Incidente aconteceu na Empresa de Cervejas da Madeira, em Câmara de Lobos
Uma fuga de amoníaco, na zona do Pezo, no Parque Empresarial da Zona Oeste, em Câmara de Lobos, já levou à evacuação da zona e à criação de um perímetro de segurança. Duas pessoas já tiveram mesmo de ser hospitalizadas por causa da inalação de amoníaco, que é altamente tóxico.
A fuga ocorreu numa zona de empresas, mas tem também muitas casas. A PSP andou a bater de porta em porta, a alertar a população e a certificar-se que não fica ninguém em risco. A jornalista da CNN Portugal no local, Rita Aleluia, descreve que andou uma ambulância, de megafone, a alertar a população.
A jornalista descreve ainda que, mesmo fora do perímetro delimitado pelas autoridades e considerado seguro, sente-se “o efeito da inalação do amoníaco na garganta”.
No local já se encontram os Bombeiros Voluntários de Câmara de Lobos, os Bombeiros Sapadores do Funchal e os Bombeiros Voluntários Madeirenses.
De acordo com a Agência Lusa, que cita o presidente da Proteção Civil regional, a fuga ocorreu na Empresa de Cervejas da Madeira.
"O alerta foi dado às 10:02, para uma fuga de gás, com possibilidade de ser amoníaco, o que veio a confirmar-se", disse Richard Marques à agência Lusa.
Richard Marques indicou que as 40 pessoas foram retiradas do edifício da Empresa de Cervejas da Madeira, com 11 das quais a apresentarem “sintomas associados à matéria e duas foram encaminhadas para o Hospital do funchal, tendo as restantes sido assistidas no local”.
Em termos de meios, foram deslocados elementos do Corpo de Bombeiros de Câmara de Lobos, dos Sapadores do Funchal, da Equipa de Reconhecimento em matérias perigosas de Machico, da PSP e da Equipa Médica de Intervenção Rápida (EMIR).
No local estão 14 veículos e 30 operacionais de todas estas forças.
O presidente da Proteção Civil da Madeira realçou que foi necessário “garantir a descontaminação das pessoas”, nomeadamente.
“Foi garantido um perímetro [de segurança] de 300 metros” em relação à infraestrutura”, disse o responsável, adiantando que o facto de “não haver vento na zona” contribuiu para o debelar da situação.
Richard Marques acrescentou que está a ser feita a monitorização dos edifícios adjacentes à unidade onde ocorreu a fuga.