Ventura desafia primeiro-ministro a apresentar plano para a saúde

Agência Lusa , AM
15 jul 2025, 12:00

Líder do Chega considerou que “a Saúde não está a andar bem”

O presidente do Chega desafiou hoje o primeiro-ministro a levar ao debate do estado da nação um plano para resolver os constrangimentos na saúde nos próximos seis meses, considerando que esta área “não está a andar bem”.

“Eu desafiava o primeiro-ministro a concentrar-se no estado da saúde e a apresentar ao parlamento um plano para nos dizer como é que nos próximos seis meses a saúde vai funcionar. Seis meses, não é daqui a um ano, a dois, a três, a quatro, é em seis meses, portanto, abrangendo o verão e o final deste ano, o que é que vai melhorar na saúde, como é que vai resolver questões como as urgências encerradas”, afirmou.

André Ventura falava aos jornalistas antes de uma reunião com a administração do Hospital Amadora-Sintra.

O líder do Chega considerou que “a Saúde não está a andar bem” e questionou “o que é que o Governo quer fazer para que a Saúde não piore”.

“Só o primeiro-ministro, com uns óculos cor-de-rosa, ou neste caso cor de laranja, é que pode ver o país melhor na Saúde, qualquer pessoa percebe que a Saúde não está melhor, qualquer profissional de saúde percebe que a saúde não está melhor”, criticou.

Ventura acusa secretário-geral do PS de “desespero por se mostrar relevante”

O líder do Chega acusou o secretário-geral do PS de estar desesperado na intenção de se mostrar relevante, ao comentar o desafio lançado por José Luís Carneiro ao primeiro-ministro para negociar um acordo estratégico para a Defesa.

“O que dá a ideia de José Luís Carneiro é um certo desespero por se mostrar relevante, ainda por cima num tema que já estava praticamente fechado”, afirmou, acusando também o PS de se ter tornado “patético”.

“Para o Chega, isso até é bom que o PS se torne cada vez menos importante, porém, olhando de fora, não posso deixar de notar um pouco o ridículo em que o PS se está a tornar em Portugal e as preocupações tão deslocadas da vida das pessoas que continua a ter”, disse.

André Ventura falava aos jornalistas antes de se reunir com a administração do Hospital Amadora-Sintra e depois de questionado sobre o desafio lançado pelo secretário-geral do PS ao primeiro-ministro para negociar uma proposta de "Acordo Estratégico para um Plano de Desenvolvimento Nacional e de Capacitação da Defesa".

Numa carta enviada a Luís Montenegro, José Luís Carneiro propôs a constituição de um grupo de trabalho parlamentar conjunto PSD/PS que, em articulação com o Governo e com representantes "dos setores com relevância” na área da Defesa, possa apresentar esse acordo no prazo de três meses.

“Nós estamos fartos de grupos de trabalho, nós precisamos é de trabalho, vamos tirar o ‘grupo de’, vamos fazer trabalho. As pessoas não pagam aos políticos para eles andarem em grupos de trabalho, pagam aos políticos para eles trabalharem, e por isso é lamentável que o líder do Partido Socialista só esteja preocupado com cargos do PS na administração pública e em tornar-se relevante”, criticou.

André Ventura disse não compreender o objetivo de José Luís Carneiro e lembrou que o primeiro-ministro se reuniu com o PS e com o Chega antes da cimeira da NATO, na qual Luís Montenegro declarou que Portugal terá de reforçar em cerca de mil milhões de euros a verba para a área da Defesa até ao fim do ano para atingir os 2% do PIB.

O presidente do Chega reiterou que o seu partido vai “participar nesse esforço de consenso à volta do aumento estrutural do investimento na defesa, desde que não ponha em causa o investimento social, nomeadamente nas pensões e no investimento ao desenvolvimento”.

Outra condição do Chega é que o Governo garanta que esse investimento “cria, ao mesmo tempo, indústrias portuguesas que a médio prazo vão dar retorno à economia, ou seja, que não é um investimento direto perdido, é um investimento com retorno”.

“Acho que esse é o consenso, e eu pensei que isso já estava definido, portanto não vejo bem para que é que o José Luís Carneiro quer reunir-se sobre isso”, indicou.

Partidos

Mais Partidos