REVISTA DE IMPRENSA | Diretores estimam que seriam necessários mais 557 funcionários para responder adequadamente às necessidades de quase 100 mil alunos
O número de alunos com necessidades educativas específicas nas escolas portuguesas aumentou 29% na última década e aproxima-se agora dos 100 mil, segundo o Jornal Público. O crescimento tem vindo a intensificar os alertas de pais, professores e direções escolares, que denunciam falta de recursos humanos e dificuldades na resposta dada aos alunos.
Apesar de o actual regime de educação inclusiva, criado através do decreto-lei n.º 54/2018, ter permitido alargar o apoio a mais crianças e jovens, melhorar resultados escolares e promover práticas mais inclusivas, continuam a existir obstáculos à integração plena destes alunos nas escolas.
Um inquérito realizado pela Fenprof no final do ano passado reforça esse cenário. Entre os 147 diretores que participaram, 82,3% consideraram não dispor dos recursos necessários para garantir uma educação verdadeiramente inclusiva. Cerca de 64% apontaram falta de professores de educação especial e 76,9% referiram carência de assistentes operacionais.
Os diretores estimam que seriam necessários mais 557 funcionários para responder adequadamente às necessidades destes alunos. A falta de formação específica é outro dos problemas identificados: apenas 5,2% dos assistentes operacionais têm preparação adequada para trabalhar com crianças e jovens com necessidades específicas.
