Autoridades “em prontidão” para responder a alterações da ordem pública, garante o governo angolano

Agência Lusa , DCT
27 ago, 13:58
Polícia de Angola (Fotograia de JULIO PACHECO NTELA/AFP via Getty Images)

Eugénio Laborinho disse que não há preocupações quanto a tensões na rua “porque as forças estão em prontidão” e garantiu que haverá intervenção policial em qualquer “situação anormal”.

O ministro do Interior de Angola, Eugénio Laborinho, apelou este sábado à “calma e serenidade” no período pós-eleitoral, afirmando que as autoridades estão prontas para responder a possíveis alterações da ordem pública.

Eugénio Laborinho foi questionado pelos jornalistas quando se encontrava nas cerimónias fúnebres sobre manifestações convocadas pelas redes sociais, mas desvalorizou eventuais protestos.

“Temos de aceitar os resultados que a Comissão Nacional Eleitoral (CNE) anunciou. É hábito e acontece sempre, quem perde nunca aceita os resultados, eu só apelo a que haja serenidade, haja acalmia, haja ponderação porque nós estamos aqui para garantir a ordem e segurança pública”, sublinhou o ministro.

Eugénio Laborinho disse que não há preocupações quanto a tensões na rua “porque as forças estão em prontidão”, e garantiu que haverá intervenção policial em qualquer “situação anormal”.

“Sem haver eleições, já havia alterações da ordem, agora neste momento em que estamos é possível que haja, mas estamos prontos para responder”, reforçou.

Na sexta-feira circularam nas redes sociais vídeos mostrando agitação em Cabinda, com alguns jovens a rasgarem cartazes com a imagem do Presidente da República, João Lourenço, bem como um forte dispositivo policial atravessando umas das avenidas da periferia de Luanda.

Uma manifestação convocada este sábado para a Praça 1.º de Maio, acabou por não acontecer, embora haja relatos de detenções ainda não confirmados pela polícia.

Segundo dados divulgados pela CNE, quando estavam escrutinados 97,03% dos votos das eleições realizadas na passada quarta-feira, o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA, no poder desde 1975) obteve 3.162.801 votos, menos um milhão de boletins escrutinados do que em 2017, quando obteve 4.115.302 votos.

Já a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) registou uma grande subida, elegendo deputados em 17 das 18 províncias e obtendo uma vitória histórica em Luanda, a maior província do país, conseguindo até ao momento 2.727.885 votos, enquanto em 2017 obteve 1.800.860 boletins favoráveis.

No entanto, o líder da UNITA, Adalberto Costa Júnior, contestou na sexta-feira a vitória do MPLA e pediu uma comissão internacional para comparar as atas eleitorais na posse do partido com as da CNE.

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