Ricardo Costa e o triplete do Sporting: «Não somos invencíveis»

7 jun 2025, 21:08
Andebol: Taça de Portugal FC Porto-Sporting(MANUEL FERNANDO ARAÚJO/LUSA)
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Magnus Andersson fala num «sabor amargo» depois da final da Taça de Portugal conquistada pelos leões

Ricardo Costa, treinador da equipa de andebol do Sporting, elogiou os seus jogadores depois da conquista da Taça de Portugal frente ao FC Porto (28-27), este sábado, em Santo Tirso, enquanto Magnus Andersson, líder dos portistas, fala num «sabor amargo».

O Sporting voltou a juntar a Taça de Portugal ao campeonato e à Supertaça, pelo segundo ano consecutivo, mas Ricardo Costa diz que «é cada vez mais difícil ganhar».

«Não somos invencíveis, sabemos que, cada vez mais, é difícil ganhar, e hoje foi uma prova disso. Foi um jogo complicado, nem sempre bem jogado pelas duas equipas, com muita luta. Fomos mais lúcidos na parte final, em que conseguimos alcançar uma vantagem de dois, três golos. Acho que um dos homens do jogo foi o Diogo Rêma [guarda-redes do FC Porto]», começou por destacar.

Um ano em cheio para os leões, com o treinador a distribuir elogios entre os jogadores e adeptos.

«Os meus atletas foram, mais uma vez, exemplares. Os adeptos, mais uma vez, encheram o pavilhão, têm estado connosco, a apoiar-nos. Nos momentos difíceis, fizeram-se ouvir, e merecem uma palavra especial. Independentemente de quem ficar ou sair, os que cá estão neste momento são os que dão tudo pelo Sporting, e é isso que esperamos continuar a fazer, conquistando títulos», acrescentou.

Magnus Andersson: «Voltaremos mais fortes do que nunca na próxima época»

Magnus Andersson, por seu lado, estava inconsolável com o quarto desaire da época diante dos leões, talvez o mais difícil de digerir, uma vez que o FC Porto esteve mais tempo em vantagem no marcador.

«É muito amargo perder este jogo, mas parabéns ao Sporting. Parabéns também à minha equipa, que lutou muito, mas isso não foi suficiente, porque o jogo foi decidido em pequenos detalhes. É difícil fazer uma análise mais profunda neste momento, para além do que se vê. Perdemos algumas situações com demasiada facilidade, e não aproveitámos outras oportunidades», começou por referir o treinador do FC Porto.

Um jogo que fica marcado pela expulsão de Victor Iturriza, por agressão. «Com o cartão vermelho ao Victo, um jogador importante, tivemos de arriscar. Agora, depois do jogo, é fácil questionar porque jogámos em sete contra seis, foi uma decisão minha. Até começámos por marcar alguns bons golos assim. Mas, depois, tomámos algumas decisões não tão boas, estávamos cansados e, quando a cabeça já não está presente, as coisas tornam-se difíceis, mas a culpa é minha», comentou.

Uma segunda época em que o FC Porto volta a ficar em branco, no que diz respeito a títulos. «Gostamos de vencer e tentámos dar o nosso melhor, mas também temos de ser claros e justos, o Sporting ganhou tudo, tal como nós fizemos há alguns anos. Temos de continuar e trabalhar muito, talvez este seja o início de algo novo para o próximo ano, introduzir algum sangue novo na equipa. Tenho cem por cento de certeza de que voltaremos mais fortes do que nunca na próxima época», destacou ainda o treinador sueco.

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