Abusos sexuais na Igreja: Ventura diz que "teria feito diferente" se estivesse na posição de D. Manuel Clemente. “Todos os católicos devem denunciar estas situações”

29 jul, 18:36

André Ventura voltou a defender a castração química daqueles que cometam crimes como a pedofilia

O presidente do Chega afirmou esta sexta-feira que as recentes notícias sobre casos de abusos sexuais na Igreja Católica portuguesa o preocupam “muitíssimo”, acrescentando que esse nível de preocupação sobe pelo facto de estarem implicados altos responsáveis religiosos. André Ventura referia-se ao caso em que o cardeal-patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, optou por não comunicar às autoridades uma denúncia de abuso sexual contra menores ocorrido em 1999.

André Ventura, que falava à margem de um encontro com o Presidente da República sobre a atividade parlamentar, disse que tinha rezado um terço por D. Manuel Clemente, remetendo depois para as palavras que Marcelo Rebelo de Sousa já tinha dito sobre o caso.

“Não vejo razão para D. José Policarpo ou D. Manuel Clemente ocultarem da Justiça abusos sexuais contra crianças”, sublinhou.

Ainda assim, e lembrando que é católico, André Ventura referiu que “todos os católicos devem denunciar estas situações”, aproveitando assim para dizer que, se estivesse no lugar do cardeal-patriarca de Lisboa, “teria feito diferente”.

“Se eu fosse cardeal teria comunicado à Justiça mesmo contra a vontade da vítima”, acrescentou, remetendo para a justificação de D. Manuel Clemente, que referiu que a vítima pediu que o caso não fosse relatado às autoridades.

André Ventura disse ainda que os casos de abusos sexuais contra menores são “um cancro que tem de ser anulado”, referindo que esse é um problema que é comum na Igreja Católica em vários pontos do globo. “A Igreja tem de ter a força de denunciar e enviar para a Justiça. O Ministério Público e a Polícia Judiciária têm de fazer investigações”.

Ainda sobre o caso, e recordando uma polémica medida defendida pelo Chega, André Ventura esclareceu que defende a castração química de todos os pedófilos, “sejam católicos ou não”.

“Aqui não há filhos e enteados, isto tem de acabar”, concluiu.

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