Maisfutebol de parabéns: os camisolas 22 que ficaram para a história

5 jun, 09:10
Kaká

Este domingo fazemos 22 anos e, para o celebrar, recordámos dez jogadores que brilharam com este número nas costas. Kaká é um caso óbvio, mas lembrava-se destes todos?

Quando se pensa em números míticos nas camisolas do futebol mundial, o 22 está longe de ser uma associação imediata. Pensa-se, claro, no 10 de Maradona, Pelé, Messi, Zidane, Ronaldinho, Platini ou Eusébio. É verdadeiramente o número mais lendário.

Mas pensa-se também no 7 de Cristiano Ronaldo, Garrincha, George Best, Figo, Raul ou Cantona, pensa-se no 9 de Van Basten, Ronaldo, Gerd Muller, Di Stefano ou George Weah, pensa-se no 8 de Stoichkov, Sócrates, Lampard, Inesta ou Gerrard, pensa-se no 11 de Romário, Ryan Giggs ou Paco Gento, pensa-se até no 14 de Cruyff, no 16 de Roy Keane e no 18 de Paul Scholes.

O 22 não surge de repente. Mas foi o número de Kaká, por exemplo. Entre muitos outros jogadores que todos os apaixonados por futebol conhecem.

Ora por isso, no dia em que cumpre 22 anos, o Maisfutebol recorda dez camisolas 22 que ficaram na história. De fora, aliás, deixáms nomes como Richard Dunne, famoso irlandês que ficou na história do Man. City, Di Maria, que vestiu a camisola em cinco épocas do Real Madrid, Mkhitaryan, que usou o número em dez anos, ou John O’Shea, que utilizou o dorsal em nove épocas no Man. United.

Kaká

É provavelmente o número 22 mais mediático do futebol mundial. Nas seis épocas no Milan, durante as quais ganhou um título italiano, uma Liga dos Campeões, uma Supertaça Europeia e um Mundial de Clubes, para além da Bola de Ouro em 2007, Kaká vestiu sempre o dorsal 22. Na seleção brasileira e no São Paulo era o 8, mas no Milan estava ocupado por Gattuso. O 10 era de Rui Costa e o 23 que tinha usado no Mundial 2002 era de outro jogador mítico: Ambrosini. Por isso Kaká escolheu o 22 e foi com ele que atingiu o Olimpo. Curiosamente na seleção continuou a ser o 8, número que vestiu também quando se mudou para o Real Madrid e no regresso ao São Paulo. Pelo meio teve um regresso de uma época ao Milan e... voltou a vestir a camisola 22.

Isco

Um eterno número 22. Começou a usar a camisola com 20 anos, no Málaga, e só a largou nas duas primeiras épocas de Real Madrid, porque pertencia a Di Maria. Nessa altura vestiu o 23, mas assim que o argentino saiu do clube, Isco voltou a fazer-se dono da 22 e nunca mais a largou. Já são nove anos, portanto, durante os quais ganhou quatro Liga dos Campeões (ele tem cinco, mas outra foi com o 23), três Mundiais de clubes e três títulos de campeão. Mesmo na seleção, desde os sub-21 que usa o número 22.

Torsten Frings

O médio alemão é um dos grandes nomes que passaram pelo dorsal 22. Foi 79 vezes internacional, uma vez campeão, três vezes vencedor da Taça da Alemanha e vestiu a camisola 22 em quinze das dezoito épocas que jogou futebol, doze das quais ao serviço do histórico Werder Bremen. Só mudou para o número 8 em duas épocas no Borussia Dortmund e numa no Bayern Munique. Mesmo na seleção, vestiu o 22 na maior parte da carreira, incluindo durante o Mundial 2002 e o Euro 2004.

Eric Abidal

Um vagabundo de camisolas. Começou por ser a 25 no Mónaco, vestiu depois a 14 no Lille e no Lyon tornou-se a 20. Até que aos 27 anos chegou ao Barcelona, clube no qual o 20 era de Deco, o 14 era de Thierry Henry e o 25 era de Jorquera, um guarda-redes com dez anos de casa. Abidal ficou então com o número 22, que nunca mais largou. Em Camp Nou foram seis anos com este dorsal, camisola que manteve depois no Olympiakos e no Mónaco. Na seleção francesa foi sempre o 3.

Willian

Outro jogador a quem associamos facilmente a camisola 22. Começou por ser o 30 no Corinthians e vestiu pela primeira vez a 22 quando tinha 19 anos e se transferiu para o Shakhtar Donetsk. Durante três épocas foi com esse número que jogou, até que depois mudou para o 10. Quando chegou ao Chelsea, porém, o 10 era de Juan Mata e, no ano a seguir, foi herdado por Hazard. Por isso William jogou durante seis anos com a 22 em Londres, durante os quais venceu dois títulos de campeão, uma Liga Europa e uma Taça de Inglaterra. Hoje joga no Corinthians com a 10.

Ezequiel Lavezzi

Começou a jogar com o 22 logo aos 18 anos, quando chegou ao San Lorenzo. A partir daí foram doze épocas com o mesmo número, só interrompidas por instantes. Por exemplo, quando chegou ao Nápoles foi o 7, mudando para o 22 quando o veterano guarda-redes Matteo Gianello deixou o clube. Quando chegou ao PSG foi o 11 e quando se mudou para o Hebei China Fortune foi o 10: em ambos os casos aconteceu apenas durante uma época e mudou para o 22 logo que possível.

Gael Clichy

Chegou ao Arsenal com 18 anos, depois de uma época apenas no futebol sénior, ao serviço do Cannes, na terceira divisão francesa, Arsène Wenger deu-lhe o número 22 que nas últimas épocas tinha sido do ucraniano Oleg Luzhny e o francês manteve a camisola durante catorze admiráveis anos, enquanto representou Arsenal e Man. City. Com a 22 nas costas foi, aliás, três vezes campeão. Aos 32 anos abandonou Inglaterra, assinou pelo Basaksehir e deixou o dorsal 22.

Eidur Gudjohnsen

O melhor jogador da história da Islândia utilizou vários números quando apareceu no PSV, mas estabilizou na camisola 22 no Chelsea. Durante seis épocas no clube londrino, ganhou dois títulos de campeão e nunca mudou de dorsal. No Barcelona foi o 7, no Tottenham foi o 17 e no Fulham voltou aos 22, que utilizou até ao fim da carreira, em clubes como o AEK, o Club Brugge e o Bolton. Mesmo na seleção foi vários anos o 22, incluindo no histórico Euro 2016 para a Islândia.

Danilo Pereira

É provavelmente o jogador português que mais facilmente se associa ao número 22 e merece também integrar esta lista: durante seis temporadas no FC Porto vestiu sempre a camisola 22, tendo durante essa fase conquistado dois títulos de campeão português. Fora do FC Porto, no entanto, usou outros números, tendo até a curiosidade de ter mudado todos os anos de dorsal. Só manteve a camisola durante os seis anos no FC Porto (22) e durante oito anos na Seleção Nacional (13).

Kevin Kuranyi

Um eterno número 22. Nasceu no Brasil, emigrou para a Alemanha com 14 anos, formou-se na academia do Estugarda e durante 16 dos 17 anos de carreira, em todos os clubes (Estugarda, Schalke, Dínamo Moscovo e Hoffenheim) utilizou a camisola 22, com a qual marcou mais de 200 golos. A exceção foi apenas a segunda época de sénior, no Estugarda B, quando vestiu a 11. Jogou 52 vezes pela seleção alemã e até aí utilizou várias vezes o 22, incluindo nos Euros 2004 e 2008.

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