto tempo desses programinhas?

Esse rapazinho chamado Diogo faria muito melhor se visse as suas próprias audiências. Não tem mesmo a noção do ridículo.

E não pense que espalhar a mentira nas redes sociais chega para se tornar importante na estrutura: as pessoas não são estúpidas e sabem que a técnica de se acharem bodes expiatórios, a montante e a jusante, faz parte da estratégia de desviar atenções de assuntos muito sérios. Muito sérios mesmo.

Eu sei que andaram desalmadamente a fazer pressão sobre a SIC para me calarem, utilizando a suposta influência de analistas políticos com aparições na análise futebolística, mas eu saí da SIC porque quis, porque me apresentaram um projecto credível, e hoje estou num registo transversal, em televisão e no digital, na TVI e na CNN Portugal, com elevados níveis médios de audiência.

E é isso que lhe(s) dói.

Cá estarei para continuar a assinalar os méritos do FC Porto mas também para criticar comportamentos com os quais jamais pactuarei.

A si, Dioguinho, a quem estimo as melhoras, aconselho-o a utilizar melhor os seus conhecimentos de história medieval. É que os tempos medievais já passaram à história e ele faria muito melhor em perceber isso. 

Se o deixarem.

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