Paulo Jorge Pereira: «A França foi muito eficaz e nós muito pouco eficazes»

24 jan, 18:38
Europeu de andebol: França-Portugal (Sebastian Elias Uth/EPA)

Selecionador nacional de andebol lamenta entrada apática e admite que o objetivo do quinto lugar ficou mais distante, mas garante ambição até ao fim

Portugal saiu derrotado frente à França (46-38), este sábado, em Herning, na Dinamarca, na segunda jornada do Grupo I da Ronda Principal do Campeonato da Europa de andebol, num encontro marcado pela enorme eficácia gaulesa e por uma primeira parte muito abaixo do habitual nível da seleção nacional.

No final do encontro, Paulo Jorge Pereira foi claro na análise ao desnível verificado entre as duas equipas nos primeiros 30 minutos.

«A França foi muito eficaz e nós muito pouco eficazes na defesa e no ataque, em que não conseguimos ter as ideias claras na forma de abordar aquele sistema defensivo. Quisemos fazer tudo muito depressa», explicou o selecionador, sublinhando ainda a dificuldade em travar a transição ofensiva francesa.

O técnico destacou, ainda assim, a reação portuguesa após o intervalo, assente em ajustes táticos e numa mudança de atitude.

«Demos uma imagem completamente diferente na segunda parte do que é Portugal e do que nos tem habituado. Falámos sobretudo do orgulho que temos de ter e da autoconfiança necessária para disputar jogos com equipas como a França», frisou.

Entre os jogadores, Victor Iturriza admitiu que «não foi um bom dia» e que os erros iniciais acabaram por ser fatais.

«Na primeira parte não conseguimos fazer o nosso jogo e concedemos muitos golos. Contra uma equipa como esta custa caro», reconheceu, apontando já o foco aos próximos compromissos frente à Noruega e à Espanha.

Também António Areia salientou a entrada em falso como decisiva.

«No início comprometemos o jogo todo. Concedemos golos muito fáceis e, quando assim é, paga-se caro contra equipas deste nível», afirmou, garantindo que a seleção ainda tem margem para «limpar a imagem» nos dois jogos que restam.

Já Miguel Neves reforçou a ideia de que a derrota não belisca os objetivos traçados.

«O objetivo mantém-se intacto. Há quatro pontos em jogo e queremos ganhar. Não podemos deixar-nos abalar por esta derrota», assegurou o lateral, já com o duelo frente à Noruega no horizonte.

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