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Concurso para comboios para CP será parado se impugnação tiver provimento

Em causa está o procedimento para a aquisição de 117 comboios para a CP

O ministro das Infraestruturas disse hoje que o maior concurso para aquisição de material circulante pela CP será parado, caso a impugnação apresentada pelos concorrentes excluídos tiver provimento.

“Claro que estamos preocupados e estamos a avaliar essa situação, porque se a litigância tiver provimento, nós paramos esse concurso de material circulante, e era o maior concurso até agora”, disse o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, na Assembleia da República, em resposta a uma questão da líder parlamentar do Livre, Isabel Mendes Lopes.

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Em causa está o procedimento para a aquisição de 117 comboios para a CP – Comboios de Portugal, a maior compra de sempre, no valor de 819 milhões de euros, que foi atribuída ao grupo formado pelos franceses da Alstom, mas contestada em tribunal pela CAF e pela Stadler.

“Queremos que a CP tenha esse investimento, a CP precisa desse investimento e não foi nosso, vem de trás, mais uma vez não tenho problemas nenhuns em dizê-lo aqui”, realçou o ministro.

Já relativamente ao papel da CP no serviço ferroviário de alta velocidade, o ministro lembrou que aquela empresa será um dos operadores, mas não o único.

“Não está no plano estratégico da CP ser o único, a CP não tem ambição de ter uma quota hegemónica no TGV, não é possível, a CP fará investimento para aquisição de material circulante para alta velocidade, fará, para uma quota que está por definir, num mercado que será mais aberto com outros intervenientes”, explicou Miguel Pinto Luz.

Antes, em resposta a questões do Chega sobre a construção em bitola (distância entre carris) europeia, e não em bitola ibérica conforme está nos planos, o ministro mostrou-se disponível para fazer um debate mais aprofundado sobre um tema que considerou “frio”. “Já percebi que [a bitola] é uma paixão”, apontou.

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“Parece-me que, ao dia de hoje, não há outra decisão possível que não esta. Estamos presos a uma decisão que Espanha tomou”, afirmou o governante, lembrando que a rede espanhola que se liga à fronteira portuguesa está a ser feita em bitola ibérica.

Já quanto ao novo aeroporto e ao desmantelamento da Portela, Pinto Luz disse que tem “sete anos para começar a pensar” no destino a dar aos terrenos do Aeroporto Humberto Delgado.

Reativamente aos prazos para a construção da nova infraestrutura no Campo de Tiro de Alcochete, o ministro das Infraestruturas reiterou o compromisso de encurtar os prazos previstos no contrato de concessão com a ANA/Vinci. “Não aceitamos que a Vinci tenha quatro anos para apresentar projetos”, frisou.

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