Leões vencem por 39-28 na 8.ª jornada. Kristensen brilhou na baliza e Martim Costa foi o melhor marcador, numa segunda parte de luxo
Mais uma noite europeia para a história no João Rocha!
Depois de ter ganho a Wisla Plock, Veszprém e Fuchse Berlin em casa, o Sporting manteve o registo 100 por cento vitorioso no Pavilhão João Rocha em jogos da Liga dos Campeões esta época, ao vencer o poderoso PSG e não de qualquer forma: 11 golos de diferença, 39-28!
Os leões venciam pela margem mínima ao intervalo, 16-15, mas uma grande entrada na segunda parte levou os leões a construir um triunfo histórico e expressivo ante um PSG que, mesmo sem quatro estrelas da equipa esta noite - Andreas Palicka, Luc Steins, Elohim Prandi e Luka Karabatic - não deixa de ser o PSG.
O triunfo permite ao Sporting não só reforçar as hipóteses de apuramento direto para os quartos de final, como também dá vantagem no confronto direto ante o PSG, com quem a equipa treinada por Ricardo Costa tinha perdido por 30-28 em Paris, há três semanas.
André Kristensen fez uma exibição fenomenal na baliza e foi parte importante do triunfo, num jogo em que Martim Costa foi o melhor marcador do jogo (nove golos) e que valeu ainda a estreia na Champions ao jovem Maiko Vázquez.
Início de jogo (e primeira parte) equilibrada
O Sporting inaugurou o marcador, o PSG conseguiu depois passar para a frente e os leões não tiveram algumas boas ações a abrir. Porém, as diferenças foram tangenciais até ao minuto 12, altura em que os parisienses conseguiram a primeira vantagem de dois golos (6-8).
A meio da primeira parte, o PSG vencia por 7-10 e Ricardo Costa pediu «timeout», que surtiu efeito aos poucos, com o empate a 12 (23m) e novas vantagens perto do intervalo, que chegou com o 16-15.
Segunda parte demolidora para a história
A capacidade de rotação podia ser um fator decisivo no jogo e certo é que o Sporting conseguiu ter mais capacidade física e energia para cavalgar para um grande triunfo ante o PSG, que além das já ditas ausências, levou o polaco Kamil Syprzak a Lisboa (melhor marcador da Champions em 2023/24), mas deixou-o no banco.
O PSG até fez o 16-16 a abrir a segunda parte, mas o Sporting chegou ao 19-16 e, depois de sofrer o 19-18, disparou no marcador com um parcial de 6-0 para o 25-18. Kristensen foi gigante na baliza dos leões (17 defesas em 43 remates, 39,53 por cento de eficácia), até marcou um golo (!) e a vantagem leonina nunca mais baixou dos cinco golos de diferença.
Não só não baixou daí, como mais do que dobrou, acabando com a maior diferença vista no jogo, de 11 golos (39-28), graças a um parcial de 23-13 nos segundos 30 minutos.
Era difícil imaginar um melhor arranque do que a vitória por 34-29 ante o Wisla Plock, campeão polaco. Talvez inimaginável bater o campeão húngaro e atual líder do grupo A, o Veszprém, por nove golos (39-30). Voltar a bater, tal como em 2023/24, o vice-campeão alemão Fuchse Berlim (35-33). E porventura ainda mais superar os números do triunfo ante os húngaros, com esta vitória por 11 golos ante o PSG.
Certo é que aconteceu e o Sporting continua em grande na Liga dos Campeões e com aspirações claras de apuramento direto para os quartos de final.
Esta noite, houve ainda empate a 29 golos no Eurofarm Pelister-Fredericia.
CLASSIFICAÇÃO:
1.º: Veszprém, 12 pontos (menos um jogo)
2.º: PSG, 12
3.º: Sporting, 11
4.º: Dínamo Bucareste, 10 (menos um jogo)
5.º: Fuchse Berlin, 6 (menos um jogo)
6.º: Eurofarm Pelister, 4
7.º: Fredericia, 3
8.º: Wisla Plock, 2 (menos um jogo)
