Junta-se a nomes como Rui Gomes da Silva ou Teresa Nogueira Pinto
Rui Teixeira Santos é o mais recente nome conhecido do "governo-sombra" que o presidente do Chega vai apresentar esta sexta-feira. A notícia inicialmente avançada pelo Diário de Notícias foi confirmada pela CNN Portugal, com o nome do professor associado no Instituto Superior de Gestão (ISEG) a juntar-se a outros nomes já conhecidos, nomeadamente os de Miguel Corte-Real, Teresa Nogueira Pinto e Rui Gomes da Silva.
O líder do Chega anunciou na quinta-feira à noite que a professora universitária Teresa Nogueira Pinto, o antigo bastonário da Ordem dos Veterinários Jorge Cid e o médico Horácio Costa vão integrar o seu “governo-sombra”. Depois de ter sido conhecido o nome de Rui Gomes da Silva, surge agora Rui Texeira Santos.
Este último foi coordenador científico do Curso Avançado de Gestão Pública, tendo sido ainda coordenador do Serviço de Estudos, Planeamento, Auditoria e Jurídico da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, consultor da Abreu Advogados, autor de livros como "Economia Política da Corrupção" e "Direito Português da Corrupção", e, no final do século passado, diretor do "Semanário".
Em entrevista ao canal Now na quinta-feira à noite, André Ventura anunciou os primeiros nomes que vão integrar este grupo, e indicou que a professora e autora Teresa Nogueira Pinto ficará responsável pela pasta da “cultura e áreas conexas” e Jorge Cid, antigo bastonário da Ordem dos Médicos Veterinários, terá a área da agricultura.
O líder do Chega disse também que Fernando Silva, membro da Comissão Nacional de Eleições, assumirá a administração interna, enquanto a saúde ficará com o médico Horácio Costa, fundador e ex-diretor do serviço de Cirurgia Plástica Reconstrutiva da Unidade Local de Saúde Gaia e Espinho.
Também vai integrar este grupo o professor universitário Alexandre Franco de Sá, que ficará responsável pelas pastas da educação, ciência e inovação, disse à Lusa fonte oficial do partido.
Teresa Nogueira Pinto, Fernando Silva e Horácio Costa já foram oradores em iniciativas do partido, como jornadas parlamentares.
Além destes nomes, o “governo-sombra” do Chega incluirá também deputados, indicou Ventura.
Quanto aos restantes nomes, que já foram transmitidos à Direção Nacional do partido, André Ventura disse que seriam conhecidos hoje.
“A minha ideia foi apresentar um governo-sombra no momento certo e no tempo certo, com nomes independentes e com nomes de qualidade”, sustentou, indicando tratar-se de pessoas “com provas dadas na sociedade civil”, e não serem “feitas pelo cartão partidário”.
O presidente do Chega referiu que estas pessoas “vão ter intervenção, vão escrutinar as áreas que estão debaixo da sua alçada, e fazer propostas”.
“Para que as pessoas saibam que quando chegar o momento eleitoral, não é só um candidato, não é só o André Ventura, e há candidatos, há nomes, há trabalho feito nas diversas pastas” defendeu, indicando que o objetivo é mostrar aos portugueses que “o Chega está pronto para governar”.
Em 20 de maio, dois dias depois das últimas eleições legislativas, o líder do Chega anunciou, no final de uma audiência com o Presidente da República, que iria apresentar "um governo alternativo".
No dia seguinte, em entrevista à SIC, indicou que se trataria de um "governo sombra" constituído por "uma grande parte" de nomes de fora do partido, e referiu que o objetivo seria ter uma equipa pronta para governar o país, quando e se for necessário.
Mais tarde, em 06 de junho, disse que iria começar a fazer convites nesse mesmo dia. Já em julho, remeteu o anúncio para antes da retoma dos trabalhos parlamentares, e mais recentemente disse que este grupo de personalidades seria apresentado na quinta-feira, dia 18 de setembro.
