Harry como Diana: foi a Angola apoiar a desminagem

CNN , Sana Noor Haq
17 jul 2025, 00:40
Príncipe Harry e João Lourenço
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Duque de Sussex partilhou a sua visão de um “país livre de minas”

Príncipe Harry visita Angola para apoiar desminagem, quase três décadas após a visita de Diana

por Sana Noor Haq, CNN

 

O príncipe Harry viajou para Angola no início desta semana e encontrou-se com o presidente do país para discutir os esforços de desminagem, quase três décadas após a memorável visita da sua mãe à nação africana.

O duque de Sussex partilhou a sua visão de um “país livre de minas” numa audiência com o presidente angolano, João Lourenço, na terça-feira, de acordo com a ONG internacional HALO Trust.

“Agradecemos-lhe [a Harry] a sua extraordinária dedicação e investimento na visão de um país livre de minas e ele expressou a sua intenção de continuar a apoiar o nosso trabalho com um novo contrato significativo para os próximos três anos”, disse o director executivo da organização sem fins lucrativos, James Cowan, num comunicado.

A Princesa Diana defendeu a remoção de minas terrestres quando visitou a cidade angolana de Huambo, há 28 anos. As imagens de Diana – na altura uma das pessoas mais famosas do mundo – a caminhar ao longo de um trilho desminado num campo minado ativo são consideradas como tendo ajudado a mobilizar a opinião pública contra estes engenhos mortais.

Intervenientes estrangeiros e nacionais encheram campos, aldeias e cidades de minas terrestres e explosivos ao longo de décadas de combates em Angola – na sangrenta luta pela independência de Portugal e na guerra civil que se seguiu, de 1975 a 2002 –, matando e ferindo milhares de pessoas.

As agências de direitos humanos apelaram repetidamente a um tratado internacional de proibição de minas terrestres, que acabou por entrar em vigor poucos meses antes da morte de Diana, em agosto de 1997. Em setembro de 2019, Harry seguiu os passos da sua mãe ao longo do campo minado em Huambo.

Cerca de 88.000 angolanos foram vítimas de minas terrestres, de acordo com a HALO Trust. Mas o impacto devastador desse legado brutal ainda se faz sentir actualmente.

Em 2019, a mãe de um sobrevivente de minas terrestres de oito anos recordou a sua dor pela morte do sobrinho, Frederico, de 10 anos, que foi morto depois de os dois rapazes terem encontrado uma mina terrestre enquanto jogavam futebol.

A explosão feriu tão gravemente o seu filho, Manuel, que a criança ficou com a perna amputada. “A guerra acabou há muito tempo”, disse Ermelinda à CNN na altura.

“Muita gente passa por aquele sítio. Há sempre muita gente ali e nunca tinham encontrado aquilo”, disse. “Tinha de ser no dia em que as crianças estavam lá.”

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