Acidentes na estrada custaram mais de seis mil milhões de euros em 2019. Vítimas são sobretudo do sexo masculino e acidentes são mais comuns aos domingos em Agosto

16 mar, 20:03
Acidente

ANSR adiantou que Portugal investiu mais de 33 milhões em infraestruturas rodoviárias nos últimos 27 anos

Os acidentes nas estradas portuguesas que ocorreram em 2019 tiveram um custo económico e social para Portugal estimado em mais de seis mil milhões de euros, valor que representa 3,03% da riqueza criada no país nesse ano.

Desse custo total, a maior fatia (83,5% do total) é referente a acidentes com vítimas, totalizando 5.362,7 milhões de euros (2,53% do PIB), respeitando os restantes 1.060,1 milhões de euros (0,5% do PIB) a acidentes sem vítimas e que geraram apenas danos patrimoniais.

Entre os acidentes com vítimas, a maior componente do custo total, representando 64,7% desse valor, respeita aos custos humanos, estimados em 3.471,1 milhões de euros (1,635% do PIB). A segunda componente mais expressiva (representando 26,8% do total) refere-se à perda bruta de produção, estimada em 1.438 milhões de euros (0,677% do PIB) em 2019.

Os dados foram esta quarta-feira disponibilizados à CNN Portugal pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), que dá conta que a grande maioria (83,5% do total) é referente a acidentes com vítimas, totalizando 5.362,7 milhões de euros (2,53% do PIB).

As conclusões ocorrem na sequência do estudo sobre  “O Impacto Económico e Social da Sinistralidade Rodoviária em Portugal”, desenvolvido pelo Centro de Estudos de Gestão do ISEG - Instituto Superior de Economia e Gestão, e que foi esta quarta-feira apresentado pela ANSR - Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária.

"Assistimos, nas últimas décadas, a uma redução importante da sinistralidade rodoviária. É notável que em 25 anos tenhamos passado de custos económicos e sociais que representavam 7% do PIB para um valor que se situa nos 3%", disse o presidente de ANSR, Rui Ribeiro, através de comunicado, adiantando que a caminhada ainda será longa no sentido de atingir um nível de sinistralidade perto do zero.

No entanto, Rui Ribeiro identifica a importância do investimento na segurança rodoviária. "Portugal tem tudo o que necessita para ser um exemplo a nível europeu nesta matéria, mas para isso são fundamentais um claro compromisso político e o envolvimento de toda a sociedade", disse.

Entre 1995 e 2019, de acordo com dados disponibilizados pela ANSR, Portugal investiu cerca de 33.682 milhões em infraestruturas rodoviárias tendo no mesmo período evitado 174.810 milhões de euros em custos económicos e sociais, valor que corresponde a cerca de 82,3% da riqueza criada em Portugal em 2019.

A mesma pesquisa concluiu que o maior número de vítimas, desde condutores a passageiros e peões são do sexo masculino. Estima-se que o custo médio para a sociedade de um ferido grave é de 530.828 euros por vítima, valor que ascende aos três milhões quando se trata de uma morte.

O custo da sinistralidade para a sociedade é mais elevado aos domingos e em agosto, concluindo-se ser nestes períodos que há mais acidentes.

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