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Ricardo Costa volta aos incidentes no Dragão Arena: «Não fizemos circo nenhum»

2 abr, 23:02
Ricardo Costa, treinador de andebol do Sporting (Sporting)

Treinador do Sporting falou depois da vitória dos leões sobre os polacos do Wisla Plock

Ricardo Costa, treinador de andebol do Sporting, voltou a abordar os incidentes no balneário do Dragão Arena, logo após a vitória dos leões sobre os polacos do Wisla Plock (33-29), em jogo da primeira mão do play-off de acesso aos quartos de final da Liga dos Campeões.

Sobre o jogo desta quinta-feira

«Acho que foi um grande jogo de andebol. É certo que há a sensação com que saímos depois de estarmos a ganhar por oito ou por nove golos, mas diria que, mesmo que tivéssemos ganhado por essas diferenças não sairia daqui com a sensação de que a eliminatória está fechada. À partida, se nos dissessem que este seria o resultado, de quatro golos no final dos primeiros 60 minutos, assinaria por baixo. Por isso, estou contente com o que fizemos. Sabemos que vamos ter de passar por dificuldades no bloco, mas são outros 60 minutos, podemos fazer melhor algumas coisas e é nisso que temos de nos concentrar».

Como vai ser o jogo da segunda mão, na Polónia

«Acho que será um jogo completamente diferente na casa do nosso adversário e acho que vai ser duro, mas acho que não devemos pensar nos quatro golos que temos [de vantagem]. Temos de encarar o jogo como uma final, mas jogá-lo da mesma maneira que jogámos aqui».

Sobre os incidentes no Dragão Arena

«Não admito que coloquem em causa o meu profissionalismo, quando me acusam de ter abandonado os meus atletas. Ando no desporto há mais de trinta anos, fui insultado em muitos pavilhões e convivo bem com isso. Não convivo bem é com ataques à minha integridade. Não desejo a ninguém aquilo que passei. Mas o que não nos mata, torna-nos mais fortes. Acredito muito nesta máxima».

Comentários de André Villas-Boas

«Não fizemos circo nenhum. Fui à ambulância, tinha as tensões a 17-10 e a médica deu-me um comprimido e disse-me: “você tem de se acalmar". O jogo começou, fui sentar-me à porta do balneário, num corredor, a ver o jogo com o Moga. Colocar o Moga... não sei se vocês sabem de onde é o Moga. Não sabem o que se passa no Congo? é um guerreiro, um lutador... jamais faria um exercício de circo. Não fizemos circo nenhum! Sentimo-nos mal. Não sou nenhum polícia, não trabalho no Ministério Público, sei o que me aconteceu, tive um problema de saúde e não pude ir a jogo. É isso que eu sei, não sei mais nada».

«Sou um homem saudável, sou uma pessoa que tem hábitos. Entrei no balneário, estive lá 40 segundos e saí logo. Senti-me muito mal, eu e outras pessoas. Pedi ajuda, vieram os bombeiros e disseram que iam levar-me para o hospital. Fiquei na ambulância com a médica. Passaram pessoas por mim a dizer que íamos jogar. Eu disse: “Carlos Carneiro, eu não tenho condições para tomar decisões. O que vocês decidirem, está bem”. Eu não queria jogar. Perguntei à doutora: “Posso ir?” Ela respondeu: “Quer ter um ataque cardíaco?”. Eu disse que não e fiquei ali sentado. E celebrei. Claro que celebrei e irei celebrar. Mesmo que esteja morto, vou celebrar sempre!».

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