Antevisão de Óscar Botelho, analista de futebol e comentador da CNN Portugal
Depois de boas campanhas de qualificação anteriores, especialmente nas eliminatórias em 2006 (ano em que o selecionador Fabio Cannavaro se tornou campeão mundial e Bola de ouro como jogador) e 2014, os «Lobos Brancos» são um dos quatro estreantes na competição, tornando-se a primeira seleção
da Ásia Central a disputar o torneio, chegando apenas com uma derrota (frente ao Catar) nesse percurso.
O principal trunfo é a organização defensiva, aliada à disciplina tática e à eficiência nos contra-ataques. A solidez apresentada nas eliminatórias mostrou a competitividade e um conjunto difícil de ser batido. No entanto a excessiva dependência de alguns elementos aliada à inexperiência nestas andanças, são algumas das debilidades evidentes e podem sentir dificuldades na criação de oportunidades de golo, exigindo um volume defensivo muito superior ao encontrado na qualificação, dada a diferença competitiva onde habitualmente estão inseridos. Maioritariamente atuam em 343 no processo ofensivo que se transforma num 541 defensivo.
Entre os jogadores a destacar estão o capitão Eldor Shomurodov, melhor marcador da história da seleção e principal referência ofensiva, o jovem defesa central Abdukodir Khusanov, do Manchester City, e o talento criativo de Abbosbek Fayzullaev e Jaloliddin Masharipov, que podem ser decisivos na construção de jogadas ofensivas. O experiente médio Otabek Shukurov também desempenha papel importante nos equilíbrios coletivos.
No comando técnico, Fabio Cannavaro depois de orientar a seleção chinesa em 2019, assumiu após a histórica classificação conquistada pelo ídolo nacional, Timur Kapadze, em Outubro de 2025. A experiência internacional de Cannavaro será fundamental para preparar os uzbeques para o maior desafio da sua história.
