Arquivamento: motim anti-Ventura das últimas Presidenciais fica sem castigo

2 jan, 20:05

Um homem foi apontado como organizador da manifestação, depois de ter sido identificado com um megafone, mas a prova ficou por fazer, no processo que foi agora arquivado

O Ministério Público de Setúbal arquivou o processo de um ataque à caravana da candidatura de André Ventura naquela cidade, há cinco anos, nas Eleições Presidenciais de janeiro de 2021, quando a comitiva se viu confrontada com um protesto não autorizado de cerca de 120 pessoas, com arremesso de garrafas e outros objetos, enquanto gritavam palavras de ordem como “fascismo nunca mais", “Charlot sim, Hitler não", "Ventura, ninguém te atura" e "na cultura popular o fascismo não tem lugar", segundo o despacho de arquivamento a que a CNN Portugal teve acesso. 

André Ventura, confrontado pela CNN, diz-se “indignado” e anuncia que vai recorrer com reclamação à hierarquia do Ministério Público: “Nao posso pactuar com a impunidade permanente destes agressores”.

Foram investigados crimes de ofensas à integridade física, com a identificação de duas pessoas, na altura detidas e julgadas em processo sumário, à parte; e de participação em motim - pelo qual o Ministério Público diz não ter conseguido identificar mais intervenientes, nem quem deu origem ao protesto ilegal, numa convocatória através das redes sociais cujo rasto a investigação não encontrou. 

Um homem foi apontado como organizador, depois de ter sido identificado com um megafone, mas a prova ficou por fazer, no processo que foi agora arquivado.

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