Encontrados por um casal, estavam assustados e tinham apenas uma garrafa de água e uma peça de fruta
“Trouxe-os para aqui para ao pé de nós”. Foram Eugénia e Alexandre Quintas que encontraram “dois miúdos à borda da estrada a chorar a chamar pelo pai”.
O caso começou ainda em França, onde a mãe destes irmãos de três e cinco anos os raptou, trazendo-os depois para Portugal, onde entrou por Bragança.
Ao que as autoridades conseguiram perceber, a mãe disse aos dois filhos que iam fazer um jogo e vendou-os. Quando voltaram a abrir os olhos a progenitora já não estava e os irmãos estavam perdidos no meio da Estrada Nacional 253, entre Alcácer do Sal e a Comporta.
Consigo tinham apenas uma garrafa de água e uma peça de fruta, pelo que Alexandre Quintas, padeiro de profissão, não se espantou com o ar assustado com que encontrou as crianças.
Os dois irmãos ficaram com o casal até à chegada da GNR, que rapidamente os encaminhou para o Hospital de Setúbal para uma avaliação completa do estado de saúde.
Debeladas eventuais mazelas, e já depois de terem sido pedidas informações à embaixada de França em Portugal, também com o apoio da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens e da Comissão de Proteção de Menores, a medida aplicada pelo tribunal foi a de acolhimento familiar, não sendo até ao momento perceber a quem foram entregues os menores, já que não têm família em Portugal.
As autoridades ligaram este caso a um outro desenvolvido em França, onde esta mãe e os filhos eram procurados há 15 dias, depois de terem fugido do país, já depois de a mulher ter deixado para trás um outro filho, este com 16 ano.
Espera-se que os dois irmãos mais novos sejam agora entregues aos familiares mais próximos, enquanto as autoridades continuam a tentar localizar a mãe das crianças, que está desaparecida e pode até já ter fugido do país.
