De acordo com o líder da bancada parlamentar do PSD, Hugo Soares, não foi possível chegar a acordo com o PPM “relativamente à questão dos lugares”. E assim cai por terra a Aliança Democrática. Mas não a AD
O PSD aprovou esta quarta-feira em conselho nacional, entre outros pontos, a coligação com o CDS-PP para as próximas legislativas. E somente com o CDS-PP.
De fora da coligação face às últimas legislativas fica o Partido Popular Monárquico. De acordo com o líder da bancada parlamentar do PSD, Hugo Soares, não foi possível chegar a acordo “relativamente à questão dos lugares”.
“O PSD entendeu que a representatividade do PPM deveria ser exatamente a mesma do acordo de coligação anterior e o PPM achou que não e, por isso, não houve entendimento e não há problema nenhuma quanto a isso.”
A ausência do PPM coloca um problema aos outros dois partidos: o nome Aliança Democrática passa a estar fora das opções, uma vez que o partido de Gonçalo da Câmara Pereira considera que o nome também pertence ao PPM e não apenas a PSD e CDS-PP.
Aos jornalistas, Hugo Soares deu a entender que o nome da coligação, que será apresentado nos próximos dias, vai mudar mas que a sigla – AD – vai continuar intacta.
“Não há nada que impeça a utilização da nomenclatura 'AD'. Nos próximos dias serão informados do nome com o qual a coligação será registada. Quero apenas dizer que, do ponto de vista jurídico, formal e constitucional, não há nenhum problema.”
O nome Aliança Democrática foi utilizado pela primeira vez entre 1979 e 1983 pela coligação que juntava estes três partidos. Em 2023, PSD e CDS-PP decidiram avançar juntos para as legislativas sob esse nome, para desagrado do PPM, que chegou mesmo a ameaçar recorrer ao Tribunal Constitucional. Para evitar problemas, PSD e CDS-PP integraram o PPM na coligação em janeiro de 2024.
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