Alto Minho compromete-se a atingir neutralidade carbónica até 2050

Agência Lusa , DCT
31 out, 11:26
Portugal quer neutralidade carbónica até 2050

Além dos “aspetos técnicos e tecnológicos, o objetivo de um território com balanço energético nulo não poderá ser atingido sem o envolvimento e contributo de todos, famílias, cidadãos, empresas, instituições públicas, escolas, universidades”

A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho quer atingir a neutralidade carbónica até 2050, através de uma “forte aposta na expansão das energias renováveis, na eficiência energética e na redução da dependência dos combustíveis fósseis importados” foi esta segunda-feira divulgado.

Em comunicado enviado às redações, a CIM do Alto Minho, que agrega os 10 concelhos do distrito de Viana do Castelo, adiantou que o compromisso assumido, no âmbito da iniciativa europeia Pacto de Autarcas, integra plano de ação integrado para a "transição energética”, não região.

A CIM do Alto Minho aponta “três objetivos gerais”, como a redução do consumo de energia e, concomitantemente, a redução das emissões de carbono, o aumento da produção local de energia renovável e, portanto, aumentar as fontes de energia de baixo carbono e equilibrar a produção e o consumo de energia para alcançar o estatuto de território com balanço energético nulo”.

Para a CIM “o caminho para que o Alto Minho se torne num território com balanço energético nulo ficou mais claro com a aprovação, na sexta-feira, em reunião do Conselho Intermunicipal do Alto Minho, daquele plano de ação”.

Naquele documento, os autarcas dos dez concelhos do Alto Minho acordam “trabalhar numa ação conjunta, coerente, concertada, consistente e integrada (vertical, horizontal e territorialmente) com a prioridade a ser colocada no aumento da eficiência energética, na diversificação e intensificação da produção de energia de base renovável, no incremento da produção de energia descentralizada (seja individual ou coletivamente, através do autoconsumo ou através de comunidades de energia)”.

Comprometem-se ainda a “modernizar os transportes públicos e de mercadorias” e a “apostar”, cada vez mais, “numa mobilidade progressivamente integrada e sustentável, no reforço e modernização de infraestruturas, na investigação (incluindo deteção e monitorização), experimentação, inovação e competitividade, na promoção de processos, produtos e serviços de baixo carbono, na melhoria dos serviços de energia e, a apostar na capacitação, sensibilização e partilha de informação”.

A “estratégia global que permitirá ao Alto Minho tornar-se um território com balanço energético nulo antes de 2050, em linha com o compromisso do Governo e com o Plano Estratégico de Desenvolvimento do Alto Minho (Alto Minho 2030)” assenta “na forte aposta na expansão das energias renováveis, na eficiência energética e na redução da dependência dos combustíveis fósseis importados, e é apoiada por medidas destinadas a salvaguardar a segurança energética, a garantir uma transição justa e a promover a sensibilização e o envolvimento dos cidadãos”.

Além dos “aspetos técnicos e tecnológicos, o objetivo de um território com balanço energético nulo não poderá ser atingido sem o envolvimento e contributo de todos, famílias, cidadãos, empresas, instituições públicas, escolas, universidades”.

Cada um, individual e coletivamente, terá de contribuir para reduzir o consumo energético no território, de modo que as necessidades residuais de energia possam ser satisfeitas por energia verde e sustentável, produzida e entregue localmente”, apela a CIM do Alto Minho.

A “participação no projeto URB EN PACT – together towards net-zero energy cities permitiu ao território do Alto Minho, através de um processo de cocriação, utilizando uma abordagem participativa e com o apoio de um diversificado conjunto de agentes locais e regionais, tanto públicos como privados, planear a ação, para além de 2020, em matéria de transição energética e neutralidade carbónica/clima, aspirando o Alto Minho a tornar-se um território com balanço energético nulo antes de 2050”.

O plano de ação integrado "é o resultado deste processo de cocriação de 2,5 anos e, foi definido através de uma abordagem participativa, que beneficiou tanto dos contributos de uma grande variedade de agentes territoriais locais e regionais (através das reuniões do Grupo de Ação local Urbact) como de um intercâmbio frutuoso entre parceiros e peritos (através das reuniões transnacionais) e foi produzido no âmbito do projeto URB-EN PACT, financiado pelo programa URBACT”.

Com sede instalada no edifício Villa Moraes, em Ponte de Lima, a CIM do Alto Minho foi constituída em outubro de 2008 e engloba os municípios que correspondem à Unidade Territorial Estatística de Nível (NUT) III do Minho-Lima.

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