Um em cada 100 alemães está infetado com covid-19

Agência Lusa , WL
3 dez 2021, 17:12
Jens Spahn, ministro da Saúde alemão (Filip Singer / EPA)
Jens Spahn, ministro da Saúde alemão (Filip Singer / EPA)

Número de não vacinados que estão em estado grave é maior do que entre a população que foi inoculada

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Mais de 1% da população da Alemanha está infetada com covid-19, indicou esta sexta-feira o ministro da Saúde alemão, Jens Spahn, apelando aos cidadãos que ainda não se vacinaram para o fazerem.

O país registou 74.352 novos casos de infeção e mais 390 mortes nas últimas 24 horas, segundo números divulgados pela agência federal de controlo de doenças.

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De acordo com os cálculos do Instituto Robert Koch (RKI), cerca de 925.800 pessoas na Alemanha são consideradas ativamente infetadas com o coronavírus SARS-CoV-2, causador da doença covid-19.

O ministro da Saúde observou que o número de pessoas não vacinadas que estão infetadas e em estado grave é muito mais elevado que entre a população vacinada. “Se todos os adultos alemães estivessem vacinados, não estaríamos nesta situação difícil”, declarou à imprensa em Berlim.

Medidas mais duras em curso

Spahn falava um dia depois de os líderes estaduais e federais terem anunciado novas medidas, mais duras, que visam sobretudo as pessoas não vacinadas, impedindo-as de entrarem em estabelecimentos de bens e serviços considerados não essenciais, restaurantes, recintos desportivos e espaços culturais.

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O novo Governo alemão pretende igualmente submeter a votação do parlamento antes do final do ano um diploma tornando a vacinação obrigatória, para entrar em vigor em fevereiro ou março de 2022.

Jens Spahn, que provavelmente deixará o cargo na próxima semana, quando o novo executivo alemão de centro-esquerda tomar posse, é contra a obrigatoriedade de vacinação e deixou hoje claro que votaria contra a medida.

Cerca de 68,8% da população alemã tem a vacinação completa, ao passo que o Governo definiu 75% como objetivo mínimo.

No entanto, na quarta-feira, pela primeira vez desde o verão, mais de um milhão de doses foi administrado num só dia, indicou o ministro, reiterando que o objetivo é administrar 30 milhões de doses até ao final do ano e assegurando que há vacinas suficientes.

O Instituto Robert Koch de virologia defendeu hoje a necessidade de um “debate fundamentado” sobre a obrigatoriedade da vacina, que o novo Governo alemão quer impor.

Vacinação obrigatória divide

Em declarações à imprensa, o presidente do RKI, Lothar Wieler, sustentou que será necessário “um debate intensivo sobre os prós e contras”, tanto morais, como éticos e sanitários, expressando o desejo de um “debate fundamentado” e de uma “decisão realmente informada” no Bundestag (parlamento federal).

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A vacinação obrigatória e o aumento das restrições aos não vacinados foram os principais pontos acordados na quinta-feira entre a chanceler cessante, Angela Merkel, o seu sucessor, Olaf Scholz, e os líderes regionais.

Na opinião de Wieler, as restrições devem ser “mantidas durante algum tempo” para reduzir as infeções de forma sustentada, porque, advertiu, “o inverno ainda agora começou”.

Referiu-se ainda à situação nas unidades de cuidados intensivos dos hospitais, com quase 4.800 doentes com covid-19, o que representa uma ocupação de 21,6% das camas disponíveis nessas unidades para a população adulta.

A propósito, o ministro da Saúde advertiu ainda de que a Alemanha “ultrapassará em muito o número de 5.000 doentes nas unidades de cuidados intensivos nos próximos dias e semanas”, com “um triste pico” em torno da altura do Natal.

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