António Costa continua sob investigação mas PGR não confirma suspeitas: "E mesmo que soubesse também não ia dizer"

15 nov 2024, 17:22

PGR refere ainda que os documentos do caso ainda não foram “totalmente” verificados

O procurador-geral da República reiterou que o ex-primeiro-ministro António Costa continua a ser investigado no âmbito da Operação Influencer, uma vez que o acervo documental ainda não foi “totalmente verificado”.

“Se ainda não foi deduzida a acusação nem foi arquivado o processo, significa que o processo está pendente”, afirmou Amadeu Guerra aos jornalistas sobre este caso, que se arrasta há mais de um ano.

Questionado sobre se o inquérito que envolve António Costa pode ser concluído em breve, o procurador-geral da República respondeu que “os processos esperam o tempo que for necessário”.

"Há um acervo documental que foi apreendido nas buscas por parte dos procuradores que fizeram as diligências e, tanto quanto sei, ainda não está totalmente verificado."

Confrontado sobre se esse acervo confirma as suspeitas iniciais, Amadeu Guerra não concretizou: “Não sei. E mesmo que soubesse também não ia dizer”.

O procurador-geral da República tinha revelado a 31 de outubro que António Costa continuava sob investigação no processo conhecido como Operação Influencer, apesar de não ser arguido. Na altura, também remeteu para a “muita documentação que está a ser analisada” para justificar que o caso se arraste há um ano.

A Operação Influencer levou, a 7 de novembro de 2023, às detenções do chefe de gabinete de António Costa, Vítor Escária, do advogado e consultor Diogo Lacerda Machado, dos administradores da empresa Start Campus Afonso Salema e Rui Oliveira Neves e do presidente da Câmara de Sines, Nuno Mascarenhas. São ainda arguidos o ex-ministro das Infraestruturas João Galamba, o ex-presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, Nuno Lacasta, o advogado João Tiago Silveira e a Start Campus.

O processo foi entretanto separado em três inquéritos, relacionados com a construção de um centro de dados na zona industrial e logística de Sines pela sociedade Start Campus, a exploração de lítio em Montalegre e de Boticas (ambos distrito de Vila Real) e a produção de energia a partir de hidrogénio em Sines.

O antigo primeiro-ministro, António Costa, que surgiu associado a este caso, foi alvo da abertura de um inquérito no Ministério Público junto do Supremo Tribunal de Justiça, situação que o levou a pedir a demissão do cargo.

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