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Merz volta a visar os EUA: "Não recomendaria aos meus filhos" que fossem estudar ou trabalhar para lá

15 mai, 15:34
Friedrich Merz em encontro com católicos alemães (Matthias Schrader/AP)

 

 
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Depois de ter irritado Donald Trump por ter falado em humilhação no Irão, o chanceler da Alemanha volta a tecer palavras que podem complicar as relações

O chanceler da Alemanha parece continuar investido numa retórica anti-Estados Unidos. Depois de ter sugerido que o Irão estava a humilhar o seu adversário na mesa das negociações, Friedrich Merz foi mais longe, trazendo para a discussão uma questão pessoal.

Num encontro de católicos alemães na cidade de Wuerzburg, o chefe do governo da Alemanha recebeu uma grande ovação depois de nova tirada polémica: “Eu não recomendaria aos meus filhos que fossem para os Estados Unidos para ter educação ou trabalhar”.

Na visão de Friedrich Merz, o “clima social que se desenvolveu de repente” não aconselha a esse tipo de aventuras, sendo que “até os mais instruídos têm grande dificuldade em encontrar um trabalho na América”.

Em sentido contrário, Friedrich Merz defendeu que poucos países oferecem oportunidades aos jovens como a Alemanha: "Quero encorajar-vos a manterem-se otimistas. Apesar dos muitos desafios, podemos conseguir. É a minha firme convicção que há poucos países no mundo que oferecem oportunidades tão tremendas, especialmente para os jovens, como a Alemanha oferece".

O chanceler da Alemanha vinca, assim, a sua posição contra a administração Trump, mostrando-se pouco impressionado com as ameaças do presidente dos Estados Unidos, que o acusou de estar a fazer um trabalho “terrível” como líder, tendo inclusive anunciado a retirada de cinco mil soldados estacionados em território germânico.

Talvez sabendo dos apetites da Casa Branca, Friedrich Merz quis deixar um pequeno elogio, confessando-se como um “grande admirador da América”, sendo que “neste momento a minha admiração não está a aumentar”.

Palavras que valeram risos e aplausos da plateia, mas que certamente não vão ser bem recebidas por Donald Trump, que pode encontrar aqui novo motivo para renovar os atritos que tem mantido com a Europa.

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