Clube recusou fazer o que outros já fizeram, mesmo que desta vez pagassem um valor recorde
O Manchester United andou meses a negociar em segredo um contrato com a Amazon Prime para um documentário a realizar durante a próxima temporada.
Algo parecido com o que já fizeram Arsenal, Manchester City ou Tottenham, sendo que esta temporada seria a mais bem paga pela plataforma de streaming.
De acordo com o The Athletic, a empresa preparava cerca de 11 milhões de euros para convencer os Red Devils a abrir as portas secretas de Old Trafford.
Mas houve quem não tivesse gostado da ideia. E essa pessoa foi, acima de todas as outras, Ruben Amorim. O treinador português não quer qualquer distração a interferir com a sua primeira época completa em Manchester, e por isso pediu à direção que se retirasse das conversações que decorriam de forma secreta.
De acordo com a publicação que serve de suplemento ao The New York Times, os mais altos responsáveis do Manchester United estavam envolvidos diretamente nas negociações, até porque se sabe como o clube precisa de dinheiro - basta ver as inúmeras reduções de custos e o brutal aumento do preço dos bilhetes.
Ciente disso, Ruben Amorim pediu que a hipótese não avançasse, tendo o clube tomado a decisão logo no início do verão. O treinador português fez notar que não se sentia confortável com a possível intrusão de pessoas alheias ao balneário no dia a dia da equipa.
Além disso, aspetos relacionados com o acordo comercial que estava a ser negociado e a pressão temporal da próxima época também foram fatores para que se decidisse abandonar o negócio.
Já com algumas dúvidas sobre se devia ou não avançar, a direção do Manchester United apresentou a ideia a Ruben Amorim no fim da época, com o treinador a rejeitá-la de imediato.
Uma demonstração de força da parte do treinador português, já que a direção do clube parecia estar a pender para avançar com o negócio, que já tinha parecer favorável da INEOS, dona do Manchester United, e do CEO, Omar Berrada.
