Este homem é dono dos maiores cocós do mundo: agora abriu um museu

CNN , Issy Ronald
10 jun, 15:00
Poozeum

Se chegar ao fim do artigo, vai perceber que há coisas ainda mais estranhas do que o próprio museu

O que fazer quando se tem a maior coleção do mundo de fezes fossilizadas? Abrir um museu, claro. Neste caso, um Poozeum, para honrar a expressão inglesa ‘poop’ – cocó, por cá.

Foi assim que George Frandsen chamou ao seu recém-inaugurado museu em Williams, Arizona, Estados Unidos da América, que oferece aos visitantes acesso gratuito a quase oito mil peças da sua coleção de coprólitos – que é como quem diz, de cocós fossilizados.

“Numa fase inicial, as pessoas reagiam com uma cara de nojo ou com riso quando ouviam falar do Poozeum pela primeira vez. Contudo, ao verem a coleção, as suas reações costumam mudar. Ficam chocados perante a natureza diversa e intrigante dos coprólitos”, contou George Frandsen à Guiness World Records.

“Dado que a maioria das pessoas tem pouca ou nenhuma experiência com coprólitos, é engraçado introduzi-las a este mundo fascinante e partilhar as maravilhas que ele guarda”.

Há muito que George Frandsen se sentia fascinado por dinossauros e fósseis. E foi assim que o interesse se estendeu para as fezes fossilizadas, quando se cruzou pela primeira vez com um dejeto humano fossilizado, com 18 anos, durante uma visita a uma loja de rochas e fósseis em Utah.

“Achei, de imediato, hilariante e fascinante”, recorda. “Despertou a minha curiosidade, levando-me a aprender tudo o que podia sobre coprólitos. Logo percebi que essas peculiares e pré-históricas ‘cápsulas do tempo’ nos dão informações diretas sobre a dieta, o comportamento e o ambiente dos nossos antepassados”.

O museu vai apresentar a maior coleção do mundo de cocós fossilizados. Há cerca de oito mil peças (Cortesia: Poozeum)

 

Numa fase inicial, George Frandsen fundou o museu como um centro de recursos online em 2014. Criou também uma coleção itinerante de fezes fossilizadas para ser mostrada em museus dos Estados Unidos da América, ao aperceber-se que não eram exibidas com frequência nos locais mais convencionais – ou “mainstream”, na expressão inglesa.

“A resposta entusiástica dos visitantes dessas exposições temporárias deixou evidente a procura por um espaço dedicado, onde os coprólitos pudessem ser exibidos com destaque, explorando de forma exaustiva o seu significado científico”, junta.

Foi então que este homem decidiu deixar o emprego numa grande empresa da área da saúde, vender a casa e mudar-se para Williams, a cerca de 3.200 quilómetros. Williams é conhecida como a porta de entrada para o Grand Canyon. Foi aí que deu seguimento à sua “ideia maluca” de começar um Poozeum, conta.

Aí, os visitantes podem encontrar peças como o maior cocó fossilizado de um animal carnívoro, que mede 67,5 centímetros por 15,7 centímetros. Terá vindo de um Tyrannosaurus Rex. A coleção também conta com alguns coprólitos com dentes no seu interior. Ou mesmo com marcas de dentadas à superfície.

E.U.A.

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