Autoridades descartam a possibilidade de terrorismo neste caso
Um homem foi detido pela suspeita de ter assassinado Ann Widdecombe, antiga ministra do Reino Unido, confirmando as indicações iniciais das autoridades, que revelaram estar à procura de um "homem branco".
De acordo com as autoridades, o suspeito é um jovem branco de 26 anos que foi detido em Newton Abbot durante a tarde desta sexta-feira.
“O suspeito, que é um cidadão britânico branco, continua sob custódia policial enquanto os inquéritos continuam”, afirmou um dos responsáveis da polícia, Matt Longman.
A morte de Ann Widdecombe, que foi revelada na manhã desta sexta-feira, não está a ser tratada como um caso de terrorismo.
Quanto a possíveis motivações para o crime, as autoridades ainda não sabem ao certo o que se passou, mas mantêm “mente aberta ao longo de toda a investigação”.
“Não temos qualquer informação para acreditar que este seja um crime politicamente motivado”, acrescentou Matt Longman, referindo que ainda não se sabe se suspeito e vítima se conheciam.
Com uma carreira política de décadas, Ann Widdecombe foi ministra do Interior e do Trabalho no governo de John Major, entre 1994 e 1997, antes de ter desempenhado funções de deputada por Maidstone, em Kent, durante 23 anos.
Quando abandonou o parlamento, iniciou uma carreira no mundo do entretenimento, participando no programa Strictly Come Dancing em 2010 e no Celebrity Big Brother em 2018. Também nessa altura, a conservadora trocou o partido a qual esteve filiada durante décadas pra se tornar porta-voz do Reform UK, o partido nacionalista e populista de Nigel Farage.
Grande defensora da saída do Reino Unido da União Europeia, tornou-se então eurodeputada pelo então Partido do Brexit, tendo representado o Reino Unido no Parlamento Europeu entre 2019 e 2020.
Após o anúncio da abertura de uma investigação à morte de Widdecombe, a ministra do Interior, Shabana Mahmood, apelou ao público para "evitar especulações e permitir que a investigação policial prossiga".
Numa publicação na rede social X, Mahmood disse que as circunstâncias da sua morte são "extremamente angustiantes" e adiantou estar "profundamente triste" ao saber da sua morte, acrescentando que os seus "pensamentos estão com a família e os entes queridos de Ann".
A responsável também confirmou que esteve em contacto com o chefe da polícia de Devon e Cornwall e que o Ministério do Interior "está pronto para prestar todo o apoio necessário".
Em comunicado, a polícia adiantou que foi chamada à morada de Widdecombe por volta do meio-dia de quinta-feira (hora local), onde foi encontrada com ferimentos graves e já sem vida.
"Um cordão securitário permanece na propriedade enquanto os especialistas da polícia continuam os exames forenses", adiantaram as autoridades.
