Em causa está o caso de Nuno Pardal
O líder do Chega admite expulsar Nuno Pardal do partido. André Ventura revela ainda que foi aberto um processo interno para investigar o caso.
"Para mim é suficiente", admitiu, quando questionado pelos jornalista sobre se o caso era "suficiente" para expulsar Nuno Pardal do Chega. "É um caso suficientemente grave para que haja um processo interno", continua, afirmando que já pediu ao deputado que "abandone todos os lugares dentro do Chega".
Ventura condenou o caso que envolve Nuno Pardal, que apresentou a renúncia ao cargo de vice-presidente da distrital de Lisboa do partido após a acusação de prostituição de um menor de 15 anos por 20€. "O Chega não pode ter uma cara para dentro e outra cara para fora. Este caso é grave, toca nos fundamentos que defendemos e não deve acontecer", disse Ventura.
E, exaltado, continuou: "Quero dizer ao país todo e para dentro do Chega também: o Chega é intolerante com o crime, tem tolerância 0 para com o crime, seja cometido por quem for". Ventura revelou ainda a decisão de abrir um processo interno ao caso.
O líder do partido aproveitou ainda para criticar os restantes partidos. "Não temos um critério para uns e outro critério para outros, sejam membros do partido, dirigentes, deputados municipais, autarca, seja o que for", afirmou. "Houve outros que protegeram o doutor Paulo Pedroso, o doutor Ferro Rodrigues e casos parecidos, eu não sou assim. Eu vou exigir consequências desde este primeiro momento", acrescentou.
Não esqueceu também as críticas ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, acusando-o de proteger Miguel Albuquerque.
O dirigente do Chega Nuno Pardal foi acusado pelo Ministério Público de dois crimes de prostituição de menores agravados. Demitiu-te da vice-presidência da distrital de Lisboa do partido, depois de renunciar ao mandato de deputado municipal. "Nuno Pardal Ribeiro renunciou, já, ao seu mandato como vice-presidente desta Comissão Política Distrital, por entender não reunir condições para o efeito, pedido este que foi aceite com efeitos imediatos”, lê-se numa nota da comissão política distrital de Lisboa.