Alireza Akbari foi executado: Irão diz que recebeu uma fortuna para espiar para o Reino Unido

14 jan, 14:17
Alireza Akbari

"Ato bárbaro", diz o Reino Unido - "não ficará sem resposta"

A Justiça iraniana anunciou este sábado ter executado o antigo vice-ministro da Defesa Alireza Akbari, condenado há três dias após ter sido acusado de espionagem a favor dos serviços secretos do Reino Unido, alegadamente em troca de 2,16 milhões de euros. A condenação mereceu forte contestação internacional mas sem efeito práticos.

Alireza Akbari foi detido há três anos e recorreu da sentença para o Supremo Tribunal Federal, que rejeitou o recurso. Alireza Akbari ocupou o cargo de vice-ministro da Defesa durante o mandato do ex-Presidente reformista Mohamed Katami (1997/2005).

O Ministério do Interior iraniano descreveu Akbari, que tinha dupla nacionalidade britânica e iraniana, “como um dos casos mais importantes de infiltração” da segurança do país. As autoridades iranianas divulgaram um vídeo, visivelmente editado, em que Akbari aparece naquilo que dissidentes têm descrito como confissões forçadas.

Londres já reagiu à notícia da execução. O ministro britânico dos Negócios Estrangeiros, James Cleverly, classificou a execução como “um ato bárbaro”, que sublinhou que "não ficará sem resposta". O primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, fala em condenação "impiedosa e cobarde".

O anúncio da execução de Akbari ocorre numa altura em que o Irão está a ser abalado por uma vaga de protestos, na sequência da morte de uma jovem iraniana curda que estava sob custódia policial. Mahsa Amini, de 22 anos, foi agredida e detida na rua em Teerão a 13 de setembro pela chamada polícia da moralidade (responsável pelo cumprimento do rígido código de vestuário feminino) porque, embora envergasse o obrigatório ‘hijab’ (véu islâmico), este deixava à vista parte do seu cabelo. Horas depois de detida, foi transportada em coma para um hospital, onde morreria três dias depois.

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