ONU conclui que jornalista da Al-Jazeera foi morta por tropas israelitas

24 jun, 10:56
Shireen Abu Akleh (Foto: Al-Jazeera)

Circunstâncias da morte de Shireen Abu Akleh geraram grande indignação e consternação, com a Al-Jazeera a acusar Israel de ter assassinado a jornalista “a sangue frio”, num “crime atroz"

O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos concluiu, esta sexta-feira, que a jornalista da Al-Jazeera Shireen Abu Akleh foi morta por tropas israelitas durante um ataque militar à cidade de Jenin, a 11 de maio, avança a agência AFP.

Shireen Abu Akleh, conhecida repórter palestino-americana do canal árabe da Al-Jazeera, foi baleada na cabeça, morrendo pouco depois. Um outro repórter, do jornal Al-Quds, de Jerusalém, também ficou ferido, mas acabou por sobreviver. 

As circunstâncias da morte da repórter geraram grande indignação e consternação, com a Al-Jazeera a acusar Israel de ter assassinado a jornalista “a sangue frio”, num “crime atroz”.

O exército israelita escudou-se no argumento de que estava a defender-se de um ataque e o primeiro-ministro, Naftali Bennet, sugeriu mesmo que a repórter tenha sido vítima de disparos palestinianos. Mas as versões do lado do Estado judaico não convenceram nem as autoridades palestinianas nem os observadores internacionais, incluindo as Nações Unidas, que decidiram levar a cabo um "inquérito transparente e imparcial" à morte da repórter.

Este clima da indignação viria a agudizar-se dois dias depois, com os acontecimentos que acabaram por marcar o dia do seu funeral, quando milhares de pessoas prestavam uma última homenagem a Abu Akleh, erguendo bandeiras palestinianas e entoando cânticos “Palestina, Palestina”. Imagens que se tornaram virais nas redes sociais mostraram as forças de Israel a carregar sobre os homens que seguravam o caixão da jornalista durante o cortejo fúnebre entre o hospital de São José, em Jerusalém Oriental, e a Igreja Ortodoxa Grega. A violência foi de tal ordem que, por pouco, os homens não deixaram a urna cair ao chão.

Estas imagens correram mundo e mereceram a condenação de diversas entidades internacionais. Os próprios Estados Unidos, tradicionais aliados de Israel, descreveram as cenas como “profundamente perturbadoras”.

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