Aeroportos e seguranças de André: polícia britânica faz revelações após detenção do irmão do rei Carlos III

20 fev, 16:35
André Mountbatten-Windsor (EPA)

Em paralelo, a Polícia Metropolitana diz estar "a identificar e a contactar" polícias que tenham trabalhado - ou que ainda trabalhem - na proteção de André Mountbatten-Windsor para saber se "viram ou ouviram" algo suspeito

A Polícia Metropolitana do Reino Unido está a investigar se os aeroportos de Londres foram usados para facilitar crimes como tráfico humano e a pedir colaboração a polícias que trabalharam na proteção de André Mountbatten-Windsor.

Em comunicado citado pela BBC, a Polícia Metropolitana adianta que os ficheiros de Jeffrey Epstein sugerem que "os aeroportos de Londres podem ter sido utilizados para facilitar o tráfico humano e a exploração sexual".

"Estamos a avaliar estas informações e a procurar ativamente mais detalhes junto dos nossos parceiros das forças armadas, incluindo os Estados Unidos", pode ler-se no comunicado, divulgado várias horas após a libertação do irmão do rei Carlos III, que continua a ser investigado por suspeitas de má conduta em cargos públicos.

Em paralelo, a Polícia Metropolitana diz estar "a identificar e a contactar" polícias que tenham trabalhado, ou que ainda trabalhem, na proteção de André Mountbatten-Windsor.

"Foi-lhes pedido que considerassem cuidadosamente se algo que viram ou ouviram durante esse período de serviço pode ser relevante para as nossas investigações em curso e que partilhem qualquer informação que nos possa auxiliar", refere-se no comunicado.

A Polícia Metropolitana adianta ainda que não recebeu novas queixas criminais "sobre alegados crimes sexuais" ocorridos sob a sua jurisdição.

André Mountbatten-Windsor foi libertado na quinta-feira, cerca de 12 horas depois de ter sido detido por suspeitas de má conduta em cargos públicos, quando trabalhou como enviado comercial do Reino Unido. Os documentos divulgados pelo Departamento da Justiça norte-americana relacionados com Epstein sugerem que o irmão do rei Carlos III partilhou, nesse âmbito, entre 2010 e 2011, informações confidenciais do seu trabalho como enviado comercial do Reino Unido com Jeffrey Epstein.

André foi libertado sob investigação, o que significa que vai continuar a ser investigado pela polícia Thames Valley.

O irmão do rei Carlos III sempre negou todas as acusações.

A investigação em curso não está relacionada com as acusações de abuso sexual de que André é alvo por parte de várias vítimas de Jeffrey Epstein, incluindo de Virginia Giuffre, uma das primeiras mulheres a denunciar publicamente que foi forçada a ter relações sexuais com André quando tinha apenas 17 anos.

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